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Curso Formativo de Shiatsu/Shiatsu Emocional traz um aprendizado de qualidade para leigos e profissionais (Edição Maio, em Niterói, RJ)

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Curso: Shiatsu – Formativo

Um dos melhores cursos de Shiatsu do Brasil, agora com nova edição em Niterói.

6, 7, 20 e 21 de maio de 2017

Niterói, RJ

Completo em conteúdo, e com a vantagem de abordar os aspectos emocionais da terapia com muito mais profundidade. A porta de entrada para um sistema de ensino que apoia a prática do Shiatsu de forma permanente!

O curso relaciona os preceitos de saúde da Medicina Tradicional Chinesa utilizados pelo Shiatsu às teorias da psicologia moderna, e introduz o aluno ao pensamento oriental como ferramenta para o estudo do ser humano, sua psique e seu equilíbrio interior.

O curso oferece:

  • Apostila completa com anexos em prática de atendimento específico, aromaterapia e extensa bibliografia;
  • Duas reciclagens em outras edições do curso em até um ano;
  • Ingresso na Comunidade Shiem com acesso a grupos virtual e presencial de intercâmbio e estudo continuado;
  • Candidatar-se à admissão no curso de Shiatsu/Shiatsu Emocional Avançado;
  • Certificado de participação, manual do aluno, camiseta do curso e lanches.
  • INSCRIÇÕES: https://goo.gl/forms/1WawE66Y31v2TlNg1

Pré-requisitos e Público Alvo

  • É recomendado a todos os profissionais que atuam com MTC, Shiatsu, psicólogos, bem como os demais profissionais de saúde que desejam enxergar além do horizonte físico atuar no campo emocional; aos psicólogos que desejam fazer uso de uma abordagem corporal, e aos terapeutas corporais que desejam passar a ter o corpo não como fim, mas como meio para equilibrar o ser.
  • A quem busca ampliar seus conhecimentos e, consequentemente, sua qualidade de vida.
  • Aqueles que desejem apenas o uso familiar do Shiatsu sentirão segurança na aplicação do dia a dia. Os que pretendem adotar o Shiatsu como método profissional, tenha qualificação prévia ou não têm possibilidade de seguir pelo programa completo de formação, que consiste de módulos avançados, participação em grupo de estudos, treinamento individual e de grupo, entre outras ações.

Objetivos

Trazer ao terapeuta que trabalha com medicina chinesa ou terapias mentais (psicoterapia, psicologia, etc) aprofundamento no estudo das relações entre meridianos e emoções. Fazer compreender a importância da linguagem corporal, e da presença integral do terapeuta para a abordagem emocional. Oferecer condições aos alunos de investigar e abrir seus conceitos internalizados. Experienciar no corpo os efeitos do Shiatsu, como praticante e receptor.

Conteúdo programático (Carga horária 32H):

  • Introdução ao saber Oriental
  • Origem, evolução e modalidades do Shiatsu;
  • As matrizes técnicas do Shiatsu;
  • Introdução à Medicina Oriental – Raízes, o Tao, as influências culturais;
  • Os 12 Meridianos principais e suas funções emocionais;
  • O estilo Shiatsu Emocional;
  • Introdução à percepção do Hara;
  • Corpo sensorial e Shiatsu: otimizando teoria e prática;
  • Tratamento dos principais desequilíbrios emocionais através do shiatsu;
  • Exercícios práticos e Prática Básica, com orientação ergonômica e postural.
  • Sinergia do Shiatsu com o uso de óleos essenciais;

– Com o programa formativo, é possível fazer uma sessão segura e com muitos benefícios aos praticantes.

Características gerais do Curso

– Aberto a todos: leigos e profissionais de saúde, com ou sem experiência em terapias manuais, orientais etc. (profissionais poderão obter descontos e seguir se aprofundando em cursos avançados)!

