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O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 7

Já tratamos aqui em nossa série da força da ancestralidade, do lugar que temos em uma linha humana de infinitos desdobramentos, da importância da conexão com o passado e como isso afeta inclusive nosso futuro. Mas há um aspecto na descontinuidade que apenas diz respeito à nossa própria condição de ser vivo. Assim, se respeitar solenemente a morte é algo cultuado na tradição japonesa, reverenciar a vida, e a intensidade do aqui-agora, é igualmente fundamental.

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O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 7

Por Arnaldo V. Carvalho*

 

A vida é um relâmpago”

 

Há mais de três séculos, no Japão, surgiu o gênero literário conhecido como Haicai – poemas muito curtos e com imenso peso existencial. Matsuo Bashô (1644-1694), reconhecido como o primeiro haicaísta, proclamou em um de seus poemas: “a vida é um relâmpago”.

 

Para além da condição efêmera da existência, Basho propõe luz, intensidade, força no ato de viver. Determina que sejamos, profusamente; avalia que, ainda na maior das pequenezes, por mais insignificante que seja nossa vida perante o Universo, ainda assim nosso momento, nosso brilho, nos pertence.

 

Assim é o Shiatsu. Uma sessão de prática dura entre uma e duas horas apenas. A força do encontro, porém, pode perdurar por uma existência.

 

Ter no coração a natureza perene, dar-se conta da eterna dança de morte e vida, e interagir suavemente com seus movimentos é traduzido pela interação dinâmica que o Shiatsu propõe ao longo de sua prática. O praticante dança a vida-morte ao pressionar ritmicamente, posicionando e des-posicionando seus dedos, e seu corpo, ora no sentido de ir na direção do outro, ora no seu momento de recolhimento. É assim que ele propõe mudanças internas ao Outro, que nada mais é que a morte do velho, o surgimento do novo. Quando isso ocorre, ele mesmo está se modificando. O Relâmpago-dedo é atraído para o mar do recolhimento-corpo e ali a vida se faz por um instante. Quem olha com olhos puros já não pode dissociar mar e relâmpago.

 

Palavras finais – Há um fazer essencial a ser resgatado

 

Dediquei meu tempo a escrever paralelos sobre o fazer Shiatsu e uma série de costumes atrelados à elevação humana no Japão, por acreditar que os mais novos na terapia podem abraçar uma outra forma de compreender e praticar a terapia, e nadar contra a corrente:

 

Em tempos de mecanização da sociedade – que atinge o âmbito terapêutico -, buscar nas tradições espirituais do Oriente a conexão para a prática em dimensões mais elevadas do Shiatsu pode parecer estranho a quem talvez tenha feito apenas um curso técnico ou a quem tenha “recebido um shiatsu relaxante”, somente.

 

Tal resgate é critério de excelência e distinção entre os praticantes.

 

Impregnar o ato terapêutico do Shiatsu com a essência da cultura espiritual que o abrigou e participou de sua origem é recuperar sua grandeza. Sua busca faz parte do dia a dia do praticante desta terapia.

 

木の実 木へ。。。

Kinomi ki e…

Tradução:O fruto da árvore, volta pra árvore…

Significado: Dá a ideia de que tudo volta pro seu lugar de origem

(Provérbio japonês)

 

***

 

* Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu desde 1993 e o ensina desde 1999. Dedica-se há mais de uma décadas a compreender as origens desta prática para além dos livros. É membro fundador da Associação Brasileira de Shiatsu – ABRASHI, autor do livro Shiatsu Emocional e de dezenas de artigos sobre o tema.

