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Últimas notícias do blog Shiatsu Emocional: Resumo da semana

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Entrevista EXCLUSIVA: Marcos Osaki – Shiatsu Psicossomático

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O Professor Marcos Osaki é mais um profissional de Shiatsu que percebeu a importância das emoções e da reflexão durante o processo terapeutico. Como nos conta em sua entrevista, sua técnica vai muito além dos estudos ordinários. As diferenças para com os métodos comuns é compartilhada por ele pessoa a pessoa, com todo o prazer de passar […]

Prof. Ernesto Garcia fala sobre Auriculoterapia

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Considerado um dos grandes profissionais da MTC em atuação no Brasil, o cubano Ernesto Garcia fala um pouco sobre auriculoterapia. Por que a Auriculoterapia é mais popular no Ocidente que na China? Garcia – Por causa da forte influência da França. Eles prepararam o terreno e a Auriculoterapia chinesa foi atrás. O desenvolvimento da Auriculoterapia chinesa em função dos micro-sistemas é muito jovem (séc. XIX-XX). […]

Associação Brasileira de Shiatsu em processo de formação

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Pessoas de todo o Brasil vêm se mostrando interessadas na Associação Brasileira de Shiatsu. Separamos as perguntas mais frequentes sobre o tema.  Comitê de formação da Associação Brasileira de Shiatsu Que escola vocês representam? Não representamos uma escola, estamos tentando unir os praticantes de todas as escolas e estilos. É uma iniciativa particular? É uma iniciativa coletiva. A idéia partiu da percepção de que o Shiatsu incrivelmente ainda é pouco conhecido no Brasil, e seus benefícios talvez sejam subutilizados. É preciso promover o Shiatsu, e isso será benéfico para todos os praticantes. Essa Associação não terá cargos permanentes, fins lucrativos ou […]

Arnaldo V. Carvalho responde a perguntas particulares sobre a Associação Brasileira de ShiatsuPosted:

Um praticante de Shiatsu experiente e muito interessado me fez perguntas diretas sobre a associação. Aqui foram as respostas que dei a ele. Não divulgo o nome porque não pedi autorização, apenas aproveito que as perguntas devem interessar a todos e divulgo as respostas.  […]

Watsu e fibromialgia

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Segundo Weinstein (2000), a fibromialgia é uma síndrome crônica não inflamatória caracterizada por dor vaga e difusa pela presença de pontos dolorosos (Tender Points), em regiões anatomicamente determinadas. […]

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Artigos e afins

Watsu e fibromialgia

A UTILIZAÇÃO DO MÉTODO WATSU COM RECURSO HIDROTERAPEUTICO

NA SÍNDROME DA FIBROMIALGIA (SFM)

por Juliana Russo Negrizolo

Segundo Weinstein (2000), a fibromialgia é uma síndrome crônica não inflamatória caracterizada por dor vaga e difusa pela presença de pontos dolorosos (Tender Points), em regiões anatomicamente determinadas. Outras manifestações que podem acompanhar são a fadiga crônica, distúrbio do sono, rigidez muscular matinal de curta duração, sensação de edema, fraqueza em atividade mínima ou exercício, parestesias, cefaléia, síndrome do cólon irritável, fenômeno de Raynaud, assim como a presença de distúrbios psicossomáticos como depressão, distimia, fobia simples, doença do pânico, ansiedade. (Roinzenblatt e col; 1997; Yoshinari, N. H., Bonfa, E. S. D. O; 2000)

A fibromialgia é um dos diagnósticos mais comuns nas clínicas de reumatologia. É estimado que essa síndrome abranja cerca de 15% a 20% dos casos reumatológicos dos pacientes tratados, sendo que de 92% a 98% são da raça branca. (Heymann, 1997)

A fibromialgia comumente afeta mulheres de meia idade, mas também pode afetar ambos os sexos em qualquer idade, sendo que homem em menor proporção. O distúrbio está bem disseminado. Até 2% de todos os pacientes de clínicas reumatológicas de cuidados primários e 15% de todos os pacientes de clínicas reumatológicas podem apresentar-se com fibromialgia, tornando este terceiro distúrbio reumático mais comum, vindo somente em seguida a osteoartrite e à artrite reumatóide. (Weinstein, Buckwalter 2000)

Também já há estudos que observam semelhanças nas queixas dolorosas difusas na infância (com início entre 12 e 17 anos) com as manifestações clínicas de fibromialgia. A SFM juvenil trata-se de uma doença de reconhecimento recente, com critérios definidos há pouco tempo. (Pereira, 1998)

Apesar desta síndrome dolorosa crônica ser muito antiga, sua etiologia ainda é desconhecida, mas provavelmente como em outras síndromes deve ser multifatorial, podendo estar associada com outras doenças reumatológicas.(Nery, 1999)

A fisiopatologia da SFM ainda não está totalmente esclarecida. Está claro que a fibromialgia não é uma doença psiquiátrica. Segundo alguns autores, a fibromialgia parece ser uma síndrome multifatorial (Gallinaro, 1999), na qual as alterações nos mecanismos periféricos e centrais de nocicepção e mecanismos de modulação da dor, parecem ser mais importante. (Portnoi, 1999)

Uma série de alterações psicológicas, somadas a agressões infecciosas, além de alterações do metabolismo muscular, desregulação do sistema imunológico e de alterações da fisiologia do sono agiriam sobre o indivíduo com predisposição genética que associadas com outros estresses, como traumas por exemplo, podem desencadear a doença. Esses acontecimentos provocariam desordem importante no mecanismo neuroendócrino central de regulação da dor, com deficiência de serotonina, sintomas de dor crônica, fadiga e sono não reparador. Em conseqüência disso, pode-se desencadear sintomas depressivos, que provocariam cansaço fácil, desuso, trauma mais fácil, distúrbios posturais com decorrente amplificação da dor, tornando um ciclo constante. (Gallinaro, 1999)