– Os iniciantes conseguirão acompanhar bem, e sair do curso fazendo uma sessão segura, completa e eficaz de Shiatsu;

– Profissionais de Shiatsu, MTC, de terapias manuais e outros profissionais de saúde se surpreenderão sobre o quanto esse curso tem a contribuir;

– O Curso abre as portas para os treinamentos avançados e maestria em Shiatsu e Shiatsu Emocional;

– Os alunos ganham acesso a comunidade SHIEM e suas redes de estudos e intercâmbio via Internet;

– Carga horária total: 32 horas + estudo complementar a distância (opcional);

– O participante terá direito a Certificado.

– Está incluído o KIT ALUNO: Apostila completa + HD VIRTUAL riquíssimo em informações complementares, como livros virtuais, artigos, imagens, músicas., etc.

O Shiatsu Emocional, conteúdo exclusivo de nosso curso:

  • Desenvolve hábitos saudáveis e exalta a vida;
  • Ferramenta de Autoconhecimento;
  • Trata o ser de forma integral e extensiva;
  • Alimenta a qualidade dos vínculos afetivos!

INFORMAÇÕES:

Dias 6, 7, 20 e 21 de maio, de 9 às 18H.

Local: Grupo Pela Vidda, Rua Guilherme Briggs, 9 – São Domingos, Niterói – RJ

E-mail: escoladeshiatsu@outlook.com

Telefone/Whatsapp: (21) 99830-5858 (Prof. Hirã – Cursos em Niterói)

Página do curso no Facebook: https://www.facebook.com/events/372429813138636/

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Artigos e afins

O Fazer Terapeutico

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O Fazer Terapeutico

Por Carlos Garcia

Tradução de Hirã Salsa*

Qual o papel do terapeuta? Até onde vai a terapia? Qual o seu limite? Quando deixa de ser terapia e passa a ser código moral?

Essas questões permeiam nossa atividade no Shiatsu, é são preocupações constantes. O equilibrio ético de nossos limites contra nossas limitações pessoais, nossos delirios egóicos de grandeza e suma sabedoria, podem nos tomar de assalto e nos distanciar da missão de apoiar o movimento de integração de nossos clientes.

Para contribuir com essa discussão, deixo aqui tradução livre de minha autoria de trecho do livro Biodanza: El Arte de Danzar la Vida, de Carlos Garcia (pgs 53 à 55).

“Existe algo em comum a todas as abordagens terapêuticas do Séc. XX, apesar das diferenças e divergencias. Algo as unifica: O afã remediador.

A necessidade de dar remédio¹, de colocar ordem onde se havia perdido, é um dos muitos pontos em comum, em diferentes terapias. Claro que, nada há de mais nobre e humano que a soliedariedade compassiva com a dor do semelhante e sua intenção de remedia-lo. O que nos faz humanos, além da codição de animal homem, é a reciprocidade de nos reconhecermos mutuamente. “Sofro porque sofres”, “me alivio porque te alivias”, “gozo porque gozas”.

O que não está de todo claro nestes tempos em que a saúde é mais uma mercadoria que um ato de soliedariedade, são os limites da pretensão remediadora, ou dito de outro modo: qual é o limite e o contexto do terapêutico? Tal pergunta torna-se imprescindível em momentos de extrema proliferação de receitas salvadoras e remedios milagrosos. Porque se concordamos com o exposto anteriormente (que o afã curador pretende colocar ordem onde foi perdida), devemos previamente definir que tipo de ordem é esta, como se perdeu e como restitui-lo.

Considero que os limites e o contexto do ato terapêutico são dados pelo livre fluxo dos instintos e o desejo e as ações que surgem destes, em todas as suas manifestações. Fluxo livre que se faz evidente na expressão do ímpeto vital e a harmonia orgânica.