 

Leia o ensaio completo:

 

Leia também:

https://japaocaminhosessenciais.wordpress.com/2014/11/06/a-espiritualidade-japonesa-e-seus-tesouros/

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Razões para muitos Shiatsus

Das múltiplas origens à filosofia por trás da terapia, há muito a considerar quando se refere ao Shiatsu, seus estilos, escolas, semelhanças e diferenças

Por Arnaldo V. Carvalho

 

Já escrevi artigos anteriores demonstrando origens, comentando estilos de Shiatsu, remetendo a tradição, às imigrações (é de minha autoria a maior parte do texto explicativo que figura na Wikipedia e relata o fenômeno), etc. Neste pequeno escrito, contudo, faço uma análise histórica, pontual e complementar das razões pelas quais o Shiatsu é, desde o princípio, na verdade uma família de terapias, não uma terapia única. Essas terapias eram versões mais ou menos sofisticadas dependendo do grupo social a qual elas serviam, mas que acabaram se fundindo no grande gargalo cultural provocado pela ocidentalização acelerada do país, com o início do período Meiji (1867-1912).

Para compreendermos o que e como isso aconteceu, vamos precisar viajar em um período antes do mais impactante rompimento do Japão consigo mesmo. Antes de 1867, quando o último Xogum deixa de controlar o país, e o príncipe Mutsuhito, com apenas 14 anos, assumiria. Ali iniciou-se uma nova era na, que em poucas décadas fez o país do sol nascente sair da condição de última região feudal do planeta (uma curiosa ditadura feudal, diga-se de passagem), para uma das potências industrializadas da virada do século – a primeira do Oriente!

No momento anterior a esse, o Japão encontrava-se semi-fechado ao exterior por um período  de quase duzentos anos. Grande incentivo à continuidade das tradições, ao rechaçamento de tudo o que pudesse vir de outras culturas. O fenômeno trouxe estagnação em diversos setores da sociedade, mas também grande aprofundamento e originalidade em outros. Além disso, enraizou profundamente as diretrizes morais do país – muitas das quais persistem mesmo até hoje.

A sociedade era organizada por clãs patriarcais,  que espalhavam seus filhos entre os mais diversos papeis sociais. Burocratas, guerreiros, artesãos, camponeses, monges, os variados papeis sociais se faziam de acordo com a posição em um clã, e de acordo com a posição do clã frente aos demais, e fundamentalmente, ao imperador. Honrar o nome do clã, afinal, só podia ser menor que honrar o próprio Imperador, que nessa época era um pássaro em gaiola de ouro: seu império era controlado pela figura máxima militar, o Xogum.

Os grupos sociais estabelecidos pelo sistema não se restringiam a uma atividade, mas a um modo de vida e acesso a informação diferenciados. Por isso mesmo, a cultura de saúde e cura de um monge não equivalia, necessariamente, a de um samurai – embora houvesse intensa comunicação entre todos os grupos.

Com o fim do Xogunato, o sistema mudou rapidamente, e tais grupos passaram por profundas transformações. Alguns desapareceram – como os samurais -, outros foram reestruturados para se adaptarem a um novo modelo de Japão, agora industrial. Mas tais mudanças não ocorreram sem que cada um deixasse um legado, e no que se refere à cultura de cura através do toque, podemos afirmar que muitos deles influenciaram na terapia que hoje conhecemos como Shiatsu. Aliás, mais do que isso: os frutos desses antigos grupos sociais por vezes, em diferentes épocas e por razões próprias, adotaram o nome “Shiatsu” para práticas aproximadas, mas com marcadas distinções. Essa, inclusive é um dos importantes motivos pelos quais o Shiatsu segue em sua multiplicidade de formas e, quando da ignorância de tal pluralidade, gera tanta divergência entre seus praticantes.

Abaixo, citaremos os principais ramos da sociedade que passaram a chamar suas técnicas – baseadas sempre na ideia de pressão com ritmo – de Shiatsu, e como elas aportaram para o Brasil, influenciando até hoje os profissionais do Brasil (sem que eles saibam!).

