Artigos e afins, Perguntas e Respostas

Perguntas (e respostas) sobre o Shiatsu

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Perguntas Frequentes sobre SHIATSU

Por Arnaldo V. Carvalho

          1. Estou grávida. Posso me tratar com shiatsu?

 R – Claro, e será ótimo para você! O shiatsu ajuda nas adaptações hormonais, melhora a circulação e aproxima a relação íntima entre mamãe e bebê. Existe uma técnica especial para tratar de gestantes. Consulte o artigo sobre “Shiatsu para Gestantes”, para saber mais sobre o tema.

          2. Estou gripado. Posso me tratar com shiatsu?

R – Sim, pode sim. É importante que o terapeuta esteja preparado para lidar com essa situação, pois nem todas as escolas e estilos ensinam sobre essa possibilidade. O shiatsu será mais específico, trabalhando pontos que desobstruem as vias respiratórias, reforçam o sistema imunológico, e outros. Poderá estar sendo associado com o uso de óleos essenciais antivirais e bactericidas, bem como com moxabustão, outra antiga técnica oriental.

          3. Tenho osteoporose. É possível me tratar com shiatsu?        

R – Sim. Mais uma vez é preciso que o profissional venha de uma escola que lhe dê base a esse tipo de tratamento. Há estilos de shiatsu bastante “agressivos”, onde as pressões profundas são aplicadas com vigor. Essas pressões precisarão ser abolidas para pacientes com osteoporose, sendo substituídas por pressões suaves, com alteração no andamento da sessão, entre outras minúcias.

          4. Como posso aprender shiatsu apenas para praticar em amigos e familiares?

        R –  Nossa Escola de Shiatsu tem o curso certo para você! Realizado em apenas dois finais de semana não consecutivos, criamos um curso formatado de forma aos que não são profissionais de saúde aprenderem a utilizar o shiatsu no dia a dia, em casa, para obter mais saúde e bem estar. Você aprenderá as bases fundamentais da técnica, conhecerá a história do shiatsu, e conseguirá fazer uma sequência básica e universal, que abrange todo o corpo e meridianos. Esse Shiatsu é seguro e eficiente para ser aplicado em toda a família, aliviando dores e tensões, harmonizando todo o corpo, melhorando as inter-relações, promovendo saúde. Saiba mais sobre nosso Curso Básico de Shiatsu clicando aqui!

          5. Quero ser um profissional. Podem me dar uma dica?

R – Nosso programa de formação é único e muito profundo. Mas não somos os únicos, e caso você não nos encontre em uma das diversas cidades onde nosso curso de Shiatsu é ministrado, poderá buscar outras possibilidades, como por exemplo na rede Senac (só não tenho condição de avaliar qualidade de qualquer outra escola, perdoe). O que mais nos alegra é que você tenha acesso a aprendizagem e torne-se um praticante de Shiatsu. Acreditamos que isso só acrescentará a sua vida e a de todos os que estiverem a sua volta, tanto pela prática em si, como pela filosofia que se conjuga a essa terapia.

*   *   *

Publicado originalmente no site Portal Verde, no ano 2000.

* Arnaldo V. Carvalho, mais de 20 anos praticando o Shiatsu, dá cursos sobre o tema desde 1998. É autor do livro Shiatsu Emocional, diretor da Escola de Shiatsu (Shiem) e sócio-fundador da Associação Brasileira de Shiatsu (ABRASHI)

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Artigos e afins

A mediocridade humana compromete o Shiatsu – Parte 2: Limitações e contraindicações

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Contraindicações na Terapia Shiatsu

Por Arnaldo V. Carvalho*

Em algum momento do ciclo básico de aprendizagem de um praticante de Shiatsu, são abordados os aspectos inerentes à contraindicações da técnica. As explicações, na maior parte das vezes, não são homogêneas da parte dos professores e escolas. A maioria, mal fundamentada. Ainda assim, quase sempre são listadas as seguintes impossibilidades:

  • Gestação (em especial no primeiro trimestre);
  • Infecções, gripes, febre;
  • Câncer;
  • Pressões sobre áreas lesionadas (por trauma agudo ou degenerações diversas – incluindo contusões, hérnias, etc.).

