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A mediocridade humana compromete o Shiatsu – Parte 1: Da prática a terapia

Este é o primeiro de uma pequena série de ensaios que discute por que uma terapia com tanto potencial como o Shiatsu vêm sendo vista pelo senso comum – tanto entre terapeutas como pela sociedade em geral – como uma simples massagem, eventualmente útil em dores ou “bom para relaxar”. Será o Shiatsu subvalorizado por conta de um certo espírito de mediocridade[1] que assola nossa sociedade e impede a percepção máxima acerca dessa terapia? Será que a normose[2] contaminou o Shiatsu já em seu berço e o tornou refém de um modo de viver incompleto?

 

Trabalhando por diferentes linhas de raciocínio, o autor, a exemplo de Guilherme de Baskerville[3], busca que os fragmentos em torno da elucidação de um caso se complementem, uns aos outros, afim de demonstrar um quadro mais amplo, capaz de apontar caminhos de renovação.

 

 

Da prática a terapia ou

Como superar a normose e alcançar a excelência profissional

 

Por Arnaldo V. Carvalho*

 

Praticar Shiatsu é simples como arranhar um violão. Qualquer um pode fazer isso com poucas horas de estudo. E assim como na música, não é mal que um pai toque o básico para alegrar seu filho, trazendo bem aventurança à toda uma casa. Mas isso não o torna, em absoluto, um músico profissional. Do praticar despretensioso em ambiente familiar à prática profissional, técnica ou terapêutica, há um longo caminho. Por motivos curiosos, diferente de tantas outras atividades humanas, o senso comum referente ao Shiatsu de que impõe: “Shiatsu é uma terapia, uma profissão”. Quem perde com isso é naturalmente a própria sociedade, que deixa de ter em casa uma verdadeira arte de promoção da saúde individual e familiar. Mas sob ângulo diverso, tal estreiteza de visão não alcança o outro lado da linha, a linha profissional do Shiatsu, que em sua capacidade plena, alcança uma profunda dimensão terapêutica.

 

Tornemos claro:

 

– Uma prática é um saber aprendido por observação e repetição. Não há preocupação com teorias, senão com o fazer em si e os benefícios que a prática proporciona. Sobretudo entre as famílias de imigrantes japoneses, já foi bastante comum a prática de Shiatsu em família, que por vezes é passada informalmente de pai para filho.

 

– Uma técnica é uma prática ou conjunto de práticas formais, ou seja, que passam por treinamento e a modelagem dos protocolos que a técnica pede. As técnicas não requerem grande aprofundamento teórico. A maioria dos praticantes de Shiatsu no Brasil é constituída de técnicos. Enquanto profissão, o Shiatsu tem sido oferecido sobretudo por escolas especializadas no ensino técnico, e mesmo que utilizem o nome “Shiatsuterapia” sua formação é limitada pelos contornos comuns da qualificação técnica no país.

 

– Uma terapia utiliza um repertório de técnicas que serão aplicadas de sob a orientação de uma base teórica consistente, que permite avaliar, construir uma estratégia de trabalho e atuar de acordo com uma perspectiva de tratamento bastante consciente. O Shiatsu possui arcabouço teórico e prático que permite que seja identificado como uma terapia. Porém, poucos são os terapeutas de Shiatsu.

 

Os terapeutas conhecem todo o potencial do Shiatsu, e sabem que suas técnicas são adaptáveis a todo o tipo de circunstância, de modo que sempre farão bem aos indivíduos que as experimentem. De modo inverso, não há para essa terapia uma contraindicação absoluta, apenas um modo correto de conduzir-se por ela, de acordo com a situação que a ele se apresenta. A questão das contraindicações desvenda-se aqui: Elas não se aplicam de modo absoluto ao Shiatsu, mas de modo relativo[4].

 

Técnicos e terapeutas são muito diferentes. Os técnicos são treinados para reproduzirem de forma standard manobras de Shiatsu, de forma que se diferenciem o mínimo possível uns dos outros. Estão aptos a trabalharem em grandes clínicas e spas, onde há clientes de passagem, que não estão a procura de terapia, e não se importam se recebem Shiatsu com João numa terça e com Elizete na semana seguinte. O Shiatsu técnico é normótico e quase sempre medíocre. “Quase” por salvação de alguns que são tão bons, que parece terem chegado a uma proximidade de perfeição como os elevados praticantes do Chanyu[5] japonês.

