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Grupo Cecth comemora 10 anos e dá descontos em tratamento de Acupuntura e Shiatsu

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Cursos intensivos de Shiatsu que valem a pena: Onde encontrar

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Diferenças entre atendimento domiciliar e de consultório: o que é melhor?

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Ashiatsu, um Shiatsu com os pés (matéria, fotos e vídeos!)

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Ashiatsu, já ouviu falar? Sim, Ashiatsu existe e se refere a uma terapia de pressão com os pés. Os sites que propagam a técnica defendem que o Ashiatsu leva a um profundo relaxamento e pode participar do processo de reeq  […]


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Artigos e afins, Notícias

Ashiatsu – O nome é parecido, mas não é Shiatsu

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Por Arnaldo V. Carvalho*

Ashiatsu, já ouviu falar? Sim, Ashiatsu existe e se refere a uma terapia de pressão com os pés. Os sites que propagam a técnica defendem que o Ashiatsu leva a um profundo relaxamento e pode participar do processo de reequilíbrio da pessoa de forma efetiva. Nos atendimentos, os terapeutas sobem em seus clientes, mas se apóiam com sistemas de traves ou cordas instaladas no teto, e “dançam” sobre o atendido, executando ainda pontos de pressão por todo o corpo, variando conforme o estilo. O sistema é o mesmo usado largamente em sessões massagem na Índia, mas principalmente na Tailândia e países circunvizinhos da China (Vietnã, Laos, etc.) e ilhas próximas da Oceania (Filipinas por exemplo) muito mais como um serviço “exótico” aos turísticos do que como prática de saúde cotidiana. É uma massagem efetiva para quem gosta de receber uma estimulação muscular profunda e segura.

Shizuko Yamamoto, considerada a “mãe” do chamado “Shiatsu Macrobiótico”, e ainda autora de um dos clássicos do Shiatsu publicados em português (“Shiatsu dos Pés Descalços, pela editora Ground), foi de grande influência na corrente de terapeutas que passou a preferir os pés como ferramenta fundamental de trabalho.

Contudo, há a versão terapêutica, que preserva sua visão holística, e é tanto praticado na China, Japão e nos países supra-citados como atualmente em todo o ocidente, em suas várias versões. Com o objetivo mais terapêutico, Ashiatsu passa a se basear mais no paradigma da Medicina Tradicional Chinesa. Os tratamentos tipicamente incluem alongamentos, estimulação ou sedação de pontos de acupressura, e técnicas de alinhamento estrutural. O praticante de Ashiatsu com esse enfoque em geral é um terapeuta também preparado para recomendar ervas, orientar dietas e usar outras modalidades de tratamentos de acordo com o problema de cada um. Além dos pés, suas técnicas também fazem uso dos joelhos, cotovelos, palmas e dedos onde for necessário e apropriado. Esta variação é também conhecida como “Shiatsu dos Pés Descalços”, em referência ao fato de que o terapeuta está descalço, e que os princípios do Shiatsu (como pressão nos pontos e obediência ao fluxo energético) são utilizados na massagem.

Edward Spencer
Edward Spencer é pioneiro do Ashiatsu na América do Norte

O psicologo Edward Spencer é um dos nomes a propagar o Ashiatsu com fins terapeuticos pelos EUA. Ele atua como terapeuta corporal desde 1974, tendo estudado com Shizuko Yamamoto, Lauren Berry e vários outros. Por 29 anos ele foi integrando seus estudos de Shiatsu dos Pés Descalços, mecânica estrutural e trabalho energético para ensinar a arte conhecida como Ashiatsu. Ele afirma que em contraponto ao trabalho de Yamamoto, o Ashiatsu dá mais ênfase no indivíduo que em linhas de conduta alimentares, por exemplo, e que sua abordagem é influenciada grandemente tanto pela concepção tradicional chinesa de órgãos e meridianos, como pelos ensinamentos corpo-mente-energia da antiga escola de mistérios egípcia. Mesmo assim, Ashiatsu é considerado por alguns como uma adaptação do estilo desenvolvido por Sensei Shizuko Yamamoto.

