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Curso de Shiatsu e Shiatsu Emocional em Niterói, RJ (outubro 2016)

Poderoso curso, completo por si mesmo, mas quefaz parte de uma estrutura formativa muito maior. Aprenda ou aprofunde-se com a única Escola de Shiatsu do Brasil dedicada exclusivamente à essa terapia!
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Há onze anos, o Shiatsu Emocional e sua história estreavam em Salvador

Memórias do começo de tudo

Como surgiu o Shiatsu Emocional

Por Arnaldo V. Carvalho*

O assunto era Aromaterapia. A lista, criada pelo Aromaterapeuta virtuosi Fabián Lazló naquele momento era moderada por mim e por Alê Kali, braço de Fabián em Salvador, Bahia. Alê é terapeuta e artista, daquelas que demonstra com  acertividade que arte e cura talvez sejam indivisíveis. E uma de suas marcas é estar na vanguarda.

Eu era o velho sem forma que verborragiava informação diferenciada na lista, e isso a atraiu de alguma forma. As interrelações traçadas entre óleos essenciais e terapias orientais, entremeadas com cases de consultório e experiências que conduzia e divulgava na lista oxigenavam discussões e produziam mais saberes. Tantos nomes ativos dessa lista colaboravam e faziam parecer que finalmente a Aromaterapia amadureceria e se difundiria com uma cara profissional, embasada. Lá estavam o próprio Fabián, eu, Alê, Daniela Sim, Carmen e Ary Bon, Aghata, Mari Gemma, Suzy Belai, entre outros. Mas isso é história.

Criteriosa, Alê observou meu trabalho por algum tempo, até que decidiu que eu poderia colaborar com qualidade em seu espaço terapeutico. Mas ela queria mais, queria o tom das discussões que tínhamos no grupo, queria que o Shiatsu não só falasse de energia, queria que falasse das emoções. Mais: queria que fosse um Shiatsu das emoções.

– Queria que viesse dar um curso de Shiatsu, mas um Shiatsu Emocional!

Fiz de seu entusiasmo o meu. Reavaliei o curso de Shiatsu que já ministrava, sob bases bem tradicionais e um ou outro tempero de uma certa semente que lá habitava.

A Xamã Chamas e Cheiros misto de loja e espaço terapêutico comandada por Alê, era o grande nome baiano no que dizia respeito a óleos essenciais, plantas medicinais e também, terapias de vanguarda. Recebeu o curso em abril de 2004, e dessa turma me recordo com carinho dos vários alunos. Assim como todo baiano, o Shiatsu Emocional não nascia, estreava.

Foi preciso um tempo para que as inspirações ali surgidas ganhassem um corpo teórico sólido o bastante para ir na direção que hoje estamos. Naquele tempo, a proposta era apenas ensinar Shiatsu valorizando a visão emocional clássica dos meridianos, com um ou outro insight diferenciado. Uma primeira revolução estaria por vir, e dessa vez seria na Argentina.

Mercedes, Eiji

Havíamos nos conhecido no primeiro curso de Ohashiatsu no Rio de Janeiro, ministrado por meu querido mestre Marco Duarte. Mercedes foi uma colega preciosa na pequena turma: ela tinha o silencio de quem verdadeiramente ouve, o bom humor de quem não confunde seriedade com sisudez, e o brilho nos olhos de quem apaixona-se por tudo o que decide fazer. Já era uma pessoa experiente no Shiatsu, e havia passado por duas escolas com forte base Masunaga, o que fez o Ohashiatsu soar como um passo natural para ela. Tornamo-nos grande amigos e esse amor permanece, com a adição de uma gratidão imensa por tudo o que me fez crescer, em diversos momentos da vida. Se não fosse por ela, talvez o Shiatsu Emocional não tivesse tido fôlego para alcançar a vida própria que está alcançando.

Em viagem para Buenos Aires, pedi para aplicar Shiatsu em Mercedes. Fora do curso, seria a minha primeira oportunidade de “mostrar o que sabia”. Minha ideia era ser avaliado. Fiz o meu melhor, mas ao final, ela pareceu desapontada. Não deixou de elogiar a minha técnica e meus recursos, mas disse-me que não parecia legítimo. A vantagem é que também aprendo com a crítica. Aquilo doeu. Fiquei buscando que eu verdadeiro era esse em mim, e se ele não aparecia, que tipo de terapeuta de Shiatsu eu era. Certamente não era quem eu imaginava ser, quem eu gostava de achar que era.

Os dias passaram, e eu pude aprender muito com tudo o que vi e vivi na Argentina. Mas antes de passar a outros episódios marcantes, preciso ligar o que aconteceu com o que viria a ocorrer ao final da viagem, um episódio incidental me trouxe a resposta da Vida às minhas indagações. Mercedes machucou-se e chegou da rua com muita dor. Pedi para lhe fazer alguma forma de massagem. Não sei o que fiz. Não foi o Shiatsu como eu havia aprendido em diferentes escolas. Eu não buscava aprovação. Não buscava nada, apenas agia por instinto.