Esses sintomas se alteram em intensidade, de acordo com algumas condições denominada fatores moduladores como: alterações climáticas, atividades físicas, alterações emocionais dentre outras. (Souza, 1999)

A dor da fibromialgia tem sido descrita de várias maneiras, em queimação, sensibilidade aumentada, rigidez, dor continua e dor profunda (Ramos, 2002), podendo ser irradiada, atingir os níveis mais altos, como tem sido verificado em escalas analógicas e questionários de avaliação da dor. (Helfestein, 1997)

Estudos recentes, discutem o papel dos neurotransmissores como a: noradrenalina, o ácido gama-amino-butírico, a serotonina e a substância P na modulação central da dor e sua interação com o sistema neuro-imunoendócrino e a cronobiologia dos neuropeptídeos. (Souza, 1999)

Pacientes com SFM têm um limiar para dor mais baixo que o normal. Eles freqüentemente sentem dor como resposta a estímulos que normalmente não causam dor: isto é, têm “hipersensibilidade à dor normalmente, nenhuma lesão tecidual ou provável causa patológica são detectáveis por meio dos testes laboratoriais de rotina. Sendo assim, no passado, muitos médicos rotulavam esses pacientes como “hipocondríacos”, e seus sintomas como “manifestações de histeria”, ou os diagnosticavam como sofrendo de “reumatismo psicogênico”. Hoje, os médicos abordam o aspecto psiquiátrico da SFM, diagnosticando os pacientes como tendo um “distúrbio somatoforme de dor”. (Bates e Hanson, 1998)

Alguns testes psicológicos e escalas de avaliação têm sido usados na tentativa de estabelecer um padrão psiquiátrico em pacientes com SFM. Como resultado, foram encontradas algumas características psicológicas comuns nesses pacientes como: depressão, ansiedade, dor crônica, insônia, irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, perda de interesse, preocupação com as funções corporais. (Bates e Hanson, 1998)

Indivíduos que sofrem de uma dor debilitante ou limitação crônica freqüentemente sentem depressão e ansiedade, e conseqüentemente, mais dor. Entretanto, não está claro se a dor é causa ou conseqüência dessa patologia. Estudos sugerem que, embora fatores psiquiátricos possam ocasionar alguns casos de fibromialgia, é pouco provável que sejam a principal causa da doença. Na realidade, as características psicológicas associadas à dor crônica tendem a normalizar-se após o desaparecimento da dor (Bates e Hanson, 1998)

Em relação aos distúrbios do sono, existem estudos mostrando que ocorrem em até 100% dos pacientes e são bastante variáveis: em alguns, manifesta-se como dificuldade de conciliar o sono; em outros, predomina uma insônia terminal. Muitos relatam que têm sono “leve”, despertando ao mínimo ruído no ambiente, mas certos pacientes dizem que tem “bom sono” e dormem toda à noite, embora acordem mais cansados do que antes de se deitar. (Carvalho e Moreira, 1998)

Durante o ciclo dormir-acordar, um indivíduo experimenta três diferentes estágios: vigília, sono de ondas lentas e sono de movimento rápido dos olhos (REM). Estes estágios têm freqüências eletrônicas distintas, com padrões definidos. Durante o ciclo da vigília, o individuo interage ativamente com as áreas circundantes: movimento dos olhos, cabeça e corpo são característicos desse estado. (Bates e Hanson, 1998)

Com o inicio do sono, os movimentos cessam. A fase de ondas lentas é dividida em quatro estágios (estágios de 1 a 4 ou de alfa a delta) e leva-se de 45 a 85 minutos para atingi-la. Períodos de ondas lentas alternam-se com períodos de REM, que demoram de 5 a 45 minutos e durante o qual ocorrem os sonhos. (Bates e Hanson, 1998)

Cada estágio de ondas lentas representa um estágio progressivo mais profundo do sono, sendo o 1 (alfa) o mais leve e o 4 (delta), o mais profundo: este é o estágio que falta nos pacientes com SFM. O estágio 4 é restaurador: os hormônios que são responsáveis pelo crescimento do corpo e descanso reparador são mais ativos neste período. Embora muitas características da SFM possam ser relacionadas diretamente às perturbações do sono, não é claro se os sintomas são a causa ou o resultado da privação do sono. Ambas as condições podem ser causadas por um sistema separado de retorno (feedback) defeituoso. (Bates e Hanson, 1998)

Mudanças nos neurotransmissores, tais como a serotonina, endorfina e substância P, influenciam o ciclo do sono e a percepção e modulação da dor. Uma teoria sugere que os sintomas ligados a SFM podem ser causados por uma deficiência relativa de serotonina. A serotonina é um neurotransmissor que tem um efeito dramático nos vasos sangüíneos, nos músculos lisos em volta dos vasos sanguíneos e no sangue que flui nos pequenos vasos. Também tem um papel na regulação do sono profundo restaurador e na percepção da dor. (Bates e Hanson, 1998)

Pacientes com SFM podem ter um baixo nível de triptofano, um aminoácido essencial e metabólico precursor da síntese de serotonina, que é obtido pela digestão de proteínas dietéticas. Ativamente transferido através da barreira hemato-encefalica, o triptofano em forma de serotonina é distribuído para áreas que circundam o cérebro, onde e quando necessário. Pacientes com SFM apresentam níveis mais baixos de triptofano e outros aminoácidos no soro quando comparados com um grupo de controle normal, e aqueles que têm níveis de triptofano mais baixos tem dor mais intensa. (Bates e Hanson, 1998)

Peptídeos que estão envolvidos na transmissão da modulação da dor no sistema nervoso central e periférico foram identificados. Vaeroy et al. , verificaram que pacientes com SFM e o fenômeno de Raynaud têm três vezes o nível normal de substância P no seu fluído cérebro espinhal. A substância P é um neurotransmissor e um mediador químico que inicia o processo da dor. Níveis normais da substância P, junto com a serotonina, reduzem ou mantém normal a percepção da dor, enquanto que a substância P sozinha tende a amplificar o sinal da dor de forma que o que e percebido pelo cérebro seja não a dor normal (mínimo) mas muita dor. Em outras palavras, a percepção da intensidade da dor é quimicamente alterada. (Bates e Hanson, 1998)

