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Curso de Shiatsu em sua cidade? A gente vai!

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Como levar cursos da Escola de Shiatsu Shiem à sua cidade ou evento

Os cursos da Shiem são hoje uma referência no cenário nacional. Sabemos que os locais onde hoje o oferecemos regularmente (Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo, Itacaré e Santa Maria) para muitos são de difícil acesso. Além disso os custos de deslocamento de vários pode ser muito amortizado pelo deslocamento do professor. Assim, estamos abertos a ir onde estão pessoas interessadas em aprender Shiatsu ou se aperfeiçoar na terapia, com qualidade e profundidade.

  • Se você quer montar um curso particular, é só disponibilizar local e um número mínimo de pessoas. Temos toda uma infra-estrutura de apoio e know-how na organização do seu curso, que será oferecida ao organizador.
  • É possível levar nossos cursos para qualquer lugar do Brasil ou exterior.
  • Também podemos ministrar cursos, workshops e palestras em eventos como congressos, simpósios, encontros, etc., e também em ambiente empresarial.
  • Nossa equipe reune professores de alto nível técnico, podendo haver mais de um curso simultaneamente.

Os cursos da Escola SHIEM são garantia de qualidade

Para ter um dos cursos SHIEM em sua cidade, basta fazer contato com escoladeshiatsu@outlook.com

Vamos conversar?

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Múltiplas origens, abordagem personalizada… Por que há vários tipos (e cursos!) de Shiatsu?

Razões para muitos Shiatsus

Das múltiplas origens à filosofia por trás da terapia, há muito a considerar quando se refere ao Shiatsu, seus estilos, escolas, semelhanças e diferenças

Por Arnaldo V. Carvalho

 

Já escrevi artigos anteriores demonstrando origens, comentando estilos de Shiatsu, remetendo a tradição, às imigrações (é de minha autoria a maior parte do texto explicativo que figura na Wikipedia e relata o fenômeno), etc. Neste pequeno escrito, contudo, faço uma análise histórica, pontual e complementar das razões pelas quais o Shiatsu é, desde o princípio, na verdade uma família de terapias, não uma terapia única. Essas terapias eram versões mais ou menos sofisticadas dependendo do grupo social a qual elas serviam, mas que acabaram se fundindo no grande gargalo cultural provocado pela ocidentalização acelerada do país, com o início do período Meiji (1867-1912).

Para compreendermos o que e como isso aconteceu, vamos precisar viajar em um período antes do mais impactante rompimento do Japão consigo mesmo. Antes de 1867, quando o último Xogum deixa de controlar o país, e o príncipe Mutsuhito, com apenas 14 anos, assumiria. Ali iniciou-se uma nova era na, que em poucas décadas fez o país do sol nascente sair da condição de última região feudal do planeta (uma curiosa ditadura feudal, diga-se de passagem), para uma das potências industrializadas da virada do século – a primeira do Oriente!

No momento anterior a esse, o Japão encontrava-se semi-fechado ao exterior por um período  de quase duzentos anos. Grande incentivo à continuidade das tradições, ao rechaçamento de tudo o que pudesse vir de outras culturas. O fenômeno trouxe estagnação em diversos setores da sociedade, mas também grande aprofundamento e originalidade em outros. Além disso, enraizou profundamente as diretrizes morais do país – muitas das quais persistem mesmo até hoje.

A sociedade era organizada por clãs patriarcais,  que espalhavam seus filhos entre os mais diversos papeis sociais. Burocratas, guerreiros, artesãos, camponeses, monges, os variados papeis sociais se faziam de acordo com a posição em um clã, e de acordo com a posição do clã frente aos demais, e fundamentalmente, ao imperador. Honrar o nome do clã, afinal, só podia ser menor que honrar o próprio Imperador, que nessa época era um pássaro em gaiola de ouro: seu império era controlado pela figura máxima militar, o Xogum.

Os grupos sociais estabelecidos pelo sistema não se restringiam a uma atividade, mas a um modo de vida e acesso a informação diferenciados. Por isso mesmo, a cultura de saúde e cura de um monge não equivalia, necessariamente, a de um samurai – embora houvesse intensa comunicação entre todos os grupos.