Ao terminar ela abriu os olhos e disse: “esse é o seu Shiatsu”.

Naquele momento, descobri que Amor é Instinto, e se nós o bloqueamos ao Outro, não podemos ser nós mesmos. E se isso não é possível, não podemos fazer Shiatsu, ser o Shiatsu.

O instinto me afastava de vaidade pessoal, preocupações técnicas, e me aproximava de quem eu era na essência. Faz parte de minha jornada como professor ajudar o aluno a descobrir seu próprio Shiatsu. Ele fará isso quando descobrir o Amor em si, e como permitir que flua.

Mas esse foi um dos pontos de aprendizagem que iriam fazer o Shiatsu Emocional adquirir outro tom a partir dessa viagem.

Mercedes me apresentou seu antigo professor, o mestre japonês Eiji. Foi uma oportunidade rara, o privilégio de conhecer um mestre japonês em sua espontaneidade, a sós, fora de sala de aula. Generoso, ele me recebeu a pedido dela. Ele me conduziu por seu centro de cursos e terapias,  até uma sala vazia e harmoniosa, ao estilo oriental.

Conversamos sobre a arte de ensinar Shiatsu. Em certo momento, ele abaixou sua cabeça, e após breve silêncio, me disse, entre pausas diversas, de quem ao mesmo tempo que verbalizava, buscava refletir sobre o que dizia:

– Há algo que nunca consegui ensinar… Por algum motivo estranho, quando eu toco… Eu sei o que a pessoa tem. Eu simplesmente sei. E não consigo ensinar isso -, lamentou.

Essa foi a parte da conversa que nortearia meu desafio de crescer como professor nos anos que se seguiram. Eu também sentia que podia perceber sobre as pessoas ao toca-las, muito além das teorias já escritas. E sabia que, se pudesse .transmitir essa habilidade aos meus alunos, estaria oferecendo um recurso extraordinário.

Já havia iniciado uma escrita que se se converteria no livro Shiatsu Emocional, publicado em 2007. Os esboços foram comigo. Tudo muito em sintonia com o que havia conseguido desenvolver do início de minha formação até o curso Shiatsu Emocional.

Na véspera de minha ida havia ocorrido a sessão de emergência em Mercedes. Na manhã seguinte, eu sentei e escrevi. Escrevi as principais ideias que dariam forma ao livro. E é por isso que nos agradecimentos se lê: “À Mercedes Avellaneda, onde tudo começou”.

Daniel Luz e a picaretagem

Uma passagem rápida e inesquecível deu-se através de uma confusão ocorrida na extinta rede social “Orkut”. Não éramos conhecidos. Uma pessoa perguntou na comunidade “Shiatsu Brasil”, idealizada e administrada pelo excelente profissional e pessoa Daniel Luz: “alguém aí sabe o que é Shiatsu emocional”?

Daniel não teve dúvidas: “Me soa picaretagem”.

Uma pessoa ligada a mim leu e me contou, eu fui lá, li a discussão, me indignei, me coloquei no lugar de todos, me des-indignei, e refleti sobre o que era o Shiatsu Emocional. Sabia que não era picaretagem, pelo contrário! Ao mesmo tempo eu mesmo não enxergava Shiatsu Emocional como um estilo de Shiatsu ou algo assim. Era apenas um curso que inspirara um livro.

Conversei por e-mail com Daniel, me apresentei, esclareci como eu pensava. Ele me leu, mas até hoje tenho dúvidas se ele mudou de ideia (risos). Fato: foi caldo para que eu começasse a me perguntar: “o que origina um estilo de Shiatsu”? O que faz com que uma nova terapia seja realmente nova? O que faz com que ela permaneça vinculada a sua origem, tornando-se um “estilo” ou “variação”? O que por outro lado a afasta demais, fazendo-o deixar de ser aquilo?

Para ser Shiatsu, uma terapia precisa estar alinhada com sua principal fundamentação teórica e linha prática. E assim seguimos: os meridianos, o yin-yang, a pressão com os dedos… O conhecimento comparado de várias técnicas nos permitia seguir aprofundando o conceito de Shiatsu e nortear a técnica a partir deste.

A medida que o Shiatsu Emocional amadurecia, incorporando novos aspectos, estivemos atentos para sua transformação, e percebemos o momento em que ele é diferente demais para ser “Shiatsu tradicional”, mas que era fiel demais a ele para não ser Shiatsu.

Não fosse a polêmica gerada no Shiatsu Brasil do Orkut, talvez essa clareza nunca tivesse ocorrido.