 

Já os terapeutas são todos diferentes entre si, pois a terapia pede personalidade, individuação. Pessoas que procuram um terapeuta podem ter se atraído pela técnica, mas ao compreenderem a profundidade do que está sendo oferecido, ficam já não pela terapia puramente. Seguem, sim, a terapia pela capacidade do profissional de colocar seus recursos de forma cem por cento encaixada com a situação que se mostra.

 

A formação de um terapeuta, e aliás, de qualquer profissional, depende da formação do próprio ser humano. Se este não tem educação sócioafetiva adequada, se sua formação no tocante aos conhecimentos biológicos for insuficiente, por vezes torna-se um técnico sem a aparelhagem que o diferencia para além dos patamares de mediocridade que atingem a maior parte das pessoas. De certa maneira, a educação para não questionar, a adoração aos privilégios e espelhamento dos privilegiados, etc., é o que fazem com que tenhamos a sociedade normótica de que Professor Hermógenes nos fala e combate, ou a sociedade neurótica de que Freud, Wilhelm Reich e tantos outros cientistas da mente vêm enunciando. Reich ainda vai além, investigando a pestilência emocional[6] que é em si ente e mecanismo de manutenção do estado atual vigente.

 

Esta problemática tem o gato amarrado ao pé da mesa como uma das pontas de um imenso Iceberg. O leitor a conhece?

 

O gato amarrado ao pé da mesa[7]

“Certo dia, apareceu um gato a miar na sala de meditação. O mestre pediu que o gato fosse amarrado ao pé da mesa da cozinha, que ficava em outro pavilhão, até que o tempo do necessário silêncio se concluísse. Tudo correu bem, e a partir de então, o gato, que sempre rondava os prédios do mosteiro, passou a ser profilaticamente amarrado na mesa da cozinha antes dos monges seguirem para meditar.

O tempo passou e pouco a pouco o mestre,  os monges, e o gato, participantes do hábito em sua origem, foram substituídos pelo natural movimento da vida. Entretanto, estabeleceu-se a rotina por gerações sem questionamentos, até que houve um noviço indagou por que toda a vez que iam meditar era necessário o aprisionamento temporário do gato.

– Sempre foi assim -, retrucou um monge mais velho”.

A repetição normótica está por traz de uma verdadeira inaptidão para a excelência.

 

Quando focamos na questão da formação em Shiatsu, verificamos que o indivíduo chega quase sempre despreparado em seu corpo emocional, em sua capacidade de aprender (para além da capacidade de meramente reproduzir), de elaborar em cima dos conteúdos transmitidos por livros, professores, etc. Naturalmente, esse fator o desqualifica antes mesmo de mencionarmos as disciplinas diretamente correlatas ao conhecimento fundamental de todo profissional de saúde, e que inclui o corpo em seu sentido de tempo (desenvolvimento, personalidade, fases da vida, genética, etc.) e espaço (anatomia, fisiologia, etc.). Tais disciplinas são como finos instrumentos que para serem corretamente manuseados, necessitam dos pré-requisitos mencionados. Em outras palavras, ensinar fisiologia a uma mente desprovida de familiaridade com a Vida, capacidade de reflexão, entre outros fatores, seria como dar um clarinete a um macaco.

 

Como já afirmamos, não há nada de mal praticar Shiatsu aprendendo o mínimo. O acesso a uma formação básica de Shiatsu com essa finalidade claramente amadora é rara, mas infelizmente é aproveitada pelo medíocre como uma adição a um currículo profissional.

 

Muitos dos leitores praticantes agora se autoavaliarão, e se forem honestos concluirão que talvez se achassem terapeutas mas não o sejam; alguns se acomodarão no patamar técnico. Outros se libertarão e poderão seguir fazendo seu Shiatsu amador sem achar que podem “estar fazendo algo de errado”. Mas há os que desejam tornarem-se terapeutas de verdade. Para estes, a recomendação expressa é: Revejam suas relações profissionais. Não se satisfaçam. Possam ir mais fundo. E comecem a pensar que ser terapeuta não é só estar atuando no consultório. O profissional de excelência não é uma pessoa em casa e outra pessoa no trabalho. Sua excelência é parte integrada de seu modo de ser na vida. Ele é a própria excelência.