Muitos pacientes com SFM relatam que sua patologia teve início de repente, após um mal-estar, como por exemplo, uma gripe viral. A procura por uma causa viral específica tem sido desanimadora. Mas existe uma ligação entre a privação do sono, doença infecciosa e um envolvimento direto de produtos bacterianos na regulação do sono. Importantes produtos químicos necessários para a função imunológica são produzidos durante o estágio 4 do sono. Peptídeos muramil, por exemplo, têm habilidade de alterar a produção de citosina e também estão envolvidos em vários processos fisiológicos. É sabido que as citosinas tal qual as interleucinas aumentam a onda lenta do sono. Uma avaria na resposta imunológica ou uma regulação avariada das citosinas poderiam explicar a falta de sono restaurador e os sintomas semelhantes à gripe, que são relatados por muitos pacientes com SFM. (Bates e Hanson, 1998)

Além disso foi constatado que pacientes com SFM têm níveis e atividades reduzidos de células exterminadoras naturais comparado com o grupo de controle, o que indica que estes pacientes talvez sejam portadores de algum tipo de disfunção imunológica. (Bates e Hanson, 1998)

O músculo esquelético representa um importante órgão na SFM, pois muitos pacientes acreditam que o músculo é responsável pela dor e rigidez que sentem. Anormalidades na estrutura do músculo, identificadas histológicamente, incluem fibras atrofiadas e fibras elásticas ou reticulares ou não são vistas no tecido muscular normal. Anormalidades funcionais incluem uma diminuição na concentração de fosfato de alta energia, reduzida oxigenação muscular e fluxo sanguíneo prejudicado. (Bates e Hanson, 1998)

A dor músculo esquelética, a rigidez e a fadiga, sintomática na SFM, podem ser resultado de microtrauma muscular. A união músculo-tendão tem a maior concentração de receptores da dor e corresponde a muitos dos pontos sensíveis característicos da SFM. as fibras envolvidas na transmissão e sensação de dor nos músculos esqueléticos têm um limiar relativamente alto ao estímulo normal. Na presença de neurotransmissores, como a serotonina, estas fibras tornam-se hipersensíveis a estímulos repetitivos ou nocivos e conseqüentemente transmitem dor a um baixo nível de esforço (Bates e Hanson, 1998)

A quantidade dor experimentada devido ao microtrauma está diretamente relacionada ao nível de condição física, e pacientes com fibromialgia são geralmente física e aerobiamente mal-condicionados. (Bates e Hanson, 1998)

Além disso, estudos do fluxo sanguíneo no músculo demonstraram que os músculos e outros tecidos em pacientes com SFM sofriam de hipóxia (falta de oxigênio). Esta condição é causada parcialmente por um controle defeituosos do fluxo sanguíneo no nível celular, o que altera fatores envolvidos no transporte de oxigênio ao músculo esquelético e seu subseqüente uso na produção de fosfatos de alta energia. Como resultado, há uma redução do suprimento de oxigênio e nutrientes e o material de excreção celular não é eliminado de maneira apropriada. (Bates e Hanson, 1998)
Níveis reduzidos de fosfosserina (importante para eficiente contração muscular) têm sido encontrada em pacientes com SFM. A falta de habilidade para contrair eficientemente o músculo sugere uma falta de habilidade para executar de forma adequada uma tarefa dada. (Bates e Hanson, 1998)

Pacientes com SFM geralmente torna-se mal-condicionados como resultado da limitação dos seus exercícios em função da dor ou da fadiga. A falta do estágio 4 deita do sono aumenta a fadiga, o que por sua vez reduz a vontade de se exercitar; por outro lado, a falta de exercício reduz a quantidade de sono reparador. Ambos, a diminuição da onda lenta do sono e a inatividade influenciam a liberação do hormônio de crescimento. A secreção sub ótima do hormônio do crescimento não só inibe a onda lenta e o REM do sono, mas também influencia a síntese de proteínas. A diminuição nos níveis de aminoácidos no sangue e as anormalidades estruturais no músculo esquelético podem ser resultado de um suprimento insuficiente de substrato de aminoácidos para fazer frente à demanda para a reparação muscular normal. (Bates e Hanson, 1998)

Um desequilíbrio desse tipo pode atrasar a cicatrização de um microtrauma muscular induzido pelo exercício e assim produzir o sintoma do músculo dolorido, relatado pelos pacientes com fibromialgia. (Bates e Hanson, 1998)

A forma de se diagnosticar a SFM é através de exames físicos por palpação profunda onde existem áreas definidas e localizadas nos músculos que são espessados chamados de tender points que são pontos sensíveis. Podemos dizer que o paciente tem SFM, segundo o Colégio Americano de Reumatologia, se o mesmo queixar-se de dor generalizada músculo esquelética por no mínimo 3 meses, o paciente deverá observar a dor no hemi-corpo esquerdo e direito, dor acima e abaixo da cintura pélvica; dor no esqueleto axial e o paciente deverá queixar-se de dor em pelo menos 11 dos 18 pontos dolorosos à palpação digital (“tender- points”) como mostra na figura a seguir:

A utilização do método Watsu como recurso hidroterapêutico em pacientes portadores de fibromialgia parece oferecer estratégias para ajudar no tratamento dos mesmos, onde a água aquecida é um meio ideal para se relaxar o corpo. Com o paciente deixando-se flutuar nos braços do terapeuta, imerso na água que suavemente o levanta a cada inspiração, com um calor penetrante dissolvendo a tensão do corpo do paciente, capaz de atingir níveis cada vez mais profundos de relaxamento à medida que seu corpo se alonga de uma forma cada vez mais livre. Fluindo assim, para um estado de consciência aos quais à tensão acumulada negam o acesso.