Reich, Sylvio

O primeiro a me falar de Wilhelm Reich foi um de seus poucos amigos verdadeiros. Seu nome era Alexander Sutherland Neill, um senão o educador mais importante da história. Em sua escola, não há diretividade, e sua ausência permitia que os alunos simplesmente fossem. E sendo simplesmente, descobriam-se como nenhum pai ou pedagogo jamais poderia estimular. A célebre frase “Gostaria antes de ver a escola produzir um varredor de ruas feliz do que um erudito neurótico”, presente em um de seus vários livros, marcou meu final de adolescência, quando descobri muito as minhas dificuldades comuns daquela época. Neill enxergava seus alunos como pessoas com vontades próprias, e as respeitava. Isso em geral os fazia ir bem além de ocuparem profissões mecânicas como varrer ruas, mas tornarem-se profissionais de alto destaque fosse a área que escolhessem. Se Malinovsky havia vencido a teoria do complexo de Édipo latente através de seu estudo entre os trobiendeses, Neill havia vencido a “alma caótica infantil” a ser modelada pela educação para seu próprio bem. E parte disso tem relação com o que li e conversava com Reich. Reich, pai das psicoterapias corporais. Reich, discípulo de Freud, mais um dos dissidentes da psicanálise. Reich, o louco que reintroduzia na psiquiatria a ideia de energia vital – o Orgon. Li Reich em Neill e depois li Reich em diversos autores de psicoterapia e psicoterapia corporal: Dutchwald, Gaiarsa, Roberto Freire, Pierrakos, Perls, Keleman, Schulz, Boadella, Raknes, e enfim nele mesmo. Compreendia apenas parcialmente seus escritos, compreendia apenas parcialmente seu mundo. Mas o bastante para conhecer sua teoria acerca da análise do caráter e suas couraças musculares. Eu considerava suas teorias uma descoberta fascinante, e enxergava correlações claras com as teorias da antiga medicina oriental. Investia no estudo comparado entre meridianos, couraças e chakras, e isso foi a grande base do livro. Mas ainda havia um algo mais, que não pode ser adquirido nos livros. Havia um mestre a conhecer, alguém que respirasse Reich. Foi quando conheci Sylvio Porto.

Porto fizera parte de uma geração de psicólogos que mergulhara junto, fundo, no mundo de Wilhelm Reich. No início dos anos de 1980 eles eram o CIO – Centro de Investigação Orgonômicas Wilhelm Reich. Muitas realizações ocorreram ali: a vinda de Federico Navarro (discípulo direto de Ola Raknes, um dos principais terapeutas reichianos, com quem inclusive Reich viveu uma relação transferencial) para oficinas, refizeram experiências executadas no passado pelo próprio Reich, traduziram textos, atenderam pessoas discutiram com calor a obra do gênio que fora o psiquiatra.

Entrei para uma de suas turmas de Massagem Reichiana em 2009. Para Sylvio Porto, a massagem é um veículo de mobilização de couraças, que pode auxiliar e ou anteceder a terapia reichiana propriamente dita. Ensinar esse curso é para ele um modo excelente de apresentar o pensamento ortodoxo reichiano, e distingui-lo do movimento neo-reichiano que altera muitas de suas ideias e prática.

Não parei no curso. Fui seu cliente. Estudei mais. Fui seu monitor. Colei nele. Um dia o Mestre Wu, da Sociedade Taoísta do Brasil, disse que era sempre muito bom estar perto dos mestres, que quanto mais se ficava, mesmo que sem palavras, mais se aprendia. Eu procurei respirar Sylvio para respirar um Reich mais puro do que o que havia encontrado nos livros e nas passagens por outros livros.

O Shiatsu e a Terapia Reichiana eram complementos um do outro, já não havia dúvida. Um corpo teórico mais sólido e revigorado surgiu e permitiu uma apresentação bem sucedida do Shiatsu Emocional, no XI Congresso de Psicoterapia Corporal, ocorrido em 2011 na cidade de Curitiba. Era uma questão de tempo para que o curso, que já havia crescido de 16 para 32H, ganhasse novos níveis de conhecimento, e uma metodologia ainda mais diferenciada, onde a etapa final se baseia na relação direta professor-aluno.

Em 2016, o Shiatsu Emocional tornou-se a principal formação da Escola de Shiatsu SHIEM, opera por vontade própria. Outros professores dão o curso. Outros profissionais atual com a mesma qualidade que eu, e até melhor, porque eles são eles mesmos, e talvez sejam ainda melhores.  Em breve, novas teorias e práticas começam a se desenhar, de minha parte e de outras pessoas, pois o Shiatsu Emocional não para de evoluir.

É uma satisfação muito grande relembrar os três primeiros grandes marcos formativos que orientaram os principais fundamentos do Shiatsu Emocional nesse momento.

Durante esses anos, nunca esqueci das pessoas, lugares e situações que fizeram amadurecer a trajetória do Shiatsu Emocional. E foram tantos que seria injusto anunciar aqui e correr o risco de deixar faltar alguém.