Sem mais filosofias, encontrem quem sabe mais que você agora e esteja verdadeiramente disposto a compartilhar, e grude nele. Nutra-se desse conhecimento sábio e sólido, aos pequenos bocados, e só torne a comer quando o conteúdo anterior estiver plenamente digerido, transformado em uma parte de você. A diferença entre o ótimo e o médio pode ser a diferença entre a verdadeira fome e a ansiosa vontade de comer.

 

* * *

 

* Arnaldo V. Carvalho estuda Shiatsu há vinte anos. autor do livro Shiatsu Emocional, membro-fundador da ABRASHI – Associação Brasileira de Shiatsu, membro do SINDACTA – Sindicato de Acupuntura e Terapias Afins do Rio de Janeiro, diretor da Escola de Shiatsu SHIEM conta com uma experiência de mais de vinte anos com o Shiatsu, tendo aprendido uma diversidade de estilos diferentes.

 

 

[1] Medíocre é aquele que se contenta em ficar no MEIO, ser mediano, e por este modo acomodado, associa-se o comportamento à pobreza de espírito. Boa charge sobre o tema: http://www.nadaparecido.com.br/11-maneiras-de-ser-insignificantemente-mediocre.html

[2] Normose é termo amplamente divulgado pelo yogue Hermógenes, e se refere ao vício social de se reproduzir modelos de forma irrefletida, apenas para adequar-se. Um exemplo interessante de apologia à normose seria a gíria “pagar mico”, tão utilizada no sentido de comportamento inadequado, fora do que seria o “normal” das pessoas. Saiba mais sobre a normose lendo artigos do Prof. Hermógenes sobre o tema:

[3] Personagem de Umberto Eco, protagonista de seu best-seller “O Nome da Rosa”, e criado a inspiração de Sherlock Holmes de Conan Doyle.

[4] Sobre isso leia o próximo artigo, que trata especificamente das contraindicações.

 

[5] A Cerimônia do Chá japonês, considerada um “Dô” – Caminho de evolução interna – preza pela perfeição do movimento correto segundo a formulação tradicional de seu criador.

[6] Peste ou praga emocional é o conceito de Wilhelm Reich acerca de uma “doença coletiva” com alto potencial autodestrutivo, e que está por trás de vários comportamentos sociais, o que incluí as irmãs normose e mediocridade. * O termo é amplamente discutido no livro “Análise do Caráter” de Wilhelm Reich. Textos relacionados: https://shiatsuemocional.wordpress.com/2011/04/09/bill-clinton-e-a-praga-emocional/; e http://espacowilhelmreich.com.br/artigos.php?c=18

 

[7]Há muitas versões diferentes desse conto, algumas bem mais completas e interessantes que a que narrei.

 

 

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Bill Clinton e a praga emocional

Presidente Clinton e a Praga Emocional

Pelo Dr. Stephan Simonian

Tradução de Arnaldo V. Carvalho

Publicado em 21 de junho de 2010.

President Clinton  Vs.  Emotional PlagueDurante o processo de impeachment do Presidente Clinton, em 1999, disparado por ele ter tido um affair com uma mulher e então nega-lo quando confrontado, Sr.  Larry Flynt, o editor da Hustler Magazine, colocou em um jornal conhecido um “anúncio de um milhão”. Neste anúncio, ele ofereceu um milhão de dólares para qualquer um que pudesse documentar qualquer figura oficial ou que tivessem criticado a moral de Clinton tendo affairs similares.  Flynt declarou que não estava interessado em destruir a vida sexual de ninguém porque estavam tendo um affair, mas contrária ao modo como estavam vivendo suas vidas privadas, e quem estivesse crucificando Clinton por fazer a mesma coisa que eles estavam.
Como resultado desse anúncio, vários congressistas e oficiais do governo se demitiram em consequencia das informações reveladas.

Sr. Flynt listou diversas pessoas incluindo um congressista da Louisiana que foi escolhido para substituir Newt Gingrich como Presidente da Câmara. Ele citou um congressista de Illinois que uma vez levou os republicanos da Câmara a ovacionar Kenneth Star que foi um dos que mais se exibiu na acusação de Clinton, aparentemente carregando na bagagem um caso de cinco anos com uma mulher casa mãe de três filhos. Um congressista da Georgia que também cometia adultério e então mentiu sob juramento foi desmascarado.  O Presidente da Câmara de Reforma do Governo, que chamou Clinton de “babaca” e em setembro de 1998 também foi revelado quando sua cruzada moral foi forçada a admitir que ele havia sido pai de um filho ilegítimo durante um caso nos anos 80. Outro oficial do Comitê Nacional Republicano engajado na cruzada moral contra Clinton foi gravado dizendo: “Eu não tenho quaisquer valores morais, só falo dessas coisas na televisão”.