Com o fim do Xogunato, o sistema mudou rapidamente, e tais grupos passaram por profundas transformações. Alguns desapareceram – como os samurais -, outros foram reestruturados para se adaptarem a um novo modelo de Japão, agora industrial. Mas tais mudanças não ocorreram sem que cada um deixasse um legado, e no que se refere à cultura de cura através do toque, podemos afirmar que muitos deles influenciaram na terapia que hoje conhecemos como Shiatsu. Aliás, mais do que isso: os frutos desses antigos grupos sociais por vezes, em diferentes épocas e por razões próprias, adotaram o nome “Shiatsu” para práticas aproximadas, mas com marcadas distinções. Essa, inclusive é um dos importantes motivos pelos quais o Shiatsu segue em sua multiplicidade de formas e, quando da ignorância de tal pluralidade, gera tanta divergência entre seus praticantes.

Abaixo, citaremos os principais ramos da sociedade que passaram a chamar suas técnicas – baseadas sempre na ideia de pressão com ritmo – de Shiatsu, e como elas aportaram para o Brasil, influenciando até hoje os profissionais do Brasil (sem que eles saibam!).

O Shiatsu Monástico

Engrenagem bem definida no sistema feudal japonês, o pensamento mágico (ou sistema de crenças) vigente permitia livre trânsito a monges oriundos das tradições xintoístas ou dos saberes budistas. Podendo buscar o conhecimento através de viagens ao continente, ouvir as tradições antigas, e ainda, formular, escrever, experienciar, e fazer contato desde  com os que viviam da terra, até com os habitantes de palácios e castelos, os monges se destacaram profundamente nas artes médicas. Detentores do conhecimento acerca da vida e da morte, e portanto da doença e da saúde, foram eles os maiores agentes na disseminação de tais saberes e seus cuidados com o corpo-mente.

Nas raízes da religião organizada no Japão (por volta do século VI, os monges já possuiam uma escola de sete anos para as artes de cura. No terceiro ano, porém, recebiam um certificado de “primeira especialização”, onde alguns se tornavam Anmashi (terapeutas de massagem), e outros, Jugonshi (rezadores). Os anmashi refinaram suas técnicas por quase dez séculos, e seu encontro com a medicina ocidental sem dúvida suscitou o modelo que levaria ao Shiatsu. Seguem porém, atuando com modelos integrados de terapia, onde o Shiatsu e o Anma são parte de um todo maior.

https://i0.wp.com/eishoji.com.br/wp-content/uploads/2012/03/tokuda1.jpgO Zen Budismo atual segue promovendo o estudo de diversas terapias, incluindo o Shiatsu. Em nosso país, talvez a figura mais representativa seja a do Monge Tokuda Igarashi (1938-), que desde os anos 60 aplica e ensina o Shiatsu e outras artes de cura.

O Shiatsu Camponês

Antes mesmo dos monges, porém, já havia uma medicina popular, práticas camponesas para a manutenção da saúde de um corpo castigado pela vida agrária. Os campos de arroz, principal fonte de alimentação, requeriam temporadas inteiras com os aldeões com os pés nos charcos, curvados a colher o cereal por muitas horas diárias. Pode-se imaginar costas doloridas, especialmente quando a juventude inicia seu declínio.

Os campesinos precisavam se ajudar, uns aos outros. Precisavam de algo rápido, que conseguisse dissipar a tensão e aliviar suas dores. Nos campos de arroz, praticou-se um shiatsu agrário, rudimentar, baseado nas pressões contínuas sobre os pontos dolorosos, sobretudo na coluna.

Esse é o principal ramo do Shiatsu que chegou ao Brasil originalmente, e faz parte da própria cultura japonesa que persiste nas antigas colônias, sobretudo nas mais significativas, como as de São Paulo e Paraná. Seu conhecimento segue sendo passado de pai para filho. O Shiatsu camponês, preservado no Brasil, não faz parte dos ramos de Shiatsu mais conhecidos, como os da escola Namikoshi ou Masunaga. Estão na raiz, e seu modo de fazer e sua história desaparecem pouco a pouco (mas em alta velocidade), a medida que a comunidade nipônica no país incorpora novos valores e perde sua antiga identidade. Atentamos para ausência total de estudos, o que cria a urgência do surgimento de pesquisas dessa importante fonte histórica e cultural japonesa.