Enquanto a conhecida terapeuta expandia a filosofia do seu trabalho ao redor do mundo, Ruthie Piper Hardee, uma menina do Sul dos EUA era criada recebendo todo o tipo de tratamentos tradicionais na África, Filipinas, Índia e em outros lugares do mundo (seus pais eram voluntários de ONGs a prestar serviço em lugares ermos). Anos depois, em fins dos anos 90 e já atuando como terapeuta, criou em um lampejo auspicioso as bases da técnica que se entitula Ashiatsu Oriental Therapy Bar (AOTB). A história é no mínimo curiosa. Tendo sido contratada para fazer massagem em um set de filmagem, ela se viu no fim do dia com os braços e mãos muito cansados, quando então lhe chega um membro da equipe do filme de 120 quilos lhe pedindo muito que o atenda, pois estava com muito desconforto e tensão nas costas. Ela não conseguiu lhe negar, mas logo percebeu que não tinha a força necessária para uma massagem profunda, capaz de mexer com a avantajada estrutura. Foi quando sua mente resgatou as imagens das antigas massagens com os pés recebidas por ela em seus tempos de criança, e ela passou a fazer manobras longas e fluídas, unindo suas memórias à suas habilidades e conhecimentos de terapeuta corporal. A técnica de Ruthie contém originalidade e oferece aos ocidentais um treinamento sistemático; contudo, o foco é o relaxamento muscular, não o tratamento do todo ou mesmo de outros aspectos. A terapeuta afirma que a AOTB é a “Massagem Profunda mais Luxuriante do Planeta”.

Seja para o estilo relaxante de Ruthie P. Hardee, seja pelas abordagens terapêuticas frutos da fusão de vários conhecimentos e saberes tradicionais e modernos, o Ashiatsu veio para ficar e oferecer seus múltiplos benefícios as pessoas e aos terapeutas.

Bom para os terapeutashttps://i1.wp.com/pl.b5z.net/i/u/6067571/i/Ashiatsu_denver_4.jpg

Aprender como fazer o Ashiatsu requer treinamento avançado, porque a execução mal feita pode trazer danos as costas dos clientes, mas uma questão diferenciada do Ashiatsu para o terapeuta é que ele é muito menos estressante para o corpo do que várias outras técnicas de massagem. Vários terapeutas de massagem desenvolvem dor e tensão trabalhando sobre seus clientes, ao usar os braços para trabalhos profundos. Assim como os praticantes de Shiatsu de chão de alguns estilos, Ashiatsu usa a gravidade como auxiliar, com o terapeuta usando todo o corpo como ferramenta. Isso pode reduzir lesões de trabalho aos profissionais. Ashiatsu é ainda uma ferramenta a mais de trabalho, e se for utilizado no momento preciso, trará grandes benefícios à terapia.

 

* * *

*  Arnaldo V. Carvalho é Terapeuta Corporal, Naturopata, e Praticante de Shiatsu há 17 anos.
Membro Conselheiro do Sindacta – Sindicato de Acupuntura e terapias afins do Rio de Janeiro, autor do livro Shiatsu Emocional, único brasileiro a ministrar conferência no Congreso Internacional de Shiatsu em Madri (considerado o maior evento do gênero). Já dinamizou atividades ligadas ao Shiatsu em diversos estados do Brasil e países como Estados Unidos, Panamá, Argentina, Japão, Espanha e Portugal. Dirige a Aeshi – Escola de Shiatsu, onde ensina o Shiatsu Emocional através de uma didática inovadora. Coordena o curso de Shiatsu do Centro Brasileiro de Acupuntura Clínica e Medicina Chinesa. Administrador dos sites http://www.shiatsuemocional.com.br, shiatsuemocional.wordpress.com, portalverde.com.br e portalverde.wordpress.com. É ainda  fundador e administrador do Fórum Shiatsu BR (yahoogrupos) e do Shiatsu Brasil (Facebook). Mais sobre Arnaldo V. Carvalho em http://www.arnaldovcarvalho.com


Sites para visitar:

http://www.wisegeek.com/what-is-ashiatsu-massage.htm

http://www.worldwidehealth.com/health-article-Ashiatsu.html

http://www.ashiatsu.us/

http://www.massagetherapy.com/articles/index.php/article_id/836/Ashiatsu-

http://www.deepfeet.com/founder.htm

http://www.affinitymassages.com/

 

Veja alguns vídeos do Ashiatsu aqui!