Mais raro, porém ainda muito orientado:

  • Osteoporose;
  • Crianças menores de… (em geral dez anos);
  • Fibromialgia.

Para a surpresa geral, se indagarmos aos autores dessa formulação os motivos das contraindicações, encontramos um imenso vazio teórico e técnico, e no máximo ouve-se: “pode piorar o processo”, ou “há pontos proibidos nesse caso”.

De um livro para outro, de um curso para outro, é o destino de muitos repetir sem questionar. Atitude comum, e retratada mesmo em antigos contos orientais, como o do gato amarrado ao pé da mesa[1]

Neste artigo, desmistificaremos as contraindicações comuns ao Shiatsu e investigaremos suas limitações reais[2]. Espera-se que ao final o leitor tenha percebido que não se pode passar adiante um conhecimento adquirido sem antes refletir sobre ele – o que inclui checar, indagar, testar, associar, elaborar, digerir.

A questão das contraindicações desvenda-se aqui: Elas não se aplicam de modo absoluto ao Shiatsu, mas de modo relativo, porque dizem respeito às limitações de quem o estará dinamizando. Em outras palavras, as contraindicações dependem mais das capacidades de quem está utilizando o Shiatsu, porque as características do mesmo lhe permitem a utilização em diferentes grandezas, e suas vantagens poderão ser percebidas nas mais diferentes circunstâncias.

Iniciemos, pois refletindo sobre alguns tópicos diretamente relacionados às contraindicações.

Shiatsu não é acupuntura: Entre os mais utilizados argumentos em prol de contraindicações estão as funções dos pontos de Acupuntura. Alguns possuem a fama de serem abortivos, quando, por exemplo, tem como função estimular contrações uterinas. Embora se desconsidere as próprias capacidades do corpo de reger o processo de estimulação energética, parece sensato, e principalmente prudente, no caso da Acupuntura. Mas é grande defeito do Shiatsu, especialmente no Brasil, confundir Shiatsu e Acupuntura na forma como agem, simplesmente porque perpassam os mesmos pontos. No Shiatsu, não se trabalha concentrando o tratamento um conjunto de pequeno de pontos por vinte minutos inteiros (protocolo mais básico). O Shiatsu trabalha com o fluxo, desbloqueando e alimentando o sistema energético como um todo; a Acupuntura trabalha concentrando grande intensidade na ação de um ponto. De certa maneira é como comparar a fitoterapia – que funciona a base da pluralidade em doses reduzidas de substâncias de uma planta medicinal sobre o organismo humano -, e a alopatia, que atua concentrando uma substância única e buscando a manipulação de regiões  específicas. Por isso mesmo, em Shiatsu não podemos temer “pontos abortivos”, ou quaisquer outros.