O paciente permanece completamente passivo, como mostra na figura a baixo, e muitas vezes experimenta um relaxamento profundo a partir da sustentação pela água e o contínuo movimento rítmico dos vários fluxos. Usualmente o terapeuta estabiliza ou move um segmento do corpo através da água, resultando no alongamento de outro segmento em razão do efeito de arrasto. (Morris, 2000)

Assim, o método Watsu promove um trabalho corporal em que o terapeuta conduz o paciente a uma alternância de toques e posturas, com movimentos que proporcionam alongamentos ou uma simples flutuação.

O alongamento ajuda a manter ou melhorar a flexibilidade, relaxar os músculos que estão contraídos e rígidos, e diminuir a dor. O método Watsu quando bem aplicado, obtem-se melhora no sono e diminuição da dor, que parece ser a queixa principal na síndrome da fibromialgia. Os pacientes que persistem no tratamento, mostram uma melhor qualidade de vida.

De acordo com os sintomas, o tratamento seria dirigido para o relaxamento global que é importante para a função física do paciente, alívio da dor, melhora dos padrões de sono através do relaxamento promovido pelo método e melhoria postural para corrigir adaptações em longo prazo, secundárias a dor.

A magnitude do aumento da temperatura depende da porcentagem do corpo que está imersa. Se há maior perda de calor para a água, ou seja, a água não esta com uma temperatura adequada que deve se entre 33° e 36º, afetará os músculos e o paciente sentirá frio e sucessivamente levará a uma tensão muscular, aumentando a dor do paciente fibromiálgico dando um efeito contrário do método Watsu que visa o relaxamento muscular e diminuição das dores difusas sentidas pelo mesmo. (Bates e Hanson, 1998; Dull, 2001)

A água aquecida será muito benéfica para aqueles que realmente compreendem seus princípios e propriedades. O tratamento com o método Watsu deve ter como metas dois importantes fatores: a resposta fisiológica do corpo que está imerso na água e as propriedades físicas da água. O conhecimento das propriedades, dará condições a quem for aplicar o método, de dispor de meios para poder estar promovendo um relaxamento e um alongamento significativo, havendo assim a melhora dos sintomas.

Indivíduos que sofrem de dor crônica apresentam uma debilidade freqüente, sentem depressão e ansiedade. O método Watsu é muito importante para esses indivíduos, pois permite a eles um meio positivo, havendo movimentos corporais amplos que melhorará suas atividades diárias que são desenvolvidas no solo, dando confiança a eles, o que ajudará na reabilitação dos mesmos.

Notou-se através dos estudos realizados que o método Watsu é vantajoso para esses pacientes, quando comparado com atividades em solo, os movimentos na água são mais lentos, devido à ação de algumas propriedades físicas da água que o mesmo tempo dão suporte às estruturas corporais permitindo também maior mobilidade destas, que levará a alongamentos eficientes além dos benefícios da imersão do paciente em água aquecida, favorecendo o relaxamento muscular global que é um dos objetivos que o método Watsu visa levando a melhora dos aspectos emocionais como a diminuição da ansiedade, diminuição do estresse, melhora do humor, melhora da qualidade do sono, entre outros.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BATES, A., HANSON.N.. Exercícios Aquática Terapêuticos. 1ª ed. São Paulo, Ed Manole, 1998.
CAMPION, M. R.. Hidroterapia: Princípios e Prática. 1ª ed. São Paulo: Ed. Manole, 2000.
CARVALHO, M.: Noções Práticas de Reumatologia. São Paulo, Ed. Helf, 1998.
DULL, H.: Watsu: Exercícios para o corpo na água. 1ª ed. São Paulo, Ed Summus Editorial, 2001.
McARDLE, W.,et al. Fisiologia do Exercício. 3ª ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1992.
NERY, C.: Reabilitação na fibromialgia: Medicina Física e Reabilitação, São Paulo, n.2, p.97-100, 1999.
ROCHA, J. C. C.: Hidroginástica Teoria e Prática. 1ª ed. Rio de Janeiro, Ed Sprint, 1994
ROIZENBLATT, S., HILÁRIO, M. O. E., GOLDENBERG, J., TUFIK, S.: Fibromialgia Juvenil. Rev. Bras. Pneumol. 37.(5):271-274, 1997.
RUOTI, et al.: Reabilitação Aquática. 1ª ed. São Paulo, Ed Manole, 2000.
SKARE, T. L.: Reumatologia: Princípios e Prática. Rio de Janeiro, Ed Guanabara Koogan, 1999
SKINNER, A. T., THOMPSON, A. M.: Duffield: Exercícios na Água. São Paulo, Ed Manole, 1997.
WEINSTENIN, S. L., BUCKWALTER, J. A.: Ortopedia de Turek: Princípios e Sua Aplicação. 5ª ed. São Paulo, Ed Manole, 2000.
YOSHINARI, N. H., BONFÁ, E. S. D. O.: Reumatologia para o Clínico.São Paulo, Ed Roca, 2000.
GALLINARO, A. L.: Avaliação da associação entre fibromialgia e lesão por esforço repetitivo em metalúrgicos de Guarulhos. Tese apresentada a Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor, 1998.
HELFENSTEIN, M. JR.: Prevalência da Síndrome da Fibromialgia em pacientes diagnosticados como portadores de lesão repetitivos (LER). Tese apresentada a Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina para obtenção Doutor em Medicina, São Paulo, 1997.
HEYMANN. R. E.: Estudo duplo cego, controlado e randomizado de amitriptilina. nortriptilina e placebo em pacientes com fibromialgia. Análise de instrumento de medida. Tese apresentada a Universidade Federal de São Paulo para obtenção do título de Doutor, São Paulo, 1997.
PORTINOI, A. G.: Dor, stress e coping: grupos operativos em doentes com sídrome da fibromialgia. Tese apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor em Psicologia, São Paulo, 1999.
SOUZA, S. S.: Trabalho aeróbio em piscina terapêutica. Uma proposta de tratamento no diagnóstico da fibromialgia. Tese apresentada a Universidade Bandeirante de São Paulo para a obtenção do título de Fisioterapeuta, São Paulo, 1999.
PEREIRA, B. A. F.: Seria a fibromialgia juvenil a solução definitiva para o complexo diagnóstico das síndromes dolorosas em crianças? Rev. Brás. Rematol, 38(1):1-4,1998
ANTONIO, E. A.: (2002) Síndrome do Cólon Irritável. (maio, 2002)
http://www.uol.com.br/revistasaude/aberto/diagnost/doencasa/index.html
GLENNEY, S.: “Aquátic Reabiltation”. Nonfiction Physicaltherapy Reabilitation (julho, 1998)