Vida longa e próspera ao Shiatsu Emocional!

Nossos cursos, Perguntas e Respostas

Quais são os objetivos de quem ingressa em nossa formação?

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Curso de Shiatsu SHIEM: Objetivos a serem alcançados de acordo com o interesse de cada um

Há muitas motivações para se aprender Shiatsu. De ferramenta de autoconhecimento até um passo a profissionalização, o Shiatsu oferece novas perspectivas na vida de alguém.
Montamos nossa formação pensando em cada um, e o que desejam do Shiatsu. São três níveis diferentes, onde a pessoa avança de acordo com o que lhe interessa. Nada de investir tempo/dinheiro/energia na direção de conhecimentos desnecessários. Valorizamos você, respeitamos e incentivamos sua inclinação.
Basicamente, os níveis de formação da Escola de Shiatsu Shiem identificam as grandes motivações pelos quais alguém busca o trazer os saberes do Shiatsu para sua vida:
 
1. Adquirir uma ferramenta para a própria vida e as relações, conquistando o domínio de um Shiatsu básico e seguro.

> O interessado ficará satisfeito com nosso curso inicial – nível básico (32 + 28H)

2. Adquirir novas e completas ferramentas, caso seja um profissional de saúde, ou melhorar a qualidade do que aprendeu, caso seja um praticante básico.

> Terapeutas diversos decidem parar aqui, em nosso curso de nível intermediário (120H), pois já adquiriram uma semi-maestria técnica no Shiatsu e bastante conteúdo de Shiatsu Emocional.

> Praticantes em geral descobrem um mundo bem maior do que imaginava, e avançarão para a última e maior etapa.

3. Tornar-se um praticante de Shiatsu profundo, atuando com uma terapia não só para o corpo mas principalmente, através dele, atingindo suas emoções. Adquirir maestria no Shiatsu Emocional e amadurecer com a experiência no tempo.

> Chegar ao nível avançado (Mín. 1000H – variável*) Essa é a motivação de quem quer ir muito fundo no Shiatsu, o que por vezes só é descoberto a medida que se avança.

* Saiba com detalhes como funciona o nível avançado e os demais clicando aqui: https://shiatsuemocional.wordpress.com/2014/12/31/como-e-a-formacao-em-shiatsu-escola-de-shiatsu-shiem/

Conheça nossa escola! Converse conosco! Seja Bem vindo!

Entrevista Arnaldo V. Carvalho
Clipping/Imprensa, Livros, videos e Indicações

Vídeos esclarecedores

Dividido em duas partes, a entrevista concedida ao Centro Terapêutico BioMedere pelo prof. Arnaldo V. Carvalho traz uma série de conceitos fundamentais que embasam o Shiatsu Emocional e ainda, nosso programa formativo.

Uma entrevista imperdível e esclarecedora, que dispensa maiores comentários.

Shiatsu e Menstruação
Artigos e afins

Shiatsu, Menstruação e o Ciclo Hormonal Feminino

O ciclo menstrual, suas épocas

e como o Shiatsu interage beneficamente

com cada uma delas

Por Arnaldo V. Carvalho*

O Shiatsu contribui para o retorno a homeostase – o equilíbrio fisiológico natural –  ao lembrar ao corpo-mente de seus ritmos essenciais. Tais ritmos em grande parte são orquestrados no corpo humano pelo sistema endócrino, através da produção sistemática e on demand de hormônios. Na mulher, os hormônios sexuais têm papel marcante na vida física e emocional, traçando perfis cíclicos diversos, de curto prazo (ciclo menstrual), longo prazo (fases da vida), e de acordo com as interações dessa mulher com a vida (o que inclui a gravidez, as atividades físicas, os efeitos de sua alimentação, etc).

Este artigo terá como foco as fases do Ciclo Menstrual sob o ponto de vista psico-energético. A abordagem apresentada se situa na ausência de fecundação (gravidez) ou intervenções artificiais, e ilustra como o Shiatsu pode fazer a diferença na promoção e manutenção dessa delicada e poderosa balança hormonal feminina.

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Importante aspecto da sexualidade humana, o ciclo menstrual em nossa cultura é pouco compreendido para além de sua estrutura mecânica (isto é, o conhecimento básico anatômico e fisiológico), e vêm sendo há gerações considerado uma espécie de “infortúnio” da mulher. Contudo, um olhar mais profundo sobre o mesmo poderá produzir como resultado uma nova mentalidade, na qual o gênero  feminino entra em conciliação com seu ritmo interno, e este entra em sintonia com o ritmo da Coletividade e da Terra.