 

Nota: As imagens aqui reproduzidas foram colhidas da Internet. Os proprietários foram contatados e aguardamos autorização oficial para a publicação.

Artigos e afins, Perguntas e Respostas

No consultório ou em domicílio? Quando é melhor atender e ser atendido em casa e quando não

Por Arnaldo V. Carvalho*

https://i2.wp.com/printables4scrapbooking.com/lettersets/e_girl.jpgssa é uma pergunta comum de pessoas interessadas em receber Shiatsu ou iniciantes da terapia, e não sem importância. Algumas pessoas preferem ser atendidas pela comodidade de não ter de sair de casa. De fato, é cômodo, mas na vida tudo tem dois lados, e gostaria nessa pequena explanação de considerar o positivo e o negativo dos atendimentos domiciliares.

Para o profissional a atender, os pontos positivos são de ordem terapêutica de um lado e comercial de outro. Na ordem comercial, temos o fato de que o terapeuta em geral cobra a mais e não arca com custos de locação de espaço, caso não possua uma despesa já fixa com algum lugar. Ele também não precisa se preocupar com mobiliário, nem com a infraestrutura básica. Mas a vantagem humana e não comercial do terapeuta está em dois pontos: Poder servir a alguém que por ventura não possa realmente se deslocar; e conhecer nuances do universo do atendido, que pode revelar aspectos antes desconhecidos e enriquecer a avaliação geral que é utilizada durante a terapia com Shiatsu.

Pelo lado do cliente, a ilusão do conforto é a meta: não precisar sair de casa parece uma benção para quem vive em centros urbanos confusos, com muita gente na rua, com trânsito complicado, ou simplesmente sente dores que lhe fazem preferir a cama. Digo ilusão porque o conforto de fato quase nunca é real. Uma casa está sob crivo de todo o tipo de intervenções humanas – parentes, conhecidos diversos, o interfone que toca, o animalzinho que quer atenção, o telefone, e as lembranças. Essas intervenções não cessam nem quando a pessoa está deitada a receber o tratamento, e sem dúvida isso pode reduzir sua eficiência. Mesmo que a pessoa more sozinha e em ambiente silencioso, está em seu universo. Está a dizer a si mesma: “não mudo, importarei ‘algo’ de fora que tentará me mudar. Mas eu não irei buscar de fato nada”. Uma pessoa que não vai ao consultório por mera comodidade já está mostrando ao terapeuta uma série de senões que se efetivaram na forma de  resistências a uma melhora. Peço que leia essa equação:

Melhorar é uma forma de mudança > mudança é uma forma de movimento

= Movimentar-se na direção da melhora conduz a psique ao preparo para tal mudança!

E agora, te convido a refletir: Onde você teve as grandes conversas de sua vida, com grandes mudanças e transformações positivas internas? Dentro de casa? Na normose do dia a dia?

Sabemos que o automatismo ante ao mundo conhecido é um dos maiores entraves nas mudanças. Quanta coisa daquela pequena viagem você guarda na memória e lembra com tantos detalhes! Quão pouco lembramos sobre o que e comemos no almoço da semana anterior. O automático embota. Ir ao consultório tira o cérebro do automático e engata a mente no “módulo porta aberta para aprender e mudar”.

Assim, só há vantagem em se fazer Shiatsu na própria casa quando esta é feita apenas por prazer, quando não se quer se desligar do próprio mundo conscientemente, quando não se pensa que há mudanças a serem feitas, ou quando não há possibilidade FÍSICA de comparecer ao local do atendimento.

Obviamente, o consultório possui uma desvantagem grave quando o atendimento com Shiatsu é feito de forma “industrial”, em baias, com pouca privacidade, e por vezes de forma entrecortada: Um terapeuta coloca agulhas e some, depois de 20 minutos ele tira as agulhas e dá lugar a outros que aplica Shiatsu, e coisas do gênero. Nesse gênero de atendimento já se pode questionar se este conseguiria ajudar a pessoa a se entregar integralmente a um processo terapêutico e assim obter o melhor deste.