Fonte: http://www.wsaibamais.kit.net/7.htm

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Arnaldo V. Carvalho responde a perguntas particulares sobre a Associação Brasileira de Shiatsu (em formação) (via Arnaldo V. Carvalho)

Um praticante de Shiatsu experiente e muito interessado me fez perguntas diretas sobre a associação. Aqui foram as respostas que dei a ele. Não divulgo o nome porque não pedi autorização, apenas aproveito que as perguntas devem interessar a todos e divulgo as respostas. Foram omitidas pelo mesmo motivo informações que possam indicar localização do praticante ou qualquer forma de identifica-lo. Abraços. Arnaldo Ah, você vai fundar uma associação d … Read More

via Arnaldo V. Carvalho

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Associação Brasileira de Shiatsu em processo de formação!

Pessoas de todo o Brasil vêm se mostrando interessadas na Associação Brasileira de Shiatsu. Separamos as perguntas mais frequentes sobre o tema.

 

Um abraço,
Arnaldo V. Carvalho
Comitê de formação da Associação Brasileira de Shiatsu

 

Que escola vocês representam?

Não representamos uma escola, estamos tentando unir os praticantes de todas as escolas e estilos.

É uma iniciativa particular?

É uma iniciativa coletiva. A idéia partiu da percepção de que o Shiatsu incrivelmente ainda é pouco conhecido no Brasil, e seus benefícios talvez sejam subutilizados. É preciso promover o Shiatsu, e isso será benéfico para todos os praticantes. Essa Associação não terá cargos permanentes, fins lucrativos ou remunerações particulares a diretores.

Que benefícios devem ser esperados a partir do momento em que se participe da Associação Brasileira de Shiatsu?

Os participantes devem acreditar em primeiro lugar que a promoção do Shiatsu torna-se mais efetiva quando todo mundo está junto.

Independente da escola, do estilo ou do grau de aperfeiçoamento do praticante de Shiatsu a participar da Associação, este deve ser um entusiasta da técnica, e participar por querer promover a mesma no Brasil.

A organização competirá tal promoção, e beneficiará seus filiados de forma indireta (aumentando o campo de trabalho pela promoção do Shiatsu) e direta, através de descontos junto a parceiros da ONG, de organizar eventos que promovam intercâmbio entre participantes, de trazer professores que desenvolvem trabalhos modernos de outros países, buscar fazer o Shiatsu passar a ser utilizado em amplo espectro na sociedade: hospitais, comunidades carentes, ambiente familiar e escolar, entre outros.

Qual será a relação entre a Associação Brasileira de Shiatsu e os atuais Sindicatos de classe?

Os sindicatos são essenciais, e a existência de uma associação não dispensa nem duplica a função de um sindicato. Os sindicatos brigam para que surjam e façam valer os direitos dos profissionais que representam. Eles vão ao governo, protegem  seus profissionais juridicamente, e buscam ampliar na medida do possível o campo de atuação das técnicas ligadas ao sindicato. Já a Associação promove participação e intercâmbio entre os praticantes de Shiatsu; Divulga o Shiatsu no Brasil e no mundo, e liga o Brasil a uma rede maior, a qual países diversos já participam; Esse seu foco maior. A filiação nos sindicatos segue importantíssima e indispensável e a Associação promoverá isso. Sindicatos protegem, a Associação promove. Vale dizer ainda que a Associação Brasileira de Shiatsu será a primeira organização dedicada exclusivamente ao Shiatsu.

Quanto custa para participar?

Como estamos em formação, não há um valor definido ainda, isso ficará por conta da diretoria e da assembléia. Os participantes da fundação deverão ratear os custos de registro da ONG.

Como participar?

Mande e-mail para nós associacaodeshiatsu@yahoo.com ou deixe seu e-mail para passarmos mais informações.

Ou ainda entre no grupo Associação Brasileira de Shiatsu no Facebook, pois lá você tem o estatuto da Associação as atas de reunião e tudo o que está acontecendo em nosso movimento.

Artigos e afins

Prof. Ernesto Garcia fala sobre Auriculoterapia

Considerado um dos grandes profissionais da MTC em atuação no Brasil, o cubano Ernesto Garcia fala um pouco sobre auriculoterapia.

 

Por que a Auriculoterapia é mais popular no Ocidente que na China?

Garcia – Por causa da forte influência da França. Eles prepararam o terreno e a Auriculoterapia chinesa foi atrás. O desenvolvimento da Auriculoterapia chinesa em função dos micro-sistemas é muito jovem (séc. XIX-XX). Depois de uma palestra de Nogier proferida na China nos anos 50 é que essa modalidade de terapia decolou. Mas na Europa as pesquisas são apenas de Nogier, enquanto na China existem muitos pesquisadores estudando e testando. Por causa disso, a Auriculoterapia chinesa é mais abrangente e completa.

 

A acupuntura auricular é menos eficiente que a acupuntura sistêmica?

Garcia – Todos são métodos terapêuticos, todos tem a mesma base. Depois de feito o diagnóstico, então busca-se um método de intervenção onde cada terapeuta tem sua preferência.