Os comportamentos descritos acima, em que estão bastante presentes em nossa memória, são exemplos perfeitos do que Dr. Reich descreveu em 1945 como a “praga emocional”.  Em, A Análise do Caráter, escrito pelo Dr. Wilhelm Reich, um livro crucial e essencial da Orgonomia, Dr. Reich dedicou um capítulo a descrever este fenômeno sob o título Praga Emocional. Este livro valiosíssimo, como qualquer outro livro escrito pelo Dr. Reich, contendo informação condensada a qual o leitor pode ter novos e melhores insights a cada vez que ele relê seus livros.

Reich descreve a praga emocional no seguinte dizer:  “O termo praga emocional não é um termo depreciativo. Ele não tem conotação de uma malevolência consciente, nem de degeneração moral ou biológica, de imoralidade, etc. Um organismo cuja mobilidade natural  tenha sido continuamente frustrado desde a infância desenvolve formas artificiais de movimento. Ele manca, ou anda de muletas. Da mesma forma, um homem segue em sua vida nas muletas da praga emocional, quando suas expressões vitais de autorregulagem natural são reprimidas do nascimento em diante. A pessoa afligida pela praga emocional manca caracterologicamente. A praga emocional é a biopatia crônica de um organismo. Ela fez a primeira incursão na sociedade humana com a primeira supressão em massa da sexualidade genital; Ela tornou-se uma doença endemica que vem atormentando as pessoas por todo o mundo, por milhares de anos. De acordo co mo nosso conhecimento, ela está implantada na criança desde os primeiros dias de vida. Isso é uma enfermidade endêmica como a esquizofrenia ou o câncer, com uma notável diferença, que é o fato dela ser essencialmente manifestada na vida social”.

A praga emocional é uma consequencia do encouraçamento. Encouraçamento é um processo patológico, descoberto e descrito pelo Dr. Wilhelm Reich. Esse fenômeno patogênico é também descrito no livro do Dr. Herskowitz’s, Emotional Armoring, e em diferentes artigos no journal of orgonomy. Em miúdos,  a couraça desenvolve o processo de sufocante luta da criança para conter seus impulsos primários por causa das proibições externas. Nesse processo, o motivo primário que surge do cerne do organismo rompe-se, e parte do motivo dá suporte a energia para as contrações físicas e emocionais contra o impulso primário. Nesse momento, este processo leva ao encouraçamento físico, emocional e crônico que se estabelece permanentemente no organismo. Como consequencia do encouraçamento, impulsos primários genuínos tornam-se incapazes de expressar-se em suas formais mais naturais e verdadeiras. Impulsos secundários desenvolvem-se por consequencia, sendo manifestações distorcidas dos impulsos primários. Esses impulsos secundários podem transforma-se em sadismo e comportamento anti-social e assumir ações destrutivas no cenário social. Em uma pessoa neurótica comum, esses impulsos secundários voltam-se contra o próprio eu e atormentam a aflita pessoa com neurose, isto é, sintomas de ansiedade, fobias, obsessão, etc. Todavia, numa pessoa afligida pela praga emocional, esses impulsos secundários assumem caráter sádico e anti-social, e age destrutivamente em direção aos outros e a sociedade. Em orgonomia, nós estamos atentos para o fato de que mesmo indivíduos sadios manifestam alguma couraça e manifestam algumas inibições neuróticas, assim como ocasionalmente alguma reação de praga; contudo, indivíduos saudáveis são capazes de reconhecer isso e agir diferentemente. Dr. Reich diz “Todo indivíduo afetado pela praga contem em si as possibilidades de um caráter normal e sadio. A praga ao dirigir o caráter manifesta seu comportamento destrutivo em diferentes aspectos da vida… A praga emocional é tão ampla quando uma biopatia do caráter. Em outras palavras, onde quer que haja biopatias de caráter, existe no mínimo a possibilidade de um surto epidêmico de praga emocional. Uma característica básica e essencial da reação emocional de praga é que ações e motivos de ações nunca coincidem. O motivo real é ocultado e o motivo falso é dado como razão para ação. Em contraste com um indivíduo natural e saudável, quando motivo, ação e objetivo formam uma unidade orgânica. Nada é ocultado.”

