Artigos e afins

O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 5

Na parte anterior, aprendemos sobre a importância de ultrapassar o Eu, e como isso pode ser alcançado através do Shiatsu como atividade meditativa. Transpessoal(1), o Shiatsu revela, através de sua peculiar forma de contato, a história da vida na terra, da humanidade, do ser aqui-agora enquanto desdobramento de tudo o que existiu até hoje, passado de tudo o que existirá. No que se refere a seu papel no tempo-espaço, não é possível desconectá-lo a ideia de ancestralidade, profundamente arraigada na cultura espiritual do Japão.

https://shiatsuemocional.files.wordpress.com/2017/03/9e859-2006_0519akameguchi0007.jpg
Botsudan com seus Ihais em destaque

O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 5

Por Arnaldo V. Carvalho*

 

Entre mestres, dinossauros e avós

A família Kakeya, de onde descende um de meus sobrinhos, possui mais de três dezenas de plaquinhas (ihai) com dados sobre as diferentes gerações familiares que passaram pela Terra. São mais de mil anos de ancestralidade observada através dessas placas, cuidadosamente abrigadas em um Botsudan (altar familiar) (2), ainda no Japão. Através dos ihai devota-se tempo, respeito, pede-se proteção, e uma parte importante dos propósitos da vida são finalmente compreendidos. Na espiritualidade japonesa, todos estão conectados às suas famílias formando uma rede de mútuo débito, criando-se um senso de servir a essa linha infinita de desdobramentos que se formou. A contrapartida a essa conexão é garantir o acesso aos talentos e capacidades (virtudes) dessa linhagem, lapidadas ao longo das gerações e oferecidas através do DNA. Por isso, aos descendentes, tal percepção não soa como obrigação, mas como um direito. Como disse o conhecido monge zen-budista (3) Thich Nhat Hanh, trata-se de uma “prática de olhar para o fundo de nós próprios para reconhecer a presença dos nossos antepassados em nós, em cada uma das nossas células”. A afirmação oferece um sentido de continuidade do outro, ou melhor, continuidade de uma linha infinita de existência de um no outro.

 

Esse é o mais complexo dos temas de nossa série, visto que a visibilidade das ações do Shiatsu calcadas nos valores ressaltados pelas tradições da cultura espiritual japonesa, até aqui, eram bastante claras, enquanto que, ao longo da prática terapêutica, o contato com mestres, a ancestralidade, a história da Vida na Terra aparenta ser imperceptível. Porém, assim como não se pode compreender a espiritualidade japonesa sem a noção de tais relacionamentos metafísicos, também não é possível perceber de onde surge a profunda sabedoria nos atos, movimentos, palavras e silêncios no momento em que se faz a prática do Shiatsu.

 

Diferente dos tópicos sobre os quais nos debruçamos nos artigos passados, a conexão com a ancestralidade não se faz diretamente: a contemplação, a meditação, a busca pelo essencial e puro são os instrumentos de evocação de tal religare. Assim, ao se manter o ritmo do Shiatsu, atinge-se o Shiatsu Meditativo, e une-se à Fonte. Nos portais do Puro, aguardam nossos entes queridos, que tendo ascensionado (budismo) ou retornado à natureza essencial (xintoísmo), nos servem de guias para a jornada de equilíbrio através do corpo.

 

Pressionar e remover, pressionar e remover, pressionar e remover…

Inspirar e expirar, inspirar e expirar, inspirar e expirar…

Expandir e recolher… Expandir e recolher… Expandir e recolher…

 

Costumo dizer aos meus alunos nipo-descendentes que para eles é mais fácil… Afinal, não precisam aprender Shiatsu, é só “lembrar”. O que lhes peço é que (re)estabeleçam essa ligação. Os que conseguem parecem automaticamente passar a “saber” Shiatsu como praticantes de longa data. Esse fenômeno é testemunhado por mim, por outros alunos, e percebido pelos próprios muitas vezes. “Lembrar” é refazer o laço com a rede ancestral, e com ela, a sabedoria acumulada por gerações estará operando durante o Shiatsu de quem o evoca.