 

O que acha da utilização apenas de Auriculoterapia?

Garcia – Sempre que tiver um diagnóstico bem feito, não há problema. Pela minha experiência, muitos problemas podem ser resolvidos só pela aurícula. Enxaquecas, ciatalgia, só com aurículo já resolve muito bem. Mas para uma artrose de joelho, aí é melhor aplicar também a acupuntura sistêmica. Conseguimos bons resultados no tratamento de depressão e ansiedade. Mas alguns pacientes tem “orelha fria”, quer dizer, respostas mais lentas. O importante é ter flexibilidade e mente aberta para usar o sistema com melhores resultados em cada caso e em cada paciente.

 

Qual a diferença entre o uso da semente e da agulha?

Garcia – A Auriculoterapia possui grande flexibilidade – pode-se usar agulhas filiformes, sangrias, eletro-acupuntura, sementes, massagem auricular, agulhas semi-permanentes. Na China, usar sementes é chamado “colar e pressionar”, porque pode-se usar também bolinhas de medicamento ou esferas de metal. A semente tem excelentes resultados e também não tem problemas de infecção, é menos invasiva. Ao se usar agulhas devemos tomar apenas 4 ou 5 pontos, mas usando sementes podemos usar até dez pontos.

 

Por que essa diferença?

As agulhas são dispersantes de energia. Se o paciente está muito debilitado, temos que usar poucas agulhas. O uso de muitas agulhas pode lesar o Qi e o Sangue. A semente é mais auto-reguladora e pode ser usada em quantidade.

 

Qual método de diagnóstico o senhor utiliza em Auriculoterapia?

Uso os quatro métodos normais da Medicina Tradicional Chinesa.

 

Encontrei essa velha transcrição de entrevista feita com o Prof. Ernesto. A transcrição é antiga e já não me lembro em que jornal saiu, de modo que fico devendo a fonte. Caso o leitor saiba ou alguém sinta que é indevida a postagem, por favor entre em contato.

Novas técnicas e abordagens, Perguntas e Respostas

Entrevista EXCLUSIVA: Marcos Osaki – Shiatsu Psicossomático

Professor de Shiatsu Psicossomático demonstra manobra

O Professor Marcos Osaki é mais um profissional de Shiatsu que percebeu a importância das emoções e da reflexão durante o processo terapeutico. Como nos conta em sua entrevista, sua técnica vai muito além dos estudos ordinários. As diferenças para com os métodos comuns é compartilhada por ele pessoa a pessoa, com todo o prazer de passar adiante o presente abençoado que recebeu um dia de seus vários mestres. Com vocês, Marcos Osaki, criador e professor do Shiatsu Psicossomático!

ShEm – Como você conheceu o Shiatsu, quando começou, que idade tinha quais foram suas motivações principais?

Osaki – Conheci o Shiatsu, em 1.999, em Tókio, Japão, na escola Toyo Seitai Jinsei Gakuin. Tudo começou com uma dor terrível na região lombar em plena segunda-feira, no interior de Tókio, chamada Omigawa. Nessa época eu trabalhava como dekassegui nessa cidadezinha. Telefonei para meu superior na fábrica de produtos eletrônicos e fui dispensado para cuidar da minha dor. Como existe um jornal para brasileiros no Japão, vi uma propaganda de massagem Shiatsu, para dores da coluna em geral; liguei para eles e marquei consulta no mesmo dia. Com muitas dores, fui quase me arrastando para Tókio, levando quase 3 horas de viagem de trem convencional para me encontrar com o meu “salvador da pátria”. Chegando na clínica ainda levou mais de 1 hora de massagem para que colocassem minha coluna no lugar, quando derrepente eu ouvi um “clack” saindo da minha cintura, e  senti um alívio imediato. Fiquei tão agradecido que percebi que era isso que eu procurava a muito tempo: fazer o bem para as pessoas através de uma massagem.

ShEm – Quem foram seus principais professores, e quando começou a te despertar um algo que levou a um Shiatsu próprio até o desenvolvimento do Shiatsu Psicossomático?

Osaki – Durante quase um ano, fiz esse curso de Shiatsu, nos finais de semana, foi muito caro e sacrificado, pois eu tinha que me manter e mandar dinheiro para o Brasil. Mas quanto mais eu me dedicava, mais o mestre me ensinava e dizia, “faça esse esforço valer a pena depois que concluir o curso”, e em novembro de 2.000 me formei. Fiquei muito grato ao Hiane sensei que me mostrou os primeiros passos dessa maravilhosa profissão.
Em janeiro de 2.001 conheci outro mestre em massagem,  Hirashi Kaneshiro, que me ensinou outras técnicas de massagem em sua escola no Tatuapé, aqui em São Paulo, vindo a complementar meus conhecimentos aos que tinha recebido no Japão. Foi muito gratificante em ter o Hirashi Kaneshiro como meu segundo mestre em Shiatsu. No mesmo ano eu também fazia outro curso de Shiatsu, mas esse Shiatsu era diferente de todos que eu havia pesquisado, pois se trava de ler o corpo e a mente do paciente para que a massagem surtisse mais efeito. Fiquei quase 10 anos aprendendo com um excelente mestre, que por motivos especias não posso citar o nome. Com conhecimentos e experiência de quase 10 anos, atendo hoje com minha própria técnica, que chamo Shiatsu Psicossomático, que é a união de várias terapias e massagens.

ShEm – Quais são os diferenciais do Shiatsu Psicossomático em relação aos demais estilos de Shiatsu?