Os bloqueios deste livre fluir dos instintos e o desejo, os sintomas que evidenciam estes bloqueios, mostram o campo de ação da terapia. Este é o único tratável, o único curável: abrir as amarras para o desenvolvimento do potencial humano, desarmar as estruturas repressivas e culpabilizantes, acabar com as sombras envergonhadas de uma cultura manipuladora da conciência do homem, que se sustenta sempre sobre grossos e sólidos pilares… O pecado e a culpa.

Fora disto, além deste contexto o ato terapêutico perde seu lugar. A vida não é o lugar do ato terapêutico; simplesmente porque a vida é: incurável. O lugar da cura está demarcado pelo transtorno ou pelo bloqueio que impede de viver, mas de nenhum modo uma terapêutica pode ser uma arte de saber-viver, porque haverá transformado o curativo em normativo e a terapia terá caído na moral. Daqui à inquisição há um só passo.”

***

¹Considerare aqui mais o sentido de remediar e menos o de medicação. NT.

** Hirã Salsa é terapeuta corporal, professor de Shiatsu na SHIEM Escola de Shiatsu, praticante assíduo da Biodanza.

Artigos e afins

Escher, ilusão e realidade, yin-yang e Shiatsu Emocional

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Escher: ilusão, realidade e Shiatsu Emocional

“Para ler como quem sonha”

Por Adriana Benazzi*

Há alguns anos, fui com minha família à uma exposição que me encantou demais.

Enquanto eu transitava pelas salas, meus olhos iam cada vez se aprofundando mais numa viagem além do tempo e do espaço, um verdadeiro encantamento. O efeito hipnótico era como imagino ser o de um encantador de serpentes.

Meu estado de transe foi tamanho, que tive que ser praticamente arrastada pra fora, pois não conseguia parar de olhar e ao mesmo tempo copiar os textos da curadoria, numa tentativa de levar para mim um pouco desta descoberta. https://i1.wp.com/mathstat.slu.edu/escher/upload/thumb/e/e4/St-peters.jpg/300px-St-peters.jpg

Semanas depois, entendi o que ali me atraía, numa aula de Shiatsu Emocional**. O entendimento do movimento da vida na forma da dualidade relativa do Yin e Yang, da realidade que se expressa no binômio tempo e espaço… tanto a se revelar… meu corpo é um portal. (Adriana)

SELEÇÃO DE TEXTOS DA CURADORIA DA EXPOSIÇÃO DE Mauritis Cornelius ESCHER – 2011

“Chamar atenção para algo que é impossível. É preciso ter certo grau de mistério, mas que seja imediatamente aparente. Eternidade, infinito, natureza, perspectiva, reflexos e ladrilhamento. Espaço é um conceito flexível. Natureza morta com reflexos e panoramas, casas impossíveis. Olhar duas vezes para perceber que o que se vê, não pode ser real. Juntar céu e terra. Às vezes parece-me que ficamos aflitos e possuídos por um desejo pelo impossível. Buscamos o não natural ou o sobrenatural, aquilo que não existe, o milagre.

Pode acontecer que de forma contínua nos tornemos PERCEPTIVOS OU INEXPLICÁVEIS . É o MILAGRE da mesma espacialidade tridimensional na qual andamos ao longo do dia, como em uma esteira.

Este conceito de espacalidade se revela por vezes em raros momentos de lucidez, como algo que tira o fôlego.

NÃO CONHECEMOS O ESPAÇO.

“M.C.Escher (1898-1972) era um gênio da imaginação lúdica e um artesão habilidoso nas artes gráficas, mas a chave para muitos dos seus efeitos surpreendentes é a matemática. Não a matemática dos números e das fórmulas, mas a geometria em todos os seus aspectos. Escher podia imaginar os efeitos fantásticos, mas a geometria era uma ferramenta necessária para capturar esses efeitos.Também tratava da relatividade de forma agradável, obrigando-nos a perguntar:“O que eu percebo é realmente o que parece ser?”. 