 

Além do Eu

https://larvalsubjects.files.wordpress.com/2009/04/milkyway.jpg?w=300

Se voltarmos mais e mais no tempo, inevitavelmente transpassaremos os ciclos evolutivos e alcançaremos o ancestral comum a todos os humanos, e antes ainda,de todas as formas de vida na Terra.

 

Na filogênese do desenvolvimento humano (do embrião à postura bípede), revivemos essa história: como o surgimento da vida do planeta, a célula matriz (ovo) desenvolve-se na mãe em ambiente aquático-salinizado; a embriologia demonstra a formação do corpo passando por uma fase mórfica assemelhada a girinos e répteis; já no ambiente extra-uterino, o desenvolvimento motor sugere associação com a evolução animal, obedecendo a ordem de aparecimento dos diferentes esquemas locomotores (rastejante > quadrúpede > bípede).

 

Desse modo, a linha ancestral passa por toda a história da Vida, e nos convida à compreensão de nosso potencial cósmico, implicado no relacionamento inter-espécies, do Tempo e do Espaço, e enfim, na experiência além do Eu.

 

On

https://i1.wp.com/fudoshinkan.eu/wp-content/uploads/2014/10/Tenpeki-Tama%C3%AF.jpgA palavra “on” pode ser traduzida como “gratidão incomensurável” no Japonês. Essa infinitude se estende para além da linhagem familiar, e alcança os mestres de todos os saberes aos quais nos desenvolvemos ao longo da vida. Por isso, a crença zen Budista crê em uma “segunda ancestralidade”: uma espécie de conexão voluntária a um continuum energético específico. No caso deles, creem no Caminho do Buda, do qual todos os que ascenderam na terra fazem parte. Egrégoras específicas, portanto, podem ser acessadas através do mesmo sentido de afinidade / familiaridade com o qual nossa mente/espírito se enleia. Por exemplo, se estou alinhado com o Shiatsu, todos os que também estiveram no passado tornam-se meus ancestrais nessa corrente. Assim, e por isso mesmo, devemos prestar reverência a nossos mestres (nossos ancestrais recentes), aos propagadores do Shiatsu, e seus pioneiros.

 

Talvez por isso, não seja raro ouvirmos relatos de praticantes de Shiatsu – e eu mesmo já vivi essa experiência em consultório algumas vezes, de um cliente que em sua sessão comentou: “vi um chinês ali no canto da sala”, ou “fechei meus olhos e senti que era visto por orientais que me acalmavam, parecia que a medida que recebia o Shiatsu outras mãos trabalhavam em mim”. Fantasia ou percepção metafísica?

 

Sugerimos aqui ao praticante que, antes de iniciar um dia de prática, procure estabelecer tal conexão. Respirar e lembrar de cada um dos antepassados e mestres que reconhecidamente foram importantes para si e para a Egrégora do Shiatsu. O resgate à memória empodera o presente, renovando laços com a sabedoria acumulada por gerações. Na reverência à ancestralidade, pai, mãe e mestres são o Cosmos, são Deus.

 

***

NOTAS:

 

  1. Transpessoal é um termo usado na filosofia e na psicologia, para descrever experiências e percepções de mundo que ultrapassam a individualidade.
  2. Altares familiares são muito comuns nas casas japonesas (60% nas metrópoles e mais de 80% nas zonas rurais. Os do xintoísmo são chamados kamidana e os do budismo, botsudan. A função em ambas as tradições, entretanto, é basicamente a mesma
  3. O Zen é o budismo nascido no Japão. A história conta que deriva do C’han, corrente do budismo que recebeu na China as influências do Taoísmo. No Japão, sofre influências do Xintoísmo e assume sua forma final, Zen. Há muitas correntes de Zen Budismo, em todo o mundo, sendo as principais a Soto e a Rinzai.