Gestação: Com a explicação acima, acredito que o medo de “apertar o ponto errado” tenha se dissipado da mente do leitor. No tocante a gestação, essa é uma das fobias típicas despertadas pela ignorância geral dos terapeutas. Outra diz respeito ao Shiatsu no primeiro trimestre, período considerado mais sensível que outros, em virtude das impactantes adaptações hormonais e fisiológicas que ocupam o cenário e determinarão a estabilidade e confiança com que se dará a gravidez. O medo aumenta ainda mais, caso o período seja acompanhado de fortes enjoos da parte da mãe. Começando daqui, é necessário esclarecer que a natureza do enjoo na gravidez é indicativa de forte atividade placentária. As mulheres que enjoam apresentam percentuais mais elevados de placentas de grande porte, e isso é um sinal de bebê bem protegido, pois é este o órgão que regulará todas as trocas entre mãe-feto (por isso mesmo os estudiosos da área muitas vezes a chamam de “a advogada do bebê”). O Shiatsu pode ajudar muito nos enjoos, mas possivelmente será preciso recorrer à integração de outras terapias para uma sessão ser bem sucedida. Isso necessita de um grau de maestria técnica e versatilidade pouco encontradas no mercado profissional. Na dúvida, não faça. Porém, com a orientação / profissional certo, o shiatsu é fantástico. É altamente vantajoso, o quadro estabiliza mais depressa, os sintomas melhoram sensivelmente, o corpo aumenta seu poder de adaptação se prepara de maneira mais harmônica para as mudanças. Quanto aos outros trimestres, o segundo é de estabilidade e não se vê muitas contraindicações (somente o despreparo poderia justificar). O terceiro poderá demonstrar contrações uterinas, inchaço, baixa mobilidade, dores de coluna, alto peso, pressão deste peso sobre vias circulatórias importantes, redução de espaço pulmonar, de bexiga, prisão de ventre, entre e outras manifestações que podem se encontrar exacerbadas e que requerem cuidados especiais. Todos esses obstáculos são passíveis de serem vencidos, e o shiatsu é muito especial quando bem aplicado. Para tudo isso.

As coisas requerem ainda mais maestria quando há gravidez de risco. Pode ser que não haja a possibilidade de se trabalhar com pressões. Mas a pulsação estará presente e conservará a eficácia do Shiatsu, como explicaremos no tópico seguinte.

Osteoporose, crianças pequenas, e adultos em idade avançada e outras formas de fragilidade e/ou delicadeza osteomuscular.

Crianças pequenas e pessoas muito velhas são também consideradas frágeis, e junto com lesionados e grávidas, são passíveis do medo do “equívoco primordial” no Shiatsu: a pressão destemperada exercida por mãos insensíveis. Aqui, a contraindicação se faz por mais um erro teórico importante. Não estamos falando da falta de percepção no caso de uma mão bruta e incompetente. Mas da própria natureza do mecanismo com que opera o Shiatsu. Embora o nome Shiatsu pressuponha pressão com os dedos, o sucesso do Shiatsu desde sua origem se deve ao mecanismo de PULSAÇÃO, e devolução da condição de pulsação homeostática ao individuo. A pulsação primordial é o simples toque, e é através dela que vida cura vida, que vida lembra a outra vida de suas trocas cósmicas. As áreas sensíveis, doentes, frágeis, podem não resistir à pressão de um dedo ou de uma mão. Pessoas muito idosas, com ossos que parecem de papel, aceitam toques mínimos. É preciso grande perícia e sensibilidade nesses casos, mas não há corpo frágil demais para o simples aproximar-se, para a troca de calor e vibração. O shiatsu nesse momento deverá operar em níveis muito sutis, o que não o fará menos poderoso. Claro, não se deve misturar doença com estados sutis. Bebês recém-nascidos saudáveis suportam pressões suaves e ficam muito bem com o Shiatsu típico.

É interessante que a contraindicação seja feita como forma de se evitar a incompetência. Como forma de lançar no mercado gente despreparada mesmo sem ter conseguido compreender com profundidade o que estão fazendo. Ou como forma de garantir que os lançamentos do mercado editorial não sejam barrados por ensinar a leigos a cometerem atrocidades contra o corpo alheio.