Mito: A mulher menstruada não deve praticar Shiatsu (texto como legenda)
Mito: A mulher menstruada não deve praticar Shiatsu                   É comum que as praticantes sejam desencorajadas a receber uma sessão de Shiatsu quando da época de sua menstruação. O argumento é: Como a movimentação de energia promove o equivalente em movimentação sanguínea (“O Ki move o Xue”, diz a Medicina Tradicional Chinesa), então o fluxo menstrual se acentuaria. De fato, e sobretudo na estimulação de pontos específicos, pode haver descida do sangue, durante ou após a prática. Poucos sabem, contudo, que o Shiatsu bem sucedido apenas facilita os mecanismos fisiológicos de limpeza, o que quer dizer que o aparelho reprodutor feminino concluirá sua tarefa com mais eficiência. Ou seja, não haverá perdas sanguíneas para além daquela que já é prevista, apenas a mesma se definirá com brevidade. A melhora de possíveis desconfortos como cólicas, inchaços, indisposição, dores de cabeça, etc., desaparecerão naturalmente, a medida que a mulher recupera sua capacidade autorregulatória. Portanto, o Shiatsu (praticado por quem tem o preparo para lidar com esse período) não só não é contraindicado como pode ser uma das grandes experiências positivas dessa fase.

Se observarmos bem, o ciclo menstrual possui um ritmo assemelhado ao das lunações, correspondendo aproximadamente a 28 dias (quatro semanas).  Mulheres de diferentes tradições, no Oriente e no Ocidente, vêm compreendendo que o fenômeno não é mera coincidência, e ao utilizarem essa correlação para harmonizarem-se com os aspectos singulares de cada fase, permitem que o organismo interaja dinamicamente com o “compasso da Vida”1. Repetidamente, elas comprovam que o ritmo corporal tende a sintonizar-se com o ritmo lunar. Isto, é, suas emoções, sua produção hormonal, etc., passam a corresponder com as fases da lua –  o astro que interfere nas marés dos oceanos e também nos líquidos e humores humanos.

Alinhada, a mulher tem reduzidos (ou eliminados) os desconfortos da TPM. Com atenção e percepção, seu fluxo menstrual tende a coincidir com a lua nova; e deste “ponto zero” do ciclo, um intenso processo de autodescoberta e afinação interna surge em seu interior. As fases lunares e da menstruação também coincidem com o ciclo terrestre das estações, utilizado pela Medicina Tradicional Chinesa para a compreensão dos fenômenos de expansão e recolhimento. Tais fenômenos são recorrentes em tudo o que é naturalmente cíclico. Desse modo, operam os movimentos do dia e a noite, das estações, da gravidez-parto, do orgasmo, do fluxo menstrual, das diversas balanças bioquímicas que o corpo mantém. Pelo que os físicos especulam matematicamente, mesmo o Universo conhecido está em expansão atualmente. Sempre haverá um momento de expansão máxima, um período em que se inicia um recolhimento, e um período de máximo recolhimento, para de novo a energia tornar a expandir-se.

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Esse é o princípio primordial do Tao, a chamada Lei do Yin e do Yang, conhecida em todo o Oriente. Através do conhecimento da natureza universal Yin-Yang, os orientais puderam traduzir a própria vida. Reconhecendo os princípios do Yin e do Yang, as fases de expansão e recolhimento, a mulher tem a oportunidade de compreender profundamente o papel das mudanças hormonais, e como cada momento a prepara para uma vivência distinta. Tratemos então de estabelecer na perspectiva energética do yin-yang, algumas dessas relações entre as fases da lua, o ciclo hormonal e seus aspectos emocionais e físicos a medida que o ciclo menstrual avança na mulher.

 

A menstruação conforme a natureza yin-yang e a atuação do Shiatsu em cada fase

Lua crescente

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Com a finalização da menstruação, o ovário retoma a cada dia taxas mais elevadas de produção dos estrogênios. O corpo ganha fôlego para fazer brotar o novo óvulo.  O estradiol crescente tonifica a energia da água e faz crescer osso, unha, cabelo e faz o sangue correr (efeito vaso dilatador). A fase da lua em sintonia com este processo é a crescente. Durante esse período de frescor e leveza, a energia yin começa sua piracema na direção do yang. Uma energia primaveril cheia de vigor, toma conta do estado de espírito da mulher, e torna o período ideal para a prática de exercícios, para o encontro de parceiros sexuais, enamoramento, experimentações descompromissadas da reprodução. Mente limpa, é hora também de observar os caminhos e tomar decisões, ou colocar em prática o que se cultivou interiormente no ciclo anterior.

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As neoreligiões2 a resgatar o culto à Deusa e ao feminino associarão esse período ao arquétipo da Virgem, receptiva a novas experiências, a viver com alegria. O Shiatsu na fase crescente é uma experiência sensorial prazerosa, e conecta a mulher a esse espírito jovial. Ele facilitará a escolha dos caminhos equilibrando os Meridianos do Fígado e da Vesícula Biliar, advindos de intensa atividade e agora em fase leve e dinâmica por natureza. Alongamentos passivos serão especialmente explorados, e os meridianos tendem a se mostrar reativos, o que torna a fase útil para iniciar a emersão de profundos sentimentos a serem trabalhados ao longo do ciclo.

