Em tempos de Copa do mundo, inspire-se na inteligência do esporte para melhorar seu Shiatsu!

Quando você não está com a bola

Saber usar o Shiatsu fora da sala de atendimento é um passo firme rumo ao Shiatsu Avançado

Arnaldo V. Carvalho*

 Quem já praticou algum esporte com bola sabe bem que tão importante quanto saber o que fazer com a bola no pé (ou na mão) é saber agir quando se está sem ela. Como um jogador que posiciona-se para no momento certo receber a bola, o praticante de Shiatsu entende que é seu posicionamento diante da vida que determinará sua expressão corporal ao longo de uma sessão de Shiatsu.

Dessa importante lição sobre o fazer para além do “grande momento”, podemos seguir por essa alusão, a destacar alguns aspectos que fazem a diferença:

Saber se posicionar

Estar bem posicionado é a maneira certa de receber a bola, proteger seu campo, enfim, tornar o ambiente propício à prosperidade. Lembremos de Pasteur que afirmava: “a bactéria não é nada; o terreno é tudo”. Manter o terreno adequado para estarmos prontos é fundamental. Uma vez ouvi de um cliente que “quando ele conseguisse um novo emprego iria se animar”. Uma outra disse que “se tornará muito feliz quando finalmente se der bem no amor”. Ambos tiveram muita dificuldade na vida até compreenderem que as coisas acontecem melhor, mais fáceis e mais certas quando o processo é inverso! Com o campo bem cuidado, você não está vulnerável aos desafios da vida. Eles virão sempre, para todos, mas você está pronto e será questão de tempo e oportunidade para a bola chegar a você e marcar o gol.

Ajudar o seu time a recuperar a bola

Quando a gente acha que está fora do controle de uma situação, talvez a solução não esteja numa atitude individual, mas coletiva. Reflita um pouco sobre as pessoas que compõem a sua rede de relacionamento. Verifique quem atualmente “quem é o time” no qual você faz parte. Percebe que na vida de alguma dessas pessoas os obstáculos estão maiores? É lá que está a bola. Ele precisa de ajuda. Se ajuda-lo na marcação, ele recuperará a bola, e o time poderá ir pra frente novamente. Criar condições para quem está com a bola atuar as vezes é parte importante do jogo. Normalmente a gente faz isso “levando a marcação” conosco. Ou seja, assuma responsabilidades possíveis, para aliviar seu time o suficiente para recuperar-se. Em terapia, o “time” é o terapeuta e seu cliente. Ajuda-lo time a recuperar a bola pode ser oferecer aquela palavra de incentivo, dedicar algum tempo para ouvir o cliente ao telefone, indicar um curso ou um livro, ou quem sabe fazer Shiatsu em algum familiar deste.

Mente calma, estar presente, desfrutar, respirar bem, interagir com profundidade, ter tato, tudo isso acontece quando você “está com a bola”, atendendo. Durante a sessão, quando você está com a bola, suas atitudes estão no centro da expectativa do outro; este lhe confere a maior importância, a autoridade de cuida-lo. Talvez isso lhe massageie o Ego, mas somente sendo na vida pessoal – quando você não está com a bola – aquilo que se projeta na atitude profissional é o que te torna um “craque da vida”.

 

*   *   *

 

* Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu desde 1993. Foi assistente de basquetebol em projetos comunitários em Niterói, cursou educação física e atuou como terapeuta das divisões de base de basquetebol do Clube Central na mesma cidade. Autor do livro “Shiatsu Emocional”, é da aulas e palestras sobre o tema, por todo o país e exterior.

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