* Textos de Pieter Tjabbes, curador  da exposição “O Mundo Mágico de Escher” promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil entre outubro de 2010 e julho de 2011, em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. 

 

* Adriana Benazzi é professora da Escola Shiem. Médica ginecologista, especializada em homeopatia e medicina ayurvédica, completamente apaixonada pela vida, pela humanidade, e por extensão pelo Shiatsu.

** O Curso “Shiatsu Emocional” cresceu, virou livro, virou formação, e deu origem à nossa Escola SHIEM de Shiatsu.

Artigos e afins

O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 3

O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 3

Por Arnaldo V. Carvalho*

 

Ressaltamos, na parte anterior, sobre a importância da limpeza e purificação, na sociedade japonesa, em continuidade à ideia de que, quando o Shiatsu se dissocia dos costumes e tradições que regem sua cultura originária, ele perde parte de seu potencial. A pureza é o fator fundamental no aproximar o ser humano de sua própria essência e assim torna-se ente cósmico da existência (Kami). Agora, passemos por uma outra tradição igualmente valiosa – a do Jardim Japonês, igualmente parte de uma cultura tanto espiritual como cotidiana naquele país.

Corpo, Jardim Japonês

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Shiatsu é cuidar e contemplar o jardim da Vida. Em cada indivíduo, no corpo-mente de cada um, a vida pulsa, o jardim floresce e se renova diariamente. A tradição japonesa de se planejar, construir e usufruir de jardins com rara beleza oriunda da combinação de elementos naturais e humanos nos ensina sobre a natureza do próprio Shiatsu.

 

O Jardim Japonês (日本庭園 nihon teien) busca ser um reflexo, uma expressão de quem o criou e o cuida, e ao mesmo tempo, tenta se fazer refletir no interior de quem o observa. Seu sentido se produz na conexão do exterior (ambiente, pessoas) com o interior (mente, energia), e por isso, ao observá-los podemos sentir sinestesicamente que há um propósito maior que apenas uma beleza estética.

 

Locais assim, criados para representar a Perfeição Cósmica da Vida e da Natureza, fazem parte do imaginário japonês desde a antiguidade. Jardins míticos e montanhas dotadas de rara beleza entre os elementos de sua paisagem são citados nas mais antigas poesias no país(1).

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Suas remotas origens datam dos primeiros séculos, quando já se indicava a percepção milenar de que o Sagrado habita onde a harmonia se faz. Desse modo, os primeiros jardins eram locais naturais de privilegiada beleza, santuários bem cuidados pelos habitantes da Ilha Maior do Japão (Honshu). Por alguns séculos, foi assim, até que no período Asuka (por volta do século V), com a influência do Taoísmo e a chegada do budismo como fenômeno religioso, cultural e tecnológico, é que os jardins foram tornando-se alvo de planejamento e miniatura de paisagens imaginárias, com seus diferentes estilos tomando a forma como as que conhecemos até hoje.

 

Organicismo

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Observar a sociedade, o cosmos, a vida e estruturas humanas organizadas como um corpo vivo é também uma maneira de abstração e compreensão observável das diferentes culturas, através do tempo. Pensar no jardim como representação do corpo, seguindo ideias organicistas nos parece reflexão inevitável, pois nos ajuda a fazer dialogar o Shiatsu – cuja prática está calcada no equilíbrio do todo através do corpo – e a ideia de jardim, com seus diversos elementos que precisam encontrar uma unidade harmônica.

 

Assim como cada órgão ocupa um espaço e uma função no corpo, devendo trabalhar em harmonia pelo todo, os diferentes elementos presentes no jardim japonês também o fazem, criando uma unidade essencial. Pontes, lanternas, lagos, plantas, rochas, peixes, cada um tem um símbolo e um completa o outro. Símbolos da vida estão todos lá, elemento por elemento, interagindo entre si.