O Shiatsu Monástico

Engrenagem bem definida no sistema feudal japonês, o pensamento mágico (ou sistema de crenças) vigente permitia livre trânsito a monges oriundos das tradições xintoístas ou dos saberes budistas. Podendo buscar o conhecimento através de viagens ao continente, ouvir as tradições antigas, e ainda, formular, escrever, experienciar, e fazer contato desde  com os que viviam da terra, até com os habitantes de palácios e castelos, os monges se destacaram profundamente nas artes médicas. Detentores do conhecimento acerca da vida e da morte, e portanto da doença e da saúde, foram eles os maiores agentes na disseminação de tais saberes e seus cuidados com o corpo-mente.

Nas raízes da religião organizada no Japão (por volta do século VI, os monges já possuiam uma escola de sete anos para as artes de cura. No terceiro ano, porém, recebiam um certificado de “primeira especialização”, onde alguns se tornavam Anmashi (terapeutas de massagem), e outros, Jugonshi (rezadores). Os anmashi refinaram suas técnicas por quase dez séculos, e seu encontro com a medicina ocidental sem dúvida suscitou o modelo que levaria ao Shiatsu. Seguem porém, atuando com modelos integrados de terapia, onde o Shiatsu e o Anma são parte de um todo maior.

https://i0.wp.com/eishoji.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tokuda1.jpgO Zen Budismo atual segue promovendo o estudo de diversas terapias, incluindo o Shiatsu. Em nosso país, talvez a figura mais representativa seja a do Monge Tokuda Igarashi (1938-), que desde os anos 60 aplica e ensina o Shiatsu e outras artes de cura.

O Shiatsu Camponês

Antes mesmo dos monges, porém, já havia uma medicina popular, práticas camponesas para a manutenção da saúde de um corpo castigado pela vida agrária. Os campos de arroz, principal fonte de alimentação, requeriam temporadas inteiras com os aldeões com os pés nos charcos, curvados a colher o cereal por muitas horas diárias. Pode-se imaginar costas doloridas, especialmente quando a juventude inicia seu declínio.

Os campesinos precisavam se ajudar, uns aos outros. Precisavam de algo rápido, que conseguisse dissipar a tensão e aliviar suas dores. Nos campos de arroz, praticou-se um shiatsu agrário, rudimentar, baseado nas pressões contínuas sobre os pontos dolorosos, sobretudo na coluna.

Esse é o principal ramo do Shiatsu que chegou ao Brasil originalmente, e faz parte da própria cultura japonesa que persiste nas antigas colônias, sobretudo nas mais significativas, como as de São Paulo e Paraná. Seu conhecimento segue sendo passado de pai para filho. O Shiatsu camponês, preservado no Brasil, não faz parte dos ramos de Shiatsu mais conhecidos, como os da escola Namikoshi ou Masunaga. Estão na raiz, e seu modo de fazer e sua história desaparecem pouco a pouco (mas em alta velocidade), a medida que a comunidade nipônica no país incorpora novos valores e perde sua antiga identidade. Atentamos para ausência total de estudos, o que cria a urgência do surgimento de pesquisas dessa importante fonte histórica e cultural japonesa.

O Shiatsu Samurai

O Bushido, caminho dos guerreiros samurais, alinhava fortemente o ideal budista de desprendimento,  a disciplina marcial e o desejo de purificação do Xintoísmo. Para um verdadeiro Samurai, o desenvolvimento espiritual através da meditação e da arte da espada era uma regra e uma meta.

Os samurais eram treinados para lutar, mas precisavam conhecer as artes da cura para cuidarem-se uns aos outros, nos treinos e nas campanhas militares.

A arte da cura através da manipulação energética os atraia, e eles podiam conhecer ainda muitas ervas medicinais complementares. Seus efeitos em eliminar o cansaço, a dor, aumentar a concentração, e mesmo simular a morte* eram especialmente úteis, sendo o tratamento com técnicas manuais um instrumental praticamente indispensável.