O Shiatsu Samurai

O Bushido, caminho dos guerreiros samurais, alinhava fortemente o ideal budista de desprendimento,  a disciplina marcial e o desejo de purificação do Xintoísmo. Para um verdadeiro Samurai, o desenvolvimento espiritual através da meditação e da arte da espada era uma regra e uma meta.

Os samurais eram treinados para lutar, mas precisavam conhecer as artes da cura para cuidarem-se uns aos outros, nos treinos e nas campanhas militares.

A arte da cura através da manipulação energética os atraia, e eles podiam conhecer ainda muitas ervas medicinais complementares. Seus efeitos em eliminar o cansaço, a dor, aumentar a concentração, e mesmo simular a morte* eram especialmente úteis, sendo o tratamento com técnicas manuais um instrumental praticamente indispensável.

O período Meiji também decretou o fim do antigo modo de vida Samurai. Seus conhecimentos em luta corporal foram adaptadas para as novas artes marciais, e nesse tempo surgiram muitas modalidades que hoje são conhecidas em todo o mundo: jiu-jitsu, karatê, judô, aikidô. Mas algumas escolas preferiram manter portas fechadas, e se manterem na transmissão direta pai-filho, ou mestre-discípulo. Não se tornaram esportes, procuraram manter vivos o antigo modo de manter integrado a filosofia com as artes de danar (luta) e curar. E dentro da arte de curar, o Shiatsu.

Algumas artes marciais atuais, inclusive, dedicam treinamentos específicos e avançados a aprendizagem do Shiatsu e da Moxabustão, por exemplo. Quanto mais essa arte marcial é fiel à raízes seculares, mais intenso é o incentivo a aprendizagem do Shiatsu. Um bom exemplo disso é a arte marcial Hakkoryo, que se manteve fechada por um clã até o fim da II Guerra, e só atualmente começou a disseminar-se pelo planeta. Para o Hakkoryu, o Shiatsu é parte indissociável de sua técnica.

Alguns dos mais antigos terapeutas de Shiatsu profissional que passaram a atender ocidentais no Brasil eram professores de artes marciais, em especial, Karatekas.

O Shiatsu Médico-Aristocrático

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Os nobres serviram-se, desde o século VII da medicina budista, que havia sido instituída como a principal fonte desse saber. Portanto, a figura do “médico” era normalmente relacionada ao monge especialista, que cuidava da aristocracia japonesa da época.

Mas a situação mudou, e no século XV já haviam os terapeutas não monges. Um exemplo famoso é o do acupunturista Waichi Sugiyama, que abandonou seu título de Samurai para dedicar-se integralmente a arte da Acupuntura (caracterizada não só pelo uso de agulhas, mas também de moxabustão e massagens).

Com acesso a medicina ocidental (holandesa), à chinesa e a sua própria forma de medicina, os japoneses começaram a formular um padrão completamente novo na forma de tratar, padrão esse que seria orquestrado por médicos e separaria o campo das massagens dos demais saberes e técnicas.

Mas essa “nova medicina” particionada não fora compactuada por todos. Muitos médicos tradicionais, sem diplomas, jamais adaptaram-se, e seguiram tratando, e ensinando aos seus filhos o que sabiam sobre a arte de curar.

A clara divisão entre formal e informal, legal e tradicional abriria uma fenda para dois caminhos distintos pelos quais o Shiatsu avançaria: o tradicional, oriundo de toda a cultura atrelada aos grupos citados até aqui, e um shiatsu técnico, que incorporava não somente os paradigmas ocidentais da anatomia e fisiologia, mas nas estrelinha, o repúdio aos conhecimentos originários da China.

 

O Shiatsu Técnico

Fruto da nova concepção de estado no Japão disso é o ensino técnico do an-ma* no século XIX e posteriormente do Shiatsu, já no século XX.

Quando os poderes do imperador são restituídos, e o Japão entra na Era Meiji, as mudanças sociais alcançam todas as classes, e o conceito de que todo cidadão deve produzir – oriundo de uma nova mentalidade, a industrial – leva ao governo a pensar no papel dos semi-inválidos. Escolas de massagem, ao modelo ocidental são criadas para os cegos.