Fibromialgia e doenças reumáticas e autoimunes diversas

De um tempo para cá, tem aumentado a quantidade de doenças autoimunes, e neste grupo, em especial a famílias dos reumatismos. O Shiatsu tem sido experimentado nesse tipo de moléstia, e fracassado muitas vezes. Especialmente, quando não se tem em conta que Shiatsu não se faz em uma sessão. O Shiatsu é um tratamento, e por vezes precisa despender de uma série sistemática de sessões para resultar. Alguns problemas, sobretudo alguns que desequilibram os mecanismos do Meridiano da Vesícula Biliar demonstram a chamada hiper-reatividade, que é um fenômeno de piora inicial para depois encontrar-se a melhora. A hiper-reatividade ocorre em torno de 10% dos casos de tratamento com Shiatsu, e sua má interpretação pode levar a criação de novas barreiras contra a terapia. Não tiramos a razão do profissional de saúde que está na orientação de um caso como, por exemplo, fibromialgia, e cujo paciente relata que no dia seguinte a uma sessão suas dores pioraram. A má orientação do terapeuta – novamente evoco a má formação – leva a um processo de desconhecimento  e intranquilidade. A pessoa atribui a piora do sintoma à piora do mal, mesmo que esta seja por vezes parte temporária da reorganização do corpo. Seria preciso uma série de outras sessões, orientações, e por vezes, integração de terapias para que o benefício de fato pudesse ser experimentado. Mas o sintoma será cortado e com ele, a chance da terapia mostrar seu valor. As vezes, a má orientação cria estigmas negativos sobre o Shiatsu, e não é um problema do Shiatsu em si; é de fato um problema técnico.

De que lado você está? (as correntes ideológicas apostando ou não no corpo). O médico Vernon Coleman[3] faz um apelo aos leigos para que busquem o poder de cura do próprio corpo, e evitem como puderem as internações em hospitais. Ele sabe que os riscos aumentam muito depois que o indivíduo entrega sua saúde ao modelo atual de tratamentos. Aqui temos a contraindicação mais comum e recorrente do Shiatsu: Jamais faça Shiatsu em caso de infecções, jamais faça Shiatsu em caso de câncer. Todos os nossos patógenos, sejam químicos (substâncias tóxicas), sejam biológicos (germes e células de câncer) estarão sendo “espalhados” pelo organismo, concluindo seu “projeto mórbido”. A aposta é de que o corpo é uma estrutura completamente incapaz de se defender, e que só “o mal” se contagia. Outro inglês, xxx, dizia por outro lado que “a saúde é contagiosa”. Se por um lado melhorar a circulação facilita o viajar de uma célula de câncer ou uma bactéria, por outro lado, espalham-se células T, biócitos, macrófagos e tantos outros agentes do sistema imunológico – o sistema da vida! Quem ganha e portanto, em quem apostar? Até aqui, ainda não podemos responder essa pergunta, a menos que se tenha um conhecimento um pouco maior de fisiologia. Precisamos lembrar que “boa circulação” no caso da circulação sanguínea e linfática não é simplesmente movimentação do líquido pelo vaso. Mas a boa troca que cada célula do corpo faz com esses líquidos. Se o ar é nosso meio de troca com o macrouniverso, é o sangue e a linfa o meio de troca da célula com o microuniverso que é o nosso corpo uno. As células recolhem do sangue e depositam no interstício, aguardando pela absorção (drenagem) linfática que retirem o material dejetado dali. É a partir daí que ocorrem os processos de REGENERAÇÃO. Basicamente, para entrar o novo tem que sair o velho. O interstício tem limites, o inchaço é hiperdeposição ou incapacidade de remoção. Boa circulação é fazer o alimento nutrir a célula, e ela bem alimentada necessariamente excretar. Se a circulação é completa, as células se renovam, e se renovando, estão mais fortes para contribuir com o organismo em suas funções. E assim sendo, há menos gasto energético, e aí sim cabe e há recurso para nossos administradores gerais concentrarem forças na formação de células de defesa, da imunidade, da retomada ao poder do corpo.