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Lua cheia

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Em uma semana, a lua estará cheia, correspondendo na mulher ao momento da ovulação, a fertilidade de volta. Intensa, a mulher vive o seu verão interno, o yang máximo no exterior3. Ela está no auge de seu feminino, e essa é sua fase expressiva.

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A mulher atenta ao seu corpo e seu ritmo perceberá o momento com total transparência: a mudança de sua temperatura, seus fluídos, seu temperamento. A progesterona tempera o Elemento Fogo e faz os meridianos do Triplo Aquecedor e da Circulação-Sexualidade encontrarem-se em seus picos de atividades. A energia do masculino forte, percebida em traços fenótipos e ferormônios que indiquem competência imunológica e testosterona podem tornar parceiros assim ainda mais atraentes.

A sexualidade se bem resolvida, agora alcança um momento mais responsável, estável, esplendoroso.  É o momento de presentear, de oferecer o máximo de sua sabedoria ao mundo; A empatia – sensibilidade para com o outro – está aumentada, o que pode conferir aspectos maternais a mulher, mais cuidadora e provedora. A jovem moça estará mais atenta ao bem estar de suas amigas; A mocinha, ao bem estar de seu cachorrinho, e a mulher adulta, a seus filhos e mesmo atividades profissionais que requeiram atenção.

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Naturalmente, trata-se de um tempo de recolher sementes – impressões, ideias, o que vem do Outro e faz bem. Em termos práticos, um bom momento de experienciar impressões de vida, bom momento de receber o que as pessoas escolhidas na primavera tem a oferecer. É o bom uso da sementinha de yin que brota no pleno yang. Uma nuvem de pensamentos alheios se mistura com os individuais, e se a circulação de energia não trabalha bem, pode haver discreta redução da capacidade auditiva e visual – prenúncio inclusive de uma possível instalação de TPM.

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Pode ser igualmente a boa oportunidade para expressar o que se sente, fazer ajustes na dinâmica conjugal. Tudo é intenso, e se o foco for o prazer e a paz, assim será!

A mulher que faz Shiatsu manterá seu pensamento claro e aguçado, em meio a profusão de pensamentos e sensações típica da fase. Escolherá os encontros certos, buscará as emoções certas. O Shiatsu equilibrará a energia do verão, do fogo, e assim haverá espaço para ações de grande consciência, mas também de grande prazer e  abundância. O Meridiano do Coração será particularmente beneficiado, e tal benefício se estenderá naturalmente aos demais, sendo este o coordenador de todos os outros. Ao longo dessa semana, o calor e a umidade atingem seu extremo e o corpo começa a desejar se refrescar. A mecânica universal do equilíbrio faz com que a energia yang comece a transformar-se em yin, gradualmente, e assim a balança se equilibra. Uma brisa fresca sopra, e o outono chega.

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Lua minguante

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O outono lunar é a sua fase minguante, e o outono feminino, o período que antecede a menstruação. A experiência feminina encontra-se em momento de grande ebulição criadora, incitando ao exercício criativo e criador4, ao magnetismo sedutor. Fazendo parte de uma cultura que bloqueia esse aspecto criativo e criador, a mulher quase sempre se apresenta mais frequentemente fora de sintonia nessa fase. E assim, a donzela sedutora da lugar a uma megera inchada – surge a TPM. O momento, que em sintonia gera grande disposição sexual, em alguns casos é revertido negativamente (marcas de repressão interna); assim, a mulher por vezes rejeita seu parceiro e evita o contato com sua sexualidade justo em momento que pede o alívio do bom contato, capaz de aliviar a intensa carga energética e hormonal acumulada. Lembremos que o outono é também análogo ao entardecer: menos luz, menos ruído, mais privacidade reserva e seletividade no encontro. E no silêncio e na magia desse setting sagrado, pode-se enxergar o que não se vê de dia: As reais necessidades, as emoções reprimidas (que se foram acumuladas nos dois períodos anteriores agora clamam com maior vigor por sua saída), os impulsos mais naturais.

“A sombra da sombra é a luz” (Newton Bonder)

Devemos lembrar que o inconsciente quer a semente, para a qual já dispõe há uma semana a sua fertilidade. Quer transmutar e multiplicar, e se não houve fecundação no período anterior, ele poderá exigir isso com determinação. O inconsciente reivindicará viver a plenitude de ser mulher, e adornará a mulher com matizes emocionais de caçadora. Os comportamentos civilizados, é claro, entrarão em choque com isso.

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No mundo em que vivemos, expressar a pleno o feminino vem sendo paulatinamente motivo de censura, em especial no campo da sexualidade. É energia da Vida, reprimida há milhares de anos, desde o nascimento, passando pela menstruação, pela expressão sexual, até a gravidez e o parto5.