Nessa mesma época, é interessante notar que o Japão adota maciçamente um modelo de educação padronizado (também ao estilo ocidental), focado na alfabetização de jovens, e que os centros de formação de médicos que existiam na Era Tokugawa (o último Xogum) foi substituído por Meiji por escolas de medicina baseada no modelo Alemão – o que forçaria a um movimento marginal da medicina tradicional, que agora passava a ser apenas transmitido de pai para filho, sem reconhecimento ou amparo legal.

O ensino técnico do An-ma permitiu uma formalização que deflagaria a forma com que o Shiatsu passaria a ser oficialmente ensinado. Ambas as terapias avançaram lentamente até o fim da II Guerra Mundial, quando após uma supressão de alguns anos, recebeu notável investimento e reconhecimento governamental, fazendo até hoje parte do sistema de saúde japonês. O Shiatsu técnico, porém, não foi capaz de eliminar as técnicas tradicionais.

Como já vimos, o Shiatsu, chamado ou não desse modo, seguiu por todo o século, alheio aos acontecimentos no país e no mundo, acontecendo entre monges, camponeses, nas famílias dos antigos médicos tradicionais, e nas artes marciais.

Aqui cabe insistir que não é um nome que caracteriza uma técnica. Pode-se reconhecer o Shiatsu e sua essência acontecendo em terapias tradicionais do oriente, e mesmo em tratamentos caseiros, dentro das famílias de origem oriental, recebendo por vezes outros nomes, ou nome nenhum.

Com ou sem Filosofia

Fora dos cursos técnicos, o Shiatsu permanece vinculado à uma filosofia inspirada nos valores espirituais cristalizados na sociedade no período anterior, e cujo vocabulário comum pode nos ajudar a formular os processos de pensamento a esse shiatsu atrelados: disciplina, retidão, fazer bem feito, purificar, energia da vida, contemplação, mente calma, meditação, transmissão, profundidade com simplicidade, conexão, espírito, e finalmente, Dô (caminho).

Os cursos técnicos desde sua origem respiram outra “vibe”: anatomia, impessoalidade, protocolo.

Esses dois troncos do Shiatsu se desenvolveram e seguem co-existindo. O primeiro segue mais  informal, semi-escondido, porém largamente procurado e respeitado fora do Japão. O outro é o Shiatsu mais conhecido pelos próprios japoneses. Ele está fora do seio familiar, do sistema de clãs ou dos monastérios. É o Shiatsu das clínicas e hospitais, o que tem o certificado fornecido pelo governo para o exercício profissional.

Em comum, “os shiatsus” dessas diferentes fontes tem o método manual: pressionar pontos, com dado ritmo e intensidade, ao longo do corpo. O que diferente se observa entre esses dois troncos é que a presença do contexto filosófico transforma uma técnica terapêutica em um Dô, um caminho para o desenvolvimento pessoal e espiritual.

É interessante observarmos que o “Shiatsu com filosofia” supere o técnico fora do Japão. Ele é uma das formas dos chamados orientalistas sentirem-se mais próximos de uma fonte genuína de sabedoria. À essa característica se deve o sucesso do Shiatsu da escola japonesa Yokai, conhecida em todo o mundo como “Zen Shiatsu”, e ao “Shiatsu Macrobiótico”, conhecido no Brasil como “Shiatsu dos Pés Descalços”.

Talvez o Shiatsu para o leitor seja apenas uma profissão técnica. Ou talvez você que me lê possa considerar que ele ultrapassa o ponto de vista profissional. Seja como for, seja que escola você fizer, há duas escolhas a seguir.

 

 

* Tais recursos eram explorados por diversos tipos de guerreiros da época, incluindo os ninjas, ronins e samurais.

* Monge Tokuda nos anos 80 e 90 fundou templos (respectivamente em Ibiraçú, Belo Horizonte, Ouro Preto, Lavras Novas, Brasília, e Pirenópolis), e ministrou diversos cursos ligados às terapias tradicionais japonesas, incluindo o Shiatsu.

* Anma é a antiga prática de massagem japonesa. Seu nome deriva do termo chinês an-mo (que por sua vez daria origem a massagem chinesa tuiná), mas possui características distintas, incluindo técnicas não utilizadas no an-mo.

Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu há mais de vinte anos. Membro da Associação Brasileira de Shiatsu (ABRASHI), dedica-se ao estudo da história do Shiatsu, com projeto relacionado a memória da terapia em andamento.