O período Meiji também decretou o fim do antigo modo de vida Samurai. Seus conhecimentos em luta corporal foram adaptadas para as novas artes marciais, e nesse tempo surgiram muitas modalidades que hoje são conhecidas em todo o mundo: jiu-jitsu, karatê, judô, aikidô. Mas algumas escolas preferiram manter portas fechadas, e se manterem na transmissão direta pai-filho, ou mestre-discípulo. Não se tornaram esportes, procuraram manter vivos o antigo modo de manter integrado a filosofia com as artes de danar (luta) e curar. E dentro da arte de curar, o Shiatsu.

Algumas artes marciais atuais, inclusive, dedicam treinamentos específicos e avançados a aprendizagem do Shiatsu e da Moxabustão, por exemplo. Quanto mais essa arte marcial é fiel à raízes seculares, mais intenso é o incentivo a aprendizagem do Shiatsu. Um bom exemplo disso é a arte marcial Hakkoryo, que se manteve fechada por um clã até o fim da II Guerra, e só atualmente começou a disseminar-se pelo planeta. Para o Hakkoryu, o Shiatsu é parte indissociável de sua técnica.

Alguns dos mais antigos terapeutas de Shiatsu profissional que passaram a atender ocidentais no Brasil eram professores de artes marciais, em especial, Karatekas.

O Shiatsu Médico-Aristocrático

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Os nobres serviram-se, desde o século VII da medicina budista, que havia sido instituída como a principal fonte desse saber. Portanto, a figura do “médico” era normalmente relacionada ao monge especialista, que cuidava da aristocracia japonesa da época.

Mas a situação mudou, e no século XV já haviam os terapeutas não monges. Um exemplo famoso é o do acupunturista Waichi Sugiyama, que abandonou seu título de Samurai para dedicar-se integralmente a arte da Acupuntura (caracterizada não só pelo uso de agulhas, mas também de moxabustão e massagens).

Com acesso a medicina ocidental (holandesa), à chinesa e a sua própria forma de medicina, os japoneses começaram a formular um padrão completamente novo na forma de tratar, padrão esse que seria orquestrado por médicos e separaria o campo das massagens dos demais saberes e técnicas.

Mas essa “nova medicina” particionada não fora compactuada por todos. Muitos médicos tradicionais, sem diplomas, jamais adaptaram-se, e seguiram tratando, e ensinando aos seus filhos o que sabiam sobre a arte de curar.

A clara divisão entre formal e informal, legal e tradicional abriria uma fenda para dois caminhos distintos pelos quais o Shiatsu avançaria: o tradicional, oriundo de toda a cultura atrelada aos grupos citados até aqui, e um shiatsu técnico, que incorporava não somente os paradigmas ocidentais da anatomia e fisiologia, mas nas estrelinha, o repúdio aos conhecimentos originários da China.

 

O Shiatsu Técnico

Fruto da nova concepção de estado no Japão disso é o ensino técnico do an-ma* no século XIX e posteriormente do Shiatsu, já no século XX.

Quando os poderes do imperador são restituídos, e o Japão entra na Era Meiji, as mudanças sociais alcançam todas as classes, e o conceito de que todo cidadão deve produzir – oriundo de uma nova mentalidade, a industrial – leva ao governo a pensar no papel dos semi-inválidos. Escolas de massagem, ao modelo ocidental são criadas para os cegos.

Nessa mesma época, é interessante notar que o Japão adota maciçamente um modelo de educação padronizado (também ao estilo ocidental), focado na alfabetização de jovens, e que os centros de formação de médicos que existiam na Era Tokugawa (o último Xogum) foi substituído por Meiji por escolas de medicina baseada no modelo Alemão – o que forçaria a um movimento marginal da medicina tradicional, que agora passava a ser apenas transmitido de pai para filho, sem reconhecimento ou amparo legal.