 Se a mulher vem fazendo Shiatsu regularmente desde a última fase minguante, é possível que já haja sintonia e os desconfortos não surjam. De qualquer modo, o Shiatsu será de grande utilidade tanto para o presente como para tornar a mulher aberta a fase seguinte. Trabalham-se as questões que impedem a vivência da sexualidade plena, e seus efeitos quando não equilibram de imediato, se refletirão na fase correspondente no próximo ciclo. Sem necessitar do uso de palavras, o Shiatsu conversa com o inconsciente e lhe mostra novos caminhos de fecundação, novas produções, e maneiras de canalizar os impulsos da vida – sexuais – de modo a permitir essa mulher reconhecer-se como mãe de sua própria história, a valorizar o legado que sua existência certamente deixa a tudo o que a tange. É uma época maravilhosa para se trabalhar os meridianos do Intestino Grosso e do Pulmão, que fazem circular pelo ser a experiência do recolhimento e a virtude do desapego. A respiração, a possibilidade de se interiorizar será facilitada a medida que o Shiatsu é realizado. Em sua vida particular, a praticante que recebeu Shiatsu conseguirá vivenciar o contato sagrado com o prazer de viver, e terá muita inspiração para as artes humanas. Os Meridianos Yin ganharão força e os Yang aceitarão a transformação.
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Lua nova

A medida que o sistema hormonal se encontra no extremo yin é que baixa seu ritmo e finalmente a mulher se encontrará com o inverno psíquico. Em quase todas as culturas, o período menstrual é período de recolhimento. De certa forma, tem algum contexto de luto – de solene reverência a morte do corpo lúteo, do óvulo descartado, da descamação uterina. É o fim do fim, o recomeço, o ponto zero, o início do novo ciclo.

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O mundo moderno alterou essa forma de lidar com essa fase, pois hoje vivemos sob o regime das 24H, sete dias por semana, o ano inteiro. Ninguém quer parar, nunca. Mas, do ponto de vista do corpo e sua história genética, a menstruação pede reflexão, viver o presente, regar as flores, oferecer a terra e não ao corre e corre da vida urbana. Claro que a sexualidade, nessa fase, assume um tom muito diferente. Há uma liberdade diferente no ar, o gostoso de se viver esse momento é análogo ao prazer de se aquecer no inverno! Mulheres menstruadas em sintonia revelam uma personalidade associada a das feiticeiras . Sem dúvida, a feiticeira ou a bruxa povoa o imaginário como aquela que transgride o sistema social que abafa o feminino. É a mulher que desafia o masculino e transa livre com sua menstruação, a valoriza, a entrega para a Terra, e assim se prepara, como etapa de transmutação, ao novo ciclo. É em seu recolhimento para permitir sair, que finalmente compreende em seu íntimo a natureza das paixões. É momento de curtir a descida, pensar menos, e sentir mais. Livros e dietas desintoxicantes são companheiros maravilhosos deste momento, bem como o Yang suave (como sol tépido ou um abraço aconchegante do masculino – pai, companheiro, irmão). Ir de encontro as raízes, visitando parentes queridos pode ser uma ótima pedida.

O Shiatsu nesse período é o parceiro da atitude de calmaria. Os meridianos do Rim e da Bexiga serão particularmente beneficiados. Respirações especiais podem ser orientadas. É belíssimo de ser aplicado após imersão em águas naturais, completando a mensagem de relembrança do mundo para esse corpo feminino: o momento é de limpeza e paz.  
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Após esta pequena dissertação, torna-se natural o raciocínio de que, se o ciclo lunar é inevitável, o ciclo menstrual também deveria ser, salvo por interrupção oriunda de gravidez. Desse modo, suas fases são igualmente naturais, e caso o processo esteja sendo manipulado por anticoncepcionais, poderíamos ao menos sincronizar o momento da menstruação com o momento lunar adequado. Quem sabe assim dá-se um primeiro passo em direção a percepção do próprio corpo, e com o tempo, este pode receber a permissão de reapropriar-se de seu ciclo, com a mulher mais dona do próprio corpo, mais em acordo com o próprio ritmo interno, mais coesa e portanto mais coerente em suas ações mediante o que sente e vive em seu mundo interno.
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Tian Gui e Os meridianos cicladores

Os preceitos de saúde do antigo oriente, sempre indivisíveis de sua filosofia, consideram a capacidade de menstruar como de virtude divina, oferecida a partir de Tian Gui.  Nesta racionalidade de origem chinesa, Tian, o Céu , e Gui, o último dos dez troncos celestes, trazem à mulher “a água yin do Céu”. Beleza extremamente sutil de um movimento de vida que precisa ser renaturalizado, e assim re-sacralizado, para permitir a mulher atingir sua maturidade sexual, e vivenciar inclusive o sabor pleno de suas eventuais gravidezes.