Artigos e afins, Livros, videos e Indicações

Terceira parte da entrevista de Douglas Gattini tem interessante análise sobre a evolução do Shiatsu

Na terceira parte de sua entrevista, Douglas Gattini fala do papel do cliente de Shiatsu em seu próprio processo de autodesenvolvimento; das lições do Shiatsu para a vida, e sobre a evolução do Shiatsu fora do Japão, baseado em pesquisas e investigações. Mais uma vez, o Prof. Douglas ressalta a importância da união entre as escolas e seus praticantes.

Livros, videos e Indicações, Notícias

Entrevista de Douglas Gattini legendada em português começa a ser exibida no Youtube

http://www.youtube.com/watch?v=1oJwYy7R3k4 O professor de Shiatsu chileno-italiano Douglas Gattini, por ocasião de sua vinda ao Brasil em meados de 2014, concedeu entrevista exclusiva a Arnaldo V. Carvalho, com apoio da Associação Brasileira de Shiatsu. Falando sobre suas origens, ensinando sobre a profundidade do Shiatsu, o Prof. Douglas nos mostra o potencial da terapia e o quanto temos para aprender. O vídeo é dividido em cinco partes de oito a dez minutos, e que serão exibidas semanalmente. Que possa ser útil aos praticantes e inspirador aos que ainda não praticam. Muito obrigado Prof. Douglas Gattini.

Notícias, Traduções

Shiatsu na Wikipedia – Minha luta para assegurar a seriedade e clareza do verbete Shiatsu na maior enciclopédia do mundo

Por Arnaldo V. Carvalho

A primeira inscrição do verbete Shiatsu em português

Em 17 de janeiro de 2006 foi ao ar a primeira referência sobre Shiatsu, em português, pela Wikipedia, de autoria desconhecida.


Dessa pequena definição livre (cheia de erros e acertos) de um autor desconhecido, entrou para a história da Wiki a nossa querida técnica terapeutica.

Quem começou a dar forma mais completa ao verbete foi Edgard Magalhães, que escreveu e organizou a base de informação que seria utilizada até o presente data:

O texto Wiki de Edgard Magalhães para Shiatsu, em 2006

A última modificação antes da nossa foi feita por Leandro Martinez, que, tendo pego a página já bastante acrescida de dados, basicamente revisou os links de até então.

A partir desse momento, entrei para a equipe Wikipedia (2010) com o destino de fazer da versão brasileira a mais rica e organizada em informação sobre Shiatsu.  Após esse texto, foi feita por mim uma grande revisão, contando com 15 versões diferentes. Ele passou a seguir as tendências internacionais de indexação de informação sobre o Shiatsu (foram analisadas as versões do verbete para 6 línguas diferentes), e atualizado com informações sobre o Shiatsu no Brasil. Os textos possuem contribuições originais minhas como especialista da área, traduções oriundas dos verbetes estrangeiros, além de outras contribuições. Com isso, o verbete em português pode ser considerado um dos mais completos do mundo, um trabalho de esmero digno de Espasa Calpe ou dos melhores verbetes Wikipedia. Infelizmente, como já fez outras vezes com outras contribuições, Martinez repudiou minha contribuição. Dei entrada no pedido de discussão da Wikipedia, sem resultados ou argumentos plausíveis da parte deste. No ano seguinte, o verbete Shiatsu sofreu um “ataque da ignorância”: equipe envolvida com um projeto de indexar verbetes relacionados a medicina sugeriu fusão do termo Do-In com Shiatsu. A sugestão de fusão entre os verbetes Do-in e Shiatsu: Absurdo!Para o leigo, vale esclarecer que o Do-in tem origem na região central da atual China, enquanto que o Shiatsu tem origem no Japão. As práticas culturais de cura, luta, plantio, etc., etc., possuem uma história de transformações não sem intercâmbio entre os muitos povos, mas o Shiatsu tem conceito e história distintos do do-in, embora com vários pontos de tangência.

Pois bem, tendo sido eleito presidente da Associação Brasileira de Shiatsu no mesmo ano, requeri em Assembleia uma campanha para a vigia do verbete na Wikipedia, o que foi aprovado por unanimidade. Atualmente, o projeto está sendo ampliado para um grande Observatório do Shiatsu na Imprensa e Internet, que visa corrigir vícios, tendenciosismos e esclarecer aos leigos é aprendizes do Shiatsu sobre a técnica de modo abrangente e verdadeiro.