O ensino técnico do An-ma permitiu uma formalização que deflagaria a forma com que o Shiatsu passaria a ser oficialmente ensinado. Ambas as terapias avançaram lentamente até o fim da II Guerra Mundial, quando após uma supressão de alguns anos, recebeu notável investimento e reconhecimento governamental, fazendo até hoje parte do sistema de saúde japonês. O Shiatsu técnico, porém, não foi capaz de eliminar as técnicas tradicionais.

Como já vimos, o Shiatsu, chamado ou não desse modo, seguiu por todo o século, alheio aos acontecimentos no país e no mundo, acontecendo entre monges, camponeses, nas famílias dos antigos médicos tradicionais, e nas artes marciais.

Aqui cabe insistir que não é um nome que caracteriza uma técnica. Pode-se reconhecer o Shiatsu e sua essência acontecendo em terapias tradicionais do oriente, e mesmo em tratamentos caseiros, dentro das famílias de origem oriental, recebendo por vezes outros nomes, ou nome nenhum.

Com ou sem Filosofia

Fora dos cursos técnicos, o Shiatsu permanece vinculado à uma filosofia inspirada nos valores espirituais cristalizados na sociedade no período anterior, e cujo vocabulário comum pode nos ajudar a formular os processos de pensamento a esse shiatsu atrelados: disciplina, retidão, fazer bem feito, purificar, energia da vida, contemplação, mente calma, meditação, transmissão, profundidade com simplicidade, conexão, espírito, e finalmente, Dô (caminho).

Os cursos técnicos desde sua origem respiram outra “vibe”: anatomia, impessoalidade, protocolo.

Esses dois troncos do Shiatsu se desenvolveram e seguem co-existindo. O primeiro segue mais  informal, semi-escondido, porém largamente procurado e respeitado fora do Japão. O outro é o Shiatsu mais conhecido pelos próprios japoneses. Ele está fora do seio familiar, do sistema de clãs ou dos monastérios. É o Shiatsu das clínicas e hospitais, o que tem o certificado fornecido pelo governo para o exercício profissional.

Em comum, “os shiatsus” dessas diferentes fontes tem o método manual: pressionar pontos, com dado ritmo e intensidade, ao longo do corpo. O que diferente se observa entre esses dois troncos é que a presença do contexto filosófico transforma uma técnica terapêutica em um Dô, um caminho para o desenvolvimento pessoal e espiritual.

É interessante observarmos que o “Shiatsu com filosofia” supere o técnico fora do Japão. Ele é uma das formas dos chamados orientalistas sentirem-se mais próximos de uma fonte genuína de sabedoria. À essa característica se deve o sucesso do Shiatsu da escola japonesa Yokai, conhecida em todo o mundo como “Zen Shiatsu”, e ao “Shiatsu Macrobiótico”, conhecido no Brasil como “Shiatsu dos Pés Descalços”.

Talvez o Shiatsu para o leitor seja apenas uma profissão técnica. Ou talvez você que me lê possa considerar que ele ultrapassa o ponto de vista profissional. Seja como for, seja que escola você fizer, há duas escolhas a seguir.

 

 

* Tais recursos eram explorados por diversos tipos de guerreiros da época, incluindo os ninjas, ronins e samurais.

* Monge Tokuda nos anos 80 e 90 fundou templos (respectivamente em Ibiraçú, Belo Horizonte, Ouro Preto, Lavras Novas, Brasília, e Pirenópolis), e ministrou diversos cursos ligados às terapias tradicionais japonesas, incluindo o Shiatsu.

* Anma é a antiga prática de massagem japonesa. Seu nome deriva do termo chinês an-mo (que por sua vez daria origem a massagem chinesa tuiná), mas possui características distintas, incluindo técnicas não utilizadas no an-mo.

Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu há mais de vinte anos. Membro da Associação Brasileira de Shiatsu (ABRASHI), dedica-se ao estudo da história do Shiatsu, com projeto relacionado a memória da terapia em andamento.