 

Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu desde 1993 e o ensina desde 1999. Dedica-se há mais de uma décadas a compreender as origens desta prática para além dos livros. É membro fundador da Associação Brasileira de Shiatsu – ABRASHI, autor do livro Shiatsu Emocional e de dezenas de artigos sobre o tema.

 

Leia o ensaio completo:

 

Leia também:

https://japaocaminhosessenciais.wordpress.com/2014/11/06/a-espiritualidade-japonesa-e-seus-tesouros/

Anúncios
Artigos e afins

O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 3

O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 3

Por Arnaldo V. Carvalho*

 

Ressaltamos, na parte anterior, sobre a importância da limpeza e purificação, na sociedade japonesa, em continuidade à ideia de que, quando o Shiatsu se dissocia dos costumes e tradições que regem sua cultura originária, ele perde parte de seu potencial. A pureza é o fator fundamental no aproximar o ser humano de sua própria essência e assim torna-se ente cósmico da existência (Kami). Agora, passemos por uma outra tradição igualmente valiosa – a do Jardim Japonês, igualmente parte de uma cultura tanto espiritual como cotidiana naquele país.

Corpo, Jardim Japonês

1

 

Shiatsu é cuidar e contemplar o jardim da Vida. Em cada indivíduo, no corpo-mente de cada um, a vida pulsa, o jardim floresce e se renova diariamente. A tradição japonesa de se planejar, construir e usufruir de jardins com rara beleza oriunda da combinação de elementos naturais e humanos nos ensina sobre a natureza do próprio Shiatsu.

 

O Jardim Japonês (日本庭園 nihon teien) busca ser um reflexo, uma expressão de quem o criou e o cuida, e ao mesmo tempo, tenta se fazer refletir no interior de quem o observa. Seu sentido se produz na conexão do exterior (ambiente, pessoas) com o interior (mente, energia), e por isso, ao observá-los podemos sentir sinestesicamente que há um propósito maior que apenas uma beleza estética.

 

Locais assim, criados para representar a Perfeição Cósmica da Vida e da Natureza, fazem parte do imaginário japonês desde a antiguidade. Jardins míticos e montanhas dotadas de rara beleza entre os elementos de sua paisagem são citados nas mais antigas poesias no país(1).

Image result for nihon teien

Suas remotas origens datam dos primeiros séculos, quando já se indicava a percepção milenar de que o Sagrado habita onde a harmonia se faz. Desse modo, os primeiros jardins eram locais naturais de privilegiada beleza, santuários bem cuidados pelos habitantes da Ilha Maior do Japão (Honshu). Por alguns séculos, foi assim, até que no período Asuka (por volta do século V), com a influência do Taoísmo e a chegada do budismo como fenômeno religioso, cultural e tecnológico, é que os jardins foram tornando-se alvo de planejamento e miniatura de paisagens imaginárias, com seus diferentes estilos tomando a forma como as que conhecemos até hoje.

 

Organicismo

pa_body_s

 

Observar a sociedade, o cosmos, a vida e estruturas humanas organizadas como um corpo vivo é também uma maneira de abstração e compreensão observável das diferentes culturas, através do tempo. Pensar no jardim como representação do corpo, seguindo ideias organicistas nos parece reflexão inevitável, pois nos ajuda a fazer dialogar o Shiatsu – cuja prática está calcada no equilíbrio do todo através do corpo – e a ideia de jardim, com seus diversos elementos que precisam encontrar uma unidade harmônica.

 

Assim como cada órgão ocupa um espaço e uma função no corpo, devendo trabalhar em harmonia pelo todo, os diferentes elementos presentes no jardim japonês também o fazem, criando uma unidade essencial. Pontes, lanternas, lagos, plantas, rochas, peixes, cada um tem um símbolo e um completa o outro. Símbolos da vida estão todos lá, elemento por elemento, interagindo entre si.