Exponho aqui a última tentativa de versão, efetuada hoje. Vamos ver o que será feito na Wiki, mas caso haja novas intervenções, ao menos o texto está salvo.

 Primeira parte do verbete Shiatsu atualizado

A página, que só no mês passado foi consultada mais de 4 mil vezes, tem potencial para muito mais. Convocamos a todos os professores e profissionais que se envolvam diretamente na construção da informação correta, imparcial e completa a toda a comunidade lusófona a respeito do Shiatsu, sua história, seus estilos e sua Arte de Cura.
Arnaldo V. Carvalho, praticante de Shiatsu desde 1993, professor desde 1999, membro da Associação Brasileira de Shiatsu
Scans do verbete:
Agenda: Cursos Eventos etc., Artigos e afins, Notícias, Perguntas e Respostas, sites blogs afins

Associação Brasileira de Shiatsu em processo de formação!

Pessoas de todo o Brasil vêm se mostrando interessadas na Associação Brasileira de Shiatsu. Separamos as perguntas mais frequentes sobre o tema.

 

Um abraço,
Arnaldo V. Carvalho
Comitê de formação da Associação Brasileira de Shiatsu

 

Que escola vocês representam?

Não representamos uma escola, estamos tentando unir os praticantes de todas as escolas e estilos.

É uma iniciativa particular?

É uma iniciativa coletiva. A idéia partiu da percepção de que o Shiatsu incrivelmente ainda é pouco conhecido no Brasil, e seus benefícios talvez sejam subutilizados. É preciso promover o Shiatsu, e isso será benéfico para todos os praticantes. Essa Associação não terá cargos permanentes, fins lucrativos ou remunerações particulares a diretores.

Que benefícios devem ser esperados a partir do momento em que se participe da Associação Brasileira de Shiatsu?

Os participantes devem acreditar em primeiro lugar que a promoção do Shiatsu torna-se mais efetiva quando todo mundo está junto.

Independente da escola, do estilo ou do grau de aperfeiçoamento do praticante de Shiatsu a participar da Associação, este deve ser um entusiasta da técnica, e participar por querer promover a mesma no Brasil.

A organização competirá tal promoção, e beneficiará seus filiados de forma indireta (aumentando o campo de trabalho pela promoção do Shiatsu) e direta, através de descontos junto a parceiros da ONG, de organizar eventos que promovam intercâmbio entre participantes, de trazer professores que desenvolvem trabalhos modernos de outros países, buscar fazer o Shiatsu passar a ser utilizado em amplo espectro na sociedade: hospitais, comunidades carentes, ambiente familiar e escolar, entre outros.

Qual será a relação entre a Associação Brasileira de Shiatsu e os atuais Sindicatos de classe?

Os sindicatos são essenciais, e a existência de uma associação não dispensa nem duplica a função de um sindicato. Os sindicatos brigam para que surjam e façam valer os direitos dos profissionais que representam. Eles vão ao governo, protegem  seus profissionais juridicamente, e buscam ampliar na medida do possível o campo de atuação das técnicas ligadas ao sindicato. Já a Associação promove participação e intercâmbio entre os praticantes de Shiatsu; Divulga o Shiatsu no Brasil e no mundo, e liga o Brasil a uma rede maior, a qual países diversos já participam; Esse seu foco maior. A filiação nos sindicatos segue importantíssima e indispensável e a Associação promoverá isso. Sindicatos protegem, a Associação promove. Vale dizer ainda que a Associação Brasileira de Shiatsu será a primeira organização dedicada exclusivamente ao Shiatsu.

Quanto custa para participar?

Como estamos em formação, não há um valor definido ainda, isso ficará por conta da diretoria e da assembléia. Os participantes da fundação deverão ratear os custos de registro da ONG.

Como participar?

Mande e-mail para nós associacaodeshiatsu@yahoo.com ou deixe seu e-mail para passarmos mais informações.

Ou ainda entre no grupo Associação Brasileira de Shiatsu no Facebook, pois lá você tem o estatuto da Associação as atas de reunião e tudo o que está acontecendo em nosso movimento.