A corda rompe para o lado mais fraco: Imagine a seguinte situação: Um indivíduo em estado terminal (a doença não importa), passando por diversas intervenções; Um familiar resolve lhe aplicar um Reiki (sem qualquer contato corporal). Horas depois, vem o doente a óbito, mesmo que os dias que antecederam ao fato tenham sido de estabilidade. A família não se conforma, e desconfia que “aquela terapia alternativa matou nosso ente querido”. Agora veja que, se uma terapia puramente energética, como é o caso do reiki, frequentemente recebe acusações tolas, passionais, infundadas, imagine uma terapia pelo toque, que vai fundo, como o Shiatsu. A corda sempre rompe no lado mais fraco, e quando se considera o respaldo técnico que a terapia tem hoje no Brasil, não arrisque. A regra de ouro é: Na dúvida não faça. Tenha sempre não somente a segurança técnica, mas o corpo teórico bem fundamentado para explicar tudo o que você faz, tudo o que acontece no processo terapêutico, em termos fisiológicos, psíquicos e energéticos. Repetimos, na dúvida não faça. Caso o leitor seja um praticante profissional de Shiatsu, há de convir, em casos extremos a culpa será do shiatsu.

Conheça seu limite, seu nível de experiência, sua habilidade técnica.

É claro que mesmo depois de mistificarmos tantas contraindicações necessárias a quem não está preparado, ainda assim há limites mesmo ao mais experiente. Os limites, mais uma vez, variam não de acordo com uma doença ou sintoma apresentado, mas com o conhecimento de causa, o contexto, as características específicas de cada caso. Uma criança desnutrida com febre de 40 graus terá um resultado muito diferente de uma criança que sempre foi saudável e possui abastadas reservas de energia. Se a situação do corpo é complexa, se não se conhece a sua história, se não há conhecimento profundo envolvido, jamais arrisque. É imprudente e irresponsável. Cada nível de complexidade de um problema requer um grau de expertise diferente. É muito importante que o praticante de shiatsu esteja BEM consciente de suas limitações técnicas, teóricas, práticas, e tem humildade de indicar outros profissionais e terapias mais adequados a cada caso. Para além de a limitação técnica ser perigosa e de fato poder criar novos problemas ou agravar um antigo, ela por vezes ocupa o espaço de outro tratamento mais importante. O Shiatsu é muito bom, muito especial, tem espaço em todas as ações de promoção da saúde, desde que o profissional esteja preparado. O bom profissional, mesmo assim, saberá dizer ao seu atendido: “existe coisa melhor nesse caso”, e indicar o caminho das pedras.

No final de tudo, a única e verdadeira contraindicação  é a da falta de bom senso.

*   *   *

* Arnaldo V. Carvalho estuda Shiatsu há vinte anos. autor do livro Shiatsu Emocional, membro-fundador da ABRASHI – Associação Brasileira de Shiatsu, membro do SINDACTA – Sindicato de Acupuntura e Terapias Afins do Rio de Janeiro, diretor da Escola de Shiatsu SHIEM conta com uma experiência de mais de vinte anos com o Shiatsu, tendo aprendido uma diversidade de estilos diferentes.

 

 

[1] Ver o artigo inicial dessa série, “Da prática a Terapia ou Como superar a normose“.

[2]Para uma avaliação adequada, é necessário que possamos distinguir com clareza os conceitos de terapia, técnica e prática no Shiatsu (mais uma vez nos remetemos ao primeiro artigo desta série) .

[3] Ver http://www.vernoncoleman.com

 

Artigos e afins

Shiatsu – Artigo introdutório do naturopata espanhol JOSEP MASDEU BRUFAL (Espanha)

Segue artigo INÉDITO introdutório sobre Shiatsu, com boas relações entre Shiatsu e emoções, escrito por Josep M. Brufal* e traduzido por Arnaldo V. Carvalho**. Publicado em português em primeira mão aqui no nosso Blog, sob autorização expressa do autor.

O shiatsu é uma massagem originária do Japão, que consiste em pressionar com os dedos as zonas de sensibilidade vital do corpo humano. Proporciona níveis extraordinários de equilíbrio e bem-estar. Não utiliza outras ferramentas que não os próprios dedos, que proporcionam calor às zonas sensoriais e favorecem a circulação sanguínea, obtendo estados de relaxamento e bem-estar impecáveis.