 

As rochas no jardim japonês, por exemplo, são repletos de significado, que variam segundo tamanho, posição, natureza e forma. Frequentemente, por exemplo, são agrupadas em somas auspiciosas: duas, três, cinco ou sete, embora; contudo, pedras colocadas individualmente exibem a representação da espontaneidade.  A combinação das rochas com a água representa o yin e o yang, e por falar nela, a direção de seu fluxo é muito importante. Se flui do leste para o oeste eliminará o mal, e do norte para o sul representa a atração mútua de yin-yang e portanto atrai boa sorte. Pontes simbolizam a possibilidade de continuidade de um única caminho através do relacionamento de duas partes antes separadas. Em jardins de areia, as estrias feitas com ancinho representam correntes de Ki (energia vital). Plantas com diferentes ciclos vitais são colocadas de forma a transparecerem as 4 estações. O ritmo da vida e os ciclos. Lanternas chamam a atenção para um caminho ou nicho específico.

 

O que serão nossas rochas e águas internas? Como podemos perceber lanternas e pontes no corpo na comunicação não verbal de tocar e ser tocado no Shiatsu? Fica o convite para a meditação em torno do tema.

 

Metáfora Universal

 

Jardim como representação de harmonia não é exclusividade oriental. Na cultura-judaico cristã, o paraíso é representado como um “jardim perfeito”, e a punição divina pelo pecado é justamente a expulsão de tal paraíso. Não havendo o conceito de “humano pecador” na cultura original japonesa(2), a busca pelo estado edênico é mais uma maneira de reconhecer o interno no externo e vice-versa.

 

Para além de culturas, a relação do Homo sapiens com a estética e sua representação interior de harmonia natural é aparentemente intrínseca a condição humana.

 

O manejo do jardim, suas consequências, seu propósito são metáforas permanentes para as atitudes humanas, e estão bem representadas no filme “Muito além do Jardim”.

 

Quando o Shiatsu se reencontra com a Unidade na representação do Jardim, portanto, alinha-se novamente com as antigas tradições que compõem a cultura japonesa, e mais profundamente, com o sentido de humanidade que habita a cada um para além dos povos.

 

Arte de cuidar

 

Caso o jardim interior esteja bem cuidado, ele permanece em equilíbrio, a contemplação se torna fluída e a mente é alimentada pelo sentido simples de cuidar para viver. Chegamos, pois, ao âmago da experiência de ser terapeuta.

 

Jardins Japoneses não são belos sem esforço. O equilíbrio não se faz somente esperando cair do céu. Um paradoxo do pensamento oriental é uma das máximas do taoísmo: a abundância vem se você estiver no lugar certo, na ação certa. Assim ela vem, e sem esforço. Desavisados têm negligenciado a ação certa e passaram a imaginar que o sucesso não requer esforço, apenas estar no “lugar certo”. A metáfora do jardim ensina que o lugar certo é o que você faz dar certo. Planejar o jardim da Vida, o espaço que ele ocupa, cuidar para que ele esteja sempre em harmonia, é tarefa diária. Shiatsu, principalmente sua base tradicional, é atividade diária.

 

Todos os dias se removem as daninhas. Todos os dias removemos negatividade de nossas mentes. Todos os dias se renovam as águas. Todos os dias nos alimentamos bem e respiramos bem, renovando o sangue. Todos os dias se protege o que for delicado dos fortes ventos. Todos dias as nossas emoções mais sutis são protegidas. Todos os dias se verificam os musgos das rochas. Todos os dias nos alongamos para a saúde dos ossos, de nossa estrutura. E tudo isso se faz com contato. Toque. Contato. Toque. Shiatsu.

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Arte de contemplar

 

O hanami (que quer dizer “ver as flores” é a semana de contemplação das Sakuras – flores de cerejeira. No Japão, na época do hanami há um grande feriado nacional. As pessoas são liberadas para estenderem esteiras nos gramados de parques, jardins e quintais, e simplesmente apreciarem. Todos querem fazer contato com a natureza, sua delicadeza, perfeição, impermanência, e assim reverenciarem o Estar Vivo.