A praga emocional afeta diferentes aspectos da vida de um indivíduo, ela manifesta-se em áreas do pensamento, ação, sexualidade, em hábitos de trabalho, etc. Aqui nós vamos descrever a diferença entre comportamento sexual no caráter normal, saudavelmente “genital”, e o caráter aflinjido pela praga emocional, como Dr. Reich descreve no livro Análise do Caráter.

“A sexualidade de uma personalidade saudável, genital, é essencialmente determinado pelas nleis naturais básicas da energia biologica. Ele é tão constituído que naturalmente tem prazer na felicidade sexual dos outros. Da mesma forma, ele é indiferente a perversões e tem uma aversão a pornografia. O caráter genital considera absolutamente natural que crianças e adolescentes sejam essencialmente orientados sexualmente. Da mesma maneira ele preenche ou pelo menos s esforça para preencher as frequentes demandas de restrição social que resultam desses fatos biológicos.. O caráter neurótico, todavia, vive uma vida de sexualidade resignada, ou envolve-se em atividades perversas secretas. Sua impotência orgástica é acompanhada por um desejo de felicidade sexual, ele é indiferente a felicidade sexual dos outros. Ele é mais comumente governado pela ansiedade do que pela raiva quando entra em contato com problemas sexuais. Sua armadura diz respeito somente a sua própria sexualidade, não a sexualidade dos outros… A sexualidade de uma personalidade contaminada pela praga emocional é caracterizada pela existência paralela de lascívia sexual e moralismo sádico. O dualismo é uma parte de sua estrutura… por baixo da fachada de cultura e moralidade, eles perseguem ao extremo cada expressão de sexualidade natural. Ao longo dos anos, eles desenvolveram uma técnica especial de difamação…”

Encouraçamento é um processo patológico que é largamente disseminado pelo mundo. A praga emocional, como pode ser visto nos exemplos acima oriundos do processo de impeachment do Presidente Clinton, manifesta-se de diferentes formas e em diferentes áreas da vida. Compreender orgonomia ganha significância ainda maior importância no despertar  dessa patologia tão disseminada que afeta cada aspecto de nossas vidas. Tal compreensão, de nosso ponto de vista, é imperativo no combate a ela. Os líderes e instituições que estão em posição de liderança são responsáveis pelo reconhecimento e redução dessas reações patológicas e serão responsabilizados no futuro por permanecerem-se ignorantes a este problema.

Este post foi escrito por:

Stephan Simonian M.D. – que já escreveu 22 artigos no Journal of Psychiatric Orgone Therapy.

Dr. Simonian é um psiquiatra geral, infantil e de adolescentes. Ele completou sua formação médica na Universidade Shiraz, Irã. Ele completou seu treinamento de residencia psiquiatrica em acompanhamento de crianças e adolescentes no New York Medical College, Metropolitan Hospital Center. Concomitante com seu treinamento como psiquatra, Dr. Simonian concluiu os cursos didáticos do New York Medical College Psychoanalytic School, incluindo seu próprio processo de psicanálise. Em 1990, Dr. Simonian iniciou sua própria terapia orgonica psiquiátrica, terapia reichiana, com Dr. Morton Herskowitz e em 1991 tornou-se um membro do Institute of Orgonomic Sciences (IOS), que se dedica a promover e presevar o trabalho do Dr. Wilhelm Reich’s. Dr. Simonian iniciou sua prática psiquiatrica privada em Milford, Massachusetts em 1984 e ele foi chefe do departamento de psiquiatria do Milford Regional Hospital por vários anos. Ele iniciou sua prática em Glendale, California since 2003. Dr. Simonian é diplomado do American Board of Psychiatry and Neurology.

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FONTE DO ORIGINAL: http://www.psychorgone.com/sociology/president-clinton-vs-emotional-plague

NOTA DO TRADUTOR: O termo “character” é quase sempre traduzido simplesmente como “caráter”. Aqui optamos por vezes pela tradução “personalidade”. Da mesma forma, o termo “plague” é tratado na tradução por vezes como “peste”, outras vezes como “praga”.