Osaki – Minha técnica vêm do antigo Shiatsu Japonês, e de várias técnicas de terapias e massagens orientais e ocidentais, que tenho muito respeito, e não podendo criticar e muito menos menosprezar, posso falar somente da técnica que criei. O Shiatsu Psicossomático tem como objetivo fazer que o paciente aprenda com a própria dor ou sofrimento. É fazer o paciente pensar “o que o Universo quer que eu enxergue, reconheça, avalie; ele pensa a respeito e descobre qual o melhor caminho a seguir”. Através dos meridianos, “pontos de equilíbrio do corpo”, vamos comentar e desbloquear as tensões nervosas, para que haja uma boa circulação sanguínea, e para que a mente possa interagir com o corpo, eliminando sua dores quase instantaneamente. Minha massagem não faz dormir, faz o paciente equilibrar sua mente, seu corpo e sua energia.

Seja Shiatsu, Tuiná, Anmá, Do-in, Acupuntura, Quiropraxia, se não tratar do “eu interior”, se não esvaziar o que está sufocando, se não preencher o vazio, se não exteriorizar emoções contidas, as massagens serão somente superficiais, as dores serão apenas aliviadas e não compreendidas. “Por que estou passando por esta situação?” Tem que fazer o paciente pensar a fundo e ajudá-lo a eliminar suas dores e sofrimentos, para que desperte a “Luz da Consciência”, para dar-lhe um caminho a seguir e para que prossiga sua vida com paz de espírito, harmonizando corpo, mente e energia. Se o terapeuta ou o massagista souber equilibrar corpo, mente e energia, não importa que técnica de massagem ou terapia use. O importante é ter realizado um ótimo trabalho, em que ambos fiquem satisfeitos. Mas para mim eu chamo o que faço de Shiatsu Psicossomático.

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ShEm – O Shiatsu Psicossomático pode ser aplicado em qualquer tipo de situação, ou ele é mais específico?

Osaki – Eu não aplico o Shiatsu Psicossomático em gestantes, e não me atrevo a tocar fisicamente pessoas com câncer ou com doenças terminais. Mas dependendo de casos para casos, com a técnica que possuo, podemos fazer à “massagem mental”, muito poderosa por sinal, pois já usei em alguns pacientes e obtive respostas positivas. A massagem mental faz com que o paciente pense ou reflita, por exemplo, “por que o Universo, me mandou tal dor ou sofrimento?”;  “O que devo aprender com isso?”; “Se eu perdoar ou pedir perdão, à todos que magoei, menti, roubei, matei, e até agradecer aquela pessoa que também me fez mal, como devo pensar e agir a respeito daqui para frente?”; Resignar-se seria o remédio para aliviar qualquer dor ou sofrimento, pois ninguém quer carregar emoções negativas para o resto da vida. Buscar o equilibrio da mente, do corpo e da energia, é ter paz de espírito; e ter paz de espírito é estar em harmonia com Deus e o Universo.

ShEm – O que está faltando para as escolas qualificarem melhor os profissionais de Shiatsu?

Osaki – Boa pergunta! Em qualquer lugar do mundo, sempre existirão: escolas boas, médias, ruins, péssimas, ótimas e excelentes, ou ultrapassadas. Outra vez como exemplo: Reparo que os alunos que procuram o meu curso particular, leigos ou profissionais em massagens ou terapias orientais, querem uma técnica diferente, que não aprenderam ou que não possuem, mas que faça toda a diferença, causando uma excelente impressão aos seus pacientes. Acho que sempre haverá novas técnicas a aprender, e as escolas que não possuirem um diferêncial que seja interessante aos que buscam sempre as melhores técnicas serão ultrapassadas, e espero não ser uma delas.

ShEm – Como é um curso ensinado pelo Sensei Marcos Osaki?

Osaki – Bem o meu curso é particular e individual, em que a atenção é totalmente e exclusiva para somente um aluno onde procuro ensinar da maneira mais simples possível de como:

-Protejer-se energeticamente antes de atender cada paciente.
-Sentir a energia “KI”, do paciente e aprender acalmar o paciente, repassando técnica de respiração,”Qi-Gong”.
-Pressionar pontos energéticos, para aprender a soltar nervos e musculos rígidos e comentar ao mesmo tempo, algumas emoções contidas que estão prendendo tal, nervo ou musculatura, e também o que fazer em tal situação.
-Depois de aquecer e relaxar musculos e nervos, o aluno aprenderá passo á passo, manobras com segurança de alongamento e ajuste da coluna cervical, toraxica e lombar.
-Com a coluna totalmente ajustada, termina-se a massagem com o relaxamento e exteriorização do cansaço e de pensamentos negativos com a respiração “Qi-Gong”: renovar forças e equilibrar, corpo, mente e energia.
-E a agradecer à Deus, por ter realizado um bom trabalho.

Tudo isso em 15 horas, e com apostila e certificado inclusos. Isso é só o básico, o avançado ainda esta por vir.

ShEm – Há união entre os praticantes de Shiatsu?
Osaki –Particularmente, não sei pois quando o aluno sai de um curso, raramente encontra os colegas novamente. Cada um corre atrás dos seus paciente e não dos colegas. Acho que isso é normal. Mas tento unir meus alunos quando a agenda, permite, para a troca de massagens, isso é fundamental para a saúde respeitando o nosso corpo também!

ShEm – Como você vê o Shiatsu no Brasil nos dias de hoje?

Osaki – Com a atual situação política no Brasil, existem muita pessoas estressadas e cheias de dores, aumentando assim o mercado de terapeutas e massagistas em todo o Brasil. Infelizmente a qualidade de atendimento não é lá essas coisas, mas acredito que no futuro breve, em que muitos pacientes irão procurar bons profissionais que atendam ou superem as suas nescessidades, logo surgirão escolas de alta qualidade para atender a todos os pacientes que buscam qualidade e preço justo.

ShEm – Até onde você acha que o Shiatsu pode chegar, na sociedade?
Osaki – Dependerá da concientização e esforço de manter um bom nível de trabalho, dos profissionais de Shiatsu, que pode sim fazer com que essa técnica nipônica, em breve, venha obter mais interesse da sociedade brasileira, para que todos tenham benefícios, massagistas e pacientes.