 

Image result for mokiti okada satoryA Contemplação é, para a cultura japonesa, motivo não só de relaxamento, mas de elevação espiritual. Mokiti Okada(3), fundador da Igreja Messiânica, ao contemplar a evolução de sua pipa no céu alcança o Satori(4) e se ilumina. Os exemplos da iluminação pela contemplação são inúmeros e estão presentes das mais diferentes religiões do Japão.

 

A atitude  do Shiatsu mais uma vez é comparável com um passeio de contemplação por um jardim japonês. Esse jardim-corpo é motivo de cuidado e reverência, regozijo e conexão.  

 

Receber Shiatsu é poder contemplar o próprio jardim interior, e a ação do tempo sobre ele. O terapeuta é sol e chuva, dia e noite, e o praticante, observador de si mesmo, paisagem onde a Vida acontece. E o que faz parte do ato da contemplação? O silêncio. O Shiatsu precisa do silêncio. Não estamos nos referindo a não falar. É preciso ir além. Os praticantes de Shiatsu precisam entender que entre uma pressão e outra sobre o corpo de seus atendidos, há um silêncio. Uma pausa na partitura, que dá sentido à música do Contato. Isso é o intervalo da contemplação.

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O terapeuta, ao mesmo tempo contemplador desse jardim sagrado, é também um jardineiro que busca ser parte da própria paisagem, busca ser a paisagem com que está lidando. A harmonia da paisagem será reflexo do Eu interno e vice-versa, pois no ato terapêutico do Shiatsu o Uno encontra sua plenitude.

 

Inclinações humanas: propósitos dos jardins das almas

 

Jardins japoneses possuem estilos variados, como existem as inclinações humanas: Há jardins de areia, destinados à favorecer a meditação através das poucas cores e do simbolismo da impermanência; Há jardins simples destinados a “preparar” o espírito de quem entrará em uma casa concebida para a Cerimônia do Chá; Há jardins-santuários, destinados à reverenciar os Kamis; e há os jardins de passeio, voltados exclusivamente para a contemplação, envolvendo seus observadores com paisagens cuidadosamente compostas.   

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Ao entrar em contato com um jardim, é preciso respeitar sua proposta, entrar nela, ser a proposta. Desse modo, a conduta terapêutica no Shiatsu não pode ultrapassar as inclinações de seu atendido, e o atendido não deve ter expectativas maiores de seu tratamento para além do que ele e terapeuta somados realmente são.

***

NOTAS:

  1. O Man’yōshū, literalmente a “Coleção das Incontáveis Folhas” é a mais antiga compilação de poemas da poesia Japonesa. Datado do século VIII, no apogeu do período nominado “Nara”, ele reproduz poemas de tempos anteriores e do então presente.
  2. Não há conceito de pecado, mas há o conceito de desonra à família, a ancestralidade, e ao imperador – O pesar das consciências por artifícios que estimulam a culpa parece ser uma das mais universais formas de controle social e se apresenta desde tempos imemoriáveis.
  3. Mokiti Okada (岡田茂吉, Okada Mokichi) (23 de dezembro de 1882 — 10 de fevereiro de 1955) foi o fundador da Igreja Messiânica Mundial (世界救世教, Sekai Kyusei Kyo), na qual é conhecido pelo título honorífico de Meishu-sama (明主様, Meishu-Sama, Senhor da Luz).
  4. Satori, o estado de iluminação segundo a tradição japonesa.

 

Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu desde 1993 e o ensina desde 1999. Dedica-se há mais de uma décadas a compreender as origens desta prática para além dos livros. É membro fundador da Associação Brasileira de Shiatsu – ABRASHI, autor do livro Shiatsu Emocional e de dezenas de artigos sobre o tema.