A filosofia oriental determina que o homem deve compenetrar-se cmo a natureza, já que nela encontrará o segredo do relaxamento, da serenidade e do equilíbrio pessoal.

A pessoa que exerce a pressão com seus dedos transmite a energia e vibrações positivas de seu corpo, por isso através de da pressão se consegue que quem a receba se sinta amado, reconfortado e respeitado, entre outras sensações.

Se utiliza o dedo polegar pressionando com a base e no sentido descendente; os dedos indicador, médio e anular são utilizados em zonas como o rosto e o abdomem. A palma da mão é utilizada para a área dos olhos, abdomem e tratamentos de vibrações.

SHIATSU E AS EMOÇÕES

O Shiatsu pode ser uma ferrtamenta válida para tratar as emoções. Ao longo do dia experimentamos uma grande quantidade delas. Quando somos incapazes de controlar uma emoção, geramos um desequilíbrio em sua zona de influência, que pode provocar tensão muscular ou bloqueio no movimento de nossos órgãos internos.

Segundo a teoria do Shiatsu, cada emoção está relacionada com um órgão e uma parte do corpo concreta:

A TRISTEZA está relacionada com o pulmão e pode provocar desequilíbrios na zona do diafragma ou na cintura escapular.

A ALEGRIA está relacionada con o coração e pode desequilibrar a mente.

A CÓLERA se relaciona com o fígado e nas mulheres pode provocar problemas com a menstruação.

A OBSESSÃO se relaciona com o baço e pode provocar cansaço mental.

O MEDO se reflete nos rins e pode ocasionar problemas na zona lombar ou nos joelhos.

A INDECISÃO esta relacionada com a vesícula biliar e pode provocar problemas cervicais ou nas laterais do corpo.

O SHIATSU incrementa nossa energia vital, nos aporta calma e claridade na mente, o que nos permite enfrentar os desafios e as dificuldades provocadas pelas emoções de forma centrada; nos faz estar mais despertos e enfrentar melhor as mudanças produzidas pelos estados emocionais.

SHIATSU E STRESS

Durante séculos o stress tem servido para responder a situações de perigo. Atualmente, o stress causa tensão e substâncias que se tornam nocivas para nosso organismo, e provocam:

  • Aumento da pressão sanguínea.
  • Aumento do colesterol.
  • Envelhecimento precoce das células.
  • Ansiedade.
  • Depressão.

Beneficios do SHIATSU ante o stress:

  • Equilibra a atividade do sistema nervoso promovendo o relaxamento.
  • Reduz a tensão muscular.
  • Estabiliza as desordens provocadas pela ansiedade.
  • Ajuda a regular os trastornos do sono.
  • Reduz a tensão arterial.

SHIATSU E GRAVIDEZ

Este tratamento oriental ajuda a previnir molestias como dores nas costas e circulatórios, assim como outras molestias que se produzen durante a gravidez como vômitos, inchaço nos jelhos e tornozelos, varizes, bloqueios…

Durante este periodo as sessões serão mais curtas que uma sessão habitual. É muito interessante conectar  com o ciclo de respiração da mãe. As pressões serão mais suaves e menos profundas.

Devemos nos dar conta de que estamos tratando a 2 pessoas simultaneamente e é importante trabalhar para potenciar a energia do feto, e isto se consegue mediante a estimulação de determinados pontos que tem correspondência com os rins, já que este órgão se encarrega de nutrir e aportar essência a feto.

Com o SHIATSU tambén se puede realizar um tratamiento pós-parto para reequilibrar o corpo da mãe e para flexibilizar e ajustar o quadril.

* JOSEP MASDEU BRUFAL é Naturopata. Seu texto original encontra-se em: http://naturopatia.biomanantial.com/shiatsu-masaje-tradicional-japones-2/

** O tradutor Arnaldo V. Carvalho é naturopata e professor de Shiatsu.