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Agenda: Cursos Eventos etc., Notícias

Curso básico de Shiatsu (ênfase no estilo Shiatsu Emocional) em domingos quinzenais a partir de 8 de maio. Vila Madalena, São Paulo

Curso de Shiatsu Emocional

com Arnaldo V. Carvalho

Início 8 de Maio (Domingos quinzenais)
na Cítara Saúde (Vila Madalena, São Paulo)

Shiatsu é uma terapia originada no Japão e desenvolvida em diferentes partes do mundo. Alia estudo científico à sabedoria tradicional do oriente. O Shiatsu Emocional é uma abordagem direcionada à percepção psicossomática do Shiatsu. Prof. Arnaldo pratica Shiatsu há 16 anos e  já ensinou sobre o tema em diversos países, e de norte a sul pelo Brasil.

Já estão abertas as inscrições para o Curso Básico de Shiatsu Emocional na Cítara Saúde, a acontecer nos dias 8 e 22 de Maio, 12 e 26 de junho, totalizando 4 encontros de 8H (aulas de 9 às 18H), ou 32 horas de curso.

A turma é reduzida, e portanto a garantia de vaga é por ordem de inscrições.

 

O local do curso é a excelente clínica Cítara Saúde (veja o site http://www.citarasaude.com.br), na Vila Madalena, onde podemos aprender com todo o conforto.

Programa Básico (Carga horária 32H): Introdução ao saber Oriental: Origem e evolução do Shiatsu; Comprovações Científicas; O equilíbrio através do toque; O toque shiatsu; O estilo Shiatsu Emocional; Os 7 preceitos do shiatsu emocional; Introdução à Medicina Tradicional Chinesa – Histórico, o Tao, Introdução às Cinco Fases; os 12 Meridianos e suas funções emocionais; Introdução à percepção do Hara; Introdução à Aromaterapia como amplificadora do toque shiatsu; Tratamento dos principais desequilíbrios emocionais através do shiatsu; exercícios práticos. Prática Básica com orientação ergonômica e postural.

Com o programa básico, é possível fazer uma sessão segura e com muitos benefícios aos praticantes.

Professor:
Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu há 17 anos. Membro da Associação de Shiatsu de Espanha e da Associação Internacional de Shiatsu; Membro-Conselheiro do SINDACTA – Sindicato de Acupuntura e Terapias Afins do Rio de Janeiro; Diretor da Aeshi – Escola de Shiatsu e coordenador de Shiatsu do Centro Brasileiro de Acupuntura Clínica e Medicina Chinesa; Fundador e moderador do grupo Shiatsu-BR e Shiatsu Brasil, e autor do livro Shiatsu Emocional

O valor do curso completo é de R$900,00, e com desconto R$750,00 para pagamentos a vista até dia 18 de abril. O valor total pode ser parcelado em até 6x R$150,00. Inclui apostila, certificado com chancela do Centro Brasileiro de Acupuntura e Medicina Chinesa e participação perene em nosso grupo de estudos, que dá total suporte ao aluno.

As inscrições podem ser efetuadas de três maneiras:

1) Diretamente na Cítara Saúde
R. Padre João Gonçalves, 129- Vl. Madalena- São Paulo/SP
2) Por telefone: 11 3814-0700
3) Por e-mail: citara@citarasaude.com.br

O prazo final para as inscrições termina no dia 30 de abril.

Maiores informações sobre o Shiatsu Emocional e o curso
em: http://www.shiatsuemocional.com.br e shiatsuemocional.wordpress.com

Perguntas e Respostas

Novas Perguntas sobre o Shiatsu e o Shiatsu Emocional

Novas Perguntas sobre o Shiatsu e o Shiatsu Emocional

Crisântemo Alcantara, psicologa do Rio de Janeiro me fez algumas perguntas e autorizou publicação, visto serem possivelmente dúvidas de muitos interessados.

1. A gente pode fazer o Shiatsu Emocional em si mesmo ?

R – Sim, mas não é a mesma coisa. Um Ser forma um circuito energético semi-fechado, e quando em conexão com outro ser, há novos trilhos num circuito maior que se forma. Isso abre caminhos para a circulação de energia e a complementaridade e equilíbrio dos dois praticantes passam a contar bastante. Obviamente que a prática do “auto-shiatsu” é maravilhosa, especialmente em caso preventivo ou de necessidade de exercitar o amor por si, a autoestima e a auto-aceitação;  mas melhor ainda é experiência com um fenômeno cada vez menos familiar: o OUTRO.

2. Ou como em outros processos terapêuticos é necessário ser submetido ao trabalho algum profissional?
R – A prática básica do Shiatsu pode ser feita fora do ambiente profissional. Familiares e amigos tem resultados lindos com Shiatsu Básico. A prática profissional, contudo, pode ser mais efetiva, pois há uma pessoa menos identificada com suas questões e que pode te ajudar a enxergar o que você não conseguia, isso em termos cognitívos e inconscientes. Além disso, a formação profissional é mais profunda e pode ser realmente necessária dependendo do caso.

3. Os vínculos pessoais entre paciente e teraputa atrapalham ? Interferem ?

R – Interferem sempre, mas positivamente. O Shiatsu em geral não considera a natureza dos vínculos, transferências e contra-transferências. Já no Shiatsu Emocional isso é bem estudado. Contudo, aqui temos uma visão diferente da psicanalítica –  o vínculo é visto como parte do processo de cura, um aliado fundamental. Obviamente, a natureza do vínculo é trabalhada na terapia, de acordo com cada caso. O ser humano é necessariamente relacional, e o vínculo terapeutico pode ser inclusive a porta de entrada para uma era de equilíbrio entre relações interpessoais, familiares, do Eu com o Outro, com a Sociedade, com a Natureza.

Espero ter sido útil, fico a disposição para dirimir quaisquer novas dúvidas que se façam.

Um abraço,

Arnaldo V. Carvalho

Aeshi – Escola de Shiatsu

Estilo Shiatsu Emocional