 

Leia o ensaio completo:

 

Leia também:

https://japaocaminhosessenciais.wordpress.com/2014/11/06/a-espiritualidade-japonesa-e-seus-tesouros/

Agenda: Cursos Eventos etc., Notícias

Curso de Shiatsu e Shiatsu Emocional em Niterói, RJ (outubro 2016)

Poderoso curso, completo por si mesmo, mas quefaz parte de uma estrutura formativa muito maior. Aprenda ou aprofunde-se com a única Escola de Shiatsu do Brasil dedicada exclusivamente à essa terapia!
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Nossos cursos, Perguntas e Respostas

Quais são os objetivos de quem ingressa em nossa formação?

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Curso de Shiatsu SHIEM: Objetivos a serem alcançados de acordo com o interesse de cada um

Há muitas motivações para se aprender Shiatsu. De ferramenta de autoconhecimento até um passo a profissionalização, o Shiatsu oferece novas perspectivas na vida de alguém.
Montamos nossa formação pensando em cada um, e o que desejam do Shiatsu. São três níveis diferentes, onde a pessoa avança de acordo com o que lhe interessa. Nada de investir tempo/dinheiro/energia na direção de conhecimentos desnecessários. Valorizamos você, respeitamos e incentivamos sua inclinação.
Basicamente, os níveis de formação da Escola de Shiatsu Shiem identificam as grandes motivações pelos quais alguém busca o trazer os saberes do Shiatsu para sua vida:
 
1. Adquirir uma ferramenta para a própria vida e as relações, conquistando o domínio de um Shiatsu básico e seguro.

> O interessado ficará satisfeito com nosso curso inicial – nível básico (32 + 28H)

2. Adquirir novas e completas ferramentas, caso seja um profissional de saúde, ou melhorar a qualidade do que aprendeu, caso seja um praticante básico.

> Terapeutas diversos decidem parar aqui, em nosso curso de nível intermediário (120H), pois já adquiriram uma semi-maestria técnica no Shiatsu e bastante conteúdo de Shiatsu Emocional.

> Praticantes em geral descobrem um mundo bem maior do que imaginava, e avançarão para a última e maior etapa.

3. Tornar-se um praticante de Shiatsu profundo, atuando com uma terapia não só para o corpo mas principalmente, através dele, atingindo suas emoções. Adquirir maestria no Shiatsu Emocional e amadurecer com a experiência no tempo.

> Chegar ao nível avançado (Mín. 1000H – variável*) Essa é a motivação de quem quer ir muito fundo no Shiatsu, o que por vezes só é descoberto a medida que se avança.

* Saiba com detalhes como funciona o nível avançado e os demais clicando aqui: https://shiatsuemocional.wordpress.com/2014/12/31/como-e-a-formacao-em-shiatsu-escola-de-shiatsu-shiem/

Conheça nossa escola! Converse conosco! Seja Bem vindo!

Agenda: Cursos Eventos etc.

Para fins de junho, Curso de Shiatsu no Humaitá, Rio de Janeiro

A Escola de Shiatsu SHIEM anuncia mais uma edição de seu curso de Shiatsu, que inclui a base do Shiatsu Emocional, no Rio de Janeiro.

Ministrado pela Prof. Nathália Tupinambá, pós graduada em Medicina Tradicional Chinesa e formada em Shiatsu pela Escola de Shiatsu.

18 e19 de Junho e 2 e 3 de Julho
Humaitá, Rio de Janeiro, RJ

Inscrições pelo cel/whatsapp: 97966-8777 ou escoladeshiatsu@outlook.com

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Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 19.000 vezes em 2015. Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 7 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Agenda: Cursos Eventos etc., Clipping/Imprensa

Último curso de Shiatsu do ano em Niterói – VALOR PROMOCIONAL PRORROGADO!

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Agenda: Cursos Eventos etc., Notícias

Curso de Shiatsu no Ortobio (Niterói, RJ) em Setembro lança nova divulgação eletrônica

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