Divino, celeste, atribuições Yang por essa mesma filosofia. Onde estará sua outra parte, complementar, para que a existência se concretize? O Yin do Céu é a Terra, para onde a menstruação natural é oferecida. E a Terra, onde a vida humana se desenvolve, é a responsável por tudo o que é cíclico no planeta e dentro do corpo de homem e mulher. Tal papel é desempenhado por dois Meridianos: o do Baço-Pâncreas e o do Estômago – os Meridianos Cicladores. Esse par, que representa a força da Terra é tão importante que em tempos antigos se considerou que, uma vez regulados, todos os demais se regulam (ou seja, podem-se tratar todas as questões energéticas utilizando somente esses). São os Meridianos da Terra que regem as transições de uma estação para outra, e de uma fase hormonal para outra. São eles que determinam que “é a hora”, mantendo tudo em seu devido lugar, nas proporções corretas em encaixe perfeito no tempo que deve ser. Baço-Pâncreas e Estômago encaixa a matéria no tempo, e assim, os ciclos podem existir. Você já escutou o som da terra? Vá ao Instituto Inhotim, em Minas Gerais, e presencie. Imagine que o ritmo pulsante do Shiatsu remonta ao ritmo profundo da Terra. Imagine que ele é capaz de lhe regular, fazendo circular a energia, fazendo o complexo se tornar simples, ajudando a criar e filtrar a energia da Vida para uso do corpo humano. Quanta força de equilíbrio tem o bom Shiatsu, que sabe usar a Terra, o centro do corpo, para fazer os demais meridianos se comunicarem e gerarem uns aos outros!

Poderíamos ainda citar outros meridianos profundamente relacionados com o fenômeno da menstruação, como os Maravilhosos Ren Mai (o “Mar do Yin”), Du Mai (que conecta o útero ao Rim, sede da energia ancestral e da própria vitalidade latente), Chong Mai (o “Mar da Energia Vital e do Sangue”), Dai Mai (que coordena os três anteriores). Mas o fato é que o assunto não se esgota com facilidade. Muito mais há que se dizer da Menstruação, das energias fluindo e se transmutando nesse processo, da magia do feminino, da regência lunar sobre fluídos humanos, sobre o Shiatsu. Muito o Shiatsu pode contribuir para a promoção da capacidade autorregulatória da mulher acerca de seus ciclos. Torcemos que homens e mulheres que leiam este texto sejam tocados pelo espírito dos ciclos e incentivem-se a redescobri-los e viver conforme suas fases. 

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Notas do autor 1. A influência das lunações sobre o ritmo humano é amplamente reconhecido por estudos demonstrando a clara relação estatística entre nascimento, morte, surtos psicóticos, crescimento de plantas e animais, etc., com fases específicas da lua. 2. Chamamos aqui de neoreligiões os movimentos espirituais modernos (originadas do século XX aos dias de hoje), baseados ou não em preceitos de fé mais antigos. No caso da valorização do feminino e da relação de humanos e natureza – o que inclui a lua -, diversas correntes abordam o assunto. A analogia arquetípica das Deusas e a fase da lua são tipicamente neopagãs. 3. O yang máximo na vida psíquica da mulher corresponde ao yin máximo de sua fisiologia, ou seja, o auge de sua feminilidade. 4. A capacidade de criar em nossa sociedade está em conflito com a tradição, o conservadorismo, o desejo de se efetuar a manutenção do status quo. É na criatividade que são vislumbradas alternativas ao modo de vida insatisfatório, é no potencial sexual (criador) que o ser humano representa a si em versão renovada, a ser instrumentalizada com ainda mais capacidade de adaptação e sucesso em relação ao meio. 5. Na verdade o controle sexual como mecanismo de concentração de poder é observável em muitas espécies animais, sobretudo em mamíferos, com particular sofisticação entre os grandes primatas (saiba mais através das publicações de Desmond Morris e a ciência da Etologia). Estudos atuais sugerem que pelo menos desde o neolítico o ser humano investiu em estratégias de controle sobre o instinto materno, e vestígios deste e outros comportamentos de controle sexual são notadamente incorporados em sociedades arcaicas por todo o mundo. Os rituais em torno da menarca, dos períodos menstruais, da gravidez, do parto e da amamentação quase sempre estabelecem códigos repressivos a serem incindidos sobre o corpo e o comportamento da mulher, a despeito de coexistirem por vezes com outros simbolismos de valorização do feminino (saiba mais através de Michel Odent, Joseph Campbell, e outros autores).

* O naturopata Arnaldo V. Carvalho estuda e pratica o Shiatsu desde 1993. É Membro da Associação Brasileira de Shiatsu, da equipe Parto Ecológico, e autor do livro “Shiatsu Emocional”.

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