 

As rochas no jardim japonês, por exemplo, são repletos de significado, que variam segundo tamanho, posição, natureza e forma. Frequentemente, por exemplo, são agrupadas em somas auspiciosas: duas, três, cinco ou sete, embora; contudo, pedras colocadas individualmente exibem a representação da espontaneidade.  A combinação das rochas com a água representa o yin e o yang, e por falar nela, a direção de seu fluxo é muito importante. Se flui do leste para o oeste eliminará o mal, e do norte para o sul representa a atração mútua de yin-yang e portanto atrai boa sorte. Pontes simbolizam a possibilidade de continuidade de um única caminho através do relacionamento de duas partes antes separadas. Em jardins de areia, as estrias feitas com ancinho representam correntes de Ki (energia vital). Plantas com diferentes ciclos vitais são colocadas de forma a transparecerem as 4 estações. O ritmo da vida e os ciclos. Lanternas chamam a atenção para um caminho ou nicho específico.

 

O que serão nossas rochas e águas internas? Como podemos perceber lanternas e pontes no corpo na comunicação não verbal de tocar e ser tocado no Shiatsu? Fica o convite para a meditação em torno do tema.

 

Metáfora Universal

 

Jardim como representação de harmonia não é exclusividade oriental. Na cultura-judaico cristã, o paraíso é representado como um “jardim perfeito”, e a punição divina pelo pecado é justamente a expulsão de tal paraíso. Não havendo o conceito de “humano pecador” na cultura original japonesa(2), a busca pelo estado edênico é mais uma maneira de reconhecer o interno no externo e vice-versa.

 

Para além de culturas, a relação do Homo sapiens com a estética e sua representação interior de harmonia natural é aparentemente intrínseca a condição humana.

 

O manejo do jardim, suas consequências, seu propósito são metáforas permanentes para as atitudes humanas, e estão bem representadas no filme “Muito além do Jardim”.

 

Quando o Shiatsu se reencontra com a Unidade na representação do Jardim, portanto, alinha-se novamente com as antigas tradições que compõem a cultura japonesa, e mais profundamente, com o sentido de humanidade que habita a cada um para além dos povos.

 

Arte de cuidar

 

Caso o jardim interior esteja bem cuidado, ele permanece em equilíbrio, a contemplação se torna fluída e a mente é alimentada pelo sentido simples de cuidar para viver. Chegamos, pois, ao âmago da experiência de ser terapeuta.

 

Jardins Japoneses não são belos sem esforço. O equilíbrio não se faz somente esperando cair do céu. Um paradoxo do pensamento oriental é uma das máximas do taoísmo: a abundância vem se você estiver no lugar certo, na ação certa. Assim ela vem, e sem esforço. Desavisados têm negligenciado a ação certa e passaram a imaginar que o sucesso não requer esforço, apenas estar no “lugar certo”. A metáfora do jardim ensina que o lugar certo é o que você faz dar certo. Planejar o jardim da Vida, o espaço que ele ocupa, cuidar para que ele esteja sempre em harmonia, é tarefa diária. Shiatsu, principalmente sua base tradicional, é atividade diária.

 

Todos os dias se removem as daninhas. Todos os dias removemos negatividade de nossas mentes. Todos os dias se renovam as águas. Todos os dias nos alimentamos bem e respiramos bem, renovando o sangue. Todos os dias se protege o que for delicado dos fortes ventos. Todos dias as nossas emoções mais sutis são protegidas. Todos os dias se verificam os musgos das rochas. Todos os dias nos alongamos para a saúde dos ossos, de nossa estrutura. E tudo isso se faz com contato. Toque. Contato. Toque. Shiatsu.

Image result for caring japanese garden

Arte de contemplar

 

O hanami (que quer dizer “ver as flores” é a semana de contemplação das Sakuras – flores de cerejeira. No Japão, na época do hanami há um grande feriado nacional. As pessoas são liberadas para estenderem esteiras nos gramados de parques, jardins e quintais, e simplesmente apreciarem. Todos querem fazer contato com a natureza, sua delicadeza, perfeição, impermanência, e assim reverenciarem o Estar Vivo.

 

Image result for mokiti okada satoryA Contemplação é, para a cultura japonesa, motivo não só de relaxamento, mas de elevação espiritual. Mokiti Okada(3), fundador da Igreja Messiânica, ao contemplar a evolução de sua pipa no céu alcança o Satori(4) e se ilumina. Os exemplos da iluminação pela contemplação são inúmeros e estão presentes das mais diferentes religiões do Japão.

 

A atitude  do Shiatsu mais uma vez é comparável com um passeio de contemplação por um jardim japonês. Esse jardim-corpo é motivo de cuidado e reverência, regozijo e conexão.  

 

Receber Shiatsu é poder contemplar o próprio jardim interior, e a ação do tempo sobre ele. O terapeuta é sol e chuva, dia e noite, e o praticante, observador de si mesmo, paisagem onde a Vida acontece. E o que faz parte do ato da contemplação? O silêncio. O Shiatsu precisa do silêncio. Não estamos nos referindo a não falar. É preciso ir além. Os praticantes de Shiatsu precisam entender que entre uma pressão e outra sobre o corpo de seus atendidos, há um silêncio. Uma pausa na partitura, que dá sentido à música do Contato. Isso é o intervalo da contemplação.

Image result for contemplating japanese garden

O terapeuta, ao mesmo tempo contemplador desse jardim sagrado, é também um jardineiro que busca ser parte da própria paisagem, busca ser a paisagem com que está lidando. A harmonia da paisagem será reflexo do Eu interno e vice-versa, pois no ato terapêutico do Shiatsu o Uno encontra sua plenitude.

 

Inclinações humanas: propósitos dos jardins das almas

 

Jardins japoneses possuem estilos variados, como existem as inclinações humanas: Há jardins de areia, destinados à favorecer a meditação através das poucas cores e do simbolismo da impermanência; Há jardins simples destinados a “preparar” o espírito de quem entrará em uma casa concebida para a Cerimônia do Chá; Há jardins-santuários, destinados à reverenciar os Kamis; e há os jardins de passeio, voltados exclusivamente para a contemplação, envolvendo seus observadores com paisagens cuidadosamente compostas.   

Image result for nihon teien

Ao entrar em contato com um jardim, é preciso respeitar sua proposta, entrar nela, ser a proposta. Desse modo, a conduta terapêutica no Shiatsu não pode ultrapassar as inclinações de seu atendido, e o atendido não deve ter expectativas maiores de seu tratamento para além do que ele e terapeuta somados realmente são.

***

NOTAS:

  1. O Man’yōshū, literalmente a “Coleção das Incontáveis Folhas” é a mais antiga compilação de poemas da poesia Japonesa. Datado do século VIII, no apogeu do período nominado “Nara”, ele reproduz poemas de tempos anteriores e do então presente.
  2. Não há conceito de pecado, mas há o conceito de desonra à família, a ancestralidade, e ao imperador – O pesar das consciências por artifícios que estimulam a culpa parece ser uma das mais universais formas de controle social e se apresenta desde tempos imemoriáveis.
  3. Mokiti Okada (岡田茂吉, Okada Mokichi) (23 de dezembro de 1882 — 10 de fevereiro de 1955) foi o fundador da Igreja Messiânica Mundial (世界救世教, Sekai Kyusei Kyo), na qual é conhecido pelo título honorífico de Meishu-sama (明主様, Meishu-Sama, Senhor da Luz).
  4. Satori, o estado de iluminação segundo a tradição japonesa.

 

Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu desde 1993 e o ensina desde 1999. Dedica-se há mais de uma décadas a compreender as origens desta prática para além dos livros. É membro fundador da Associação Brasileira de Shiatsu – ABRASHI, autor do livro Shiatsu Emocional e de dezenas de artigos sobre o tema.

 

Leia o ensaio completo:

 

Leia também:

https://japaocaminhosessenciais.wordpress.com/2014/11/06/a-espiritualidade-japonesa-e-seus-tesouros/