Mas, quando da oportunidade de um consultório privado e onde o terapeuta pode prestar o serviço com sua total capacidade, então, melhor. O terapeuta em seu consultório perceberá mais uma vez vantagens humanas se sobrepondo a vantagens ligadas à honorários. Ele ficará mais satisfeito com os resultados melhores da parte dos clientes; Poderá dispor de todo o seu equipamento e ambientar seu espaço de maneira a favorecer a terapia. Terá móveis adequados a manipulações e técnicas várias do Shiatsu, unindo conforto à ergonomia. Enfim, o melhor do terapeuta se faz em seu ambiente, e o melhor do cliente se faz fora de seu próprio ambiente.

De qualquer forma, esse é um detalhe onde o terapeuta usará seu melhor para subrepujar desvantagens e resistências que o cliente em seu “habitat” costuma criar. Ele em si já é elemento diferencial no velho ambiente, e sua presença já inspira a uma certa quebra de automatismos. Com efeito, não se deve imaginar de estanque um atendimento domiciliar como algo de menor nível; Há desafios diferentes, detalhes instigantes, e cada caso será sempre um caso único, devendo-se pensar junto com o cliente quais são as melhores estratégias para o alcance do equilíbrio.

*   *   *

*  Arnaldo V. Carvalho é Terapeuta Corporal, Naturopata, e Praticante de Shiatsu há 17 anos.
Membro Conselheiro do Sindacta – Sindicato de Acupuntura e terapias afins do Rio de Janeiro, autor do livro Shiatsu Emocional, único brasileiro a ministrar conferência no Congreso Internacional de Shiatsu em Madri (considerado o maior evento do gênero). Já dinamizou atividades ligadas ao Shiatsu em diversos estados do Brasil e países como Estados Unidos, Panamá, Argentina, Japão, Espanha e Portugal. Dirige a Aeshi – Escola de Shiatsu, onde ensina o Shiatsu Emocional através de uma didática inovadora. Coordena o curso de Shiatsu do Centro Brasileiro de Acupuntura Clínica e Medicina Chinesa. Administrador dos sites http://www.shiatsuemocional.com.br, shiatsuemocional.wordpress.com, portalverde.com.br e portalverde.wordpress.com. É ainda  fundador e administrador do Fórum Shiatsu BR (yahoogrupos) e do Shiatsu Brasil (Facebook). Mais sobre Arnaldo V. Carvalho em http://www.arnaldovcarvalho.com

 

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Intensivos de Shiatsu que valem a pena: Onde encontrar

** Se você conhece ou ministra um curso de Shiatsu em formato intensivo, escreva para nós e poderemos inseri-lo em nosso artigo para melhor informar nossos leitores! **

Muita gente é louca para fazer Shiatsu, mas não tem tempo ou mora longe de onde se oferecem cursos regulares. A alternativa é fazer um curso intensivo, onde em poucos dias pode-se cumprir uma carga horária equivalente a de cursos maiores de formação básica.

Alguns desses cursos são de imersão, ou seja, dorme-se no local do curso. Em geral, os cursos de imersão mesclam aulas com práticas de saúde integral (alimentação desintoxicante, exercícios e meditações, etc.), sendo uma opção maravilhosa para quem quer aprender e ao mesmo tempo se cuidar. Melhor que um SPA, pois você faz praticamente tudo o que um SPA teria a oferecer pagando bem menos e ainda adicionando os conhecimentos do curso. São, porém, mais caros que os cursos da média, e por vezes dormir fora é situação complicada, especialmente para quem tem filhos pequenos, pais muito velhos, animais que requerem cuidados diários, entre outras situações. Para esses, há os intensivos tradicionais onde só se passam cerca de dois turnos no local de estudos (normalmente o dia inteiro, mas encontra-se cursos que combinam tarde e noite, ou mesmo manhã e noite).

Independente de ser imersão ou não, quem mora longe de uma boa escola de Shiatsu pode ainda encontrar o momento certo de fazer o curso, pois esses e geral são ministrados em datas situadas em feriados, permitindo que o aluno viaje e faça o curso normalmente.

A vantagem de um curso intensivo é um começo rápido e animado ao mundo do Shiatsu. Logo o aluno percebe conseguir praticar mesmo fora da sala de aula, os benefícios são sentidos pelas pessoas com quem ele pratica e a gratificação disso é de valor inestimável. O grande entusiasmo que um bom intensivo proporciona dá fôlego para que o aluno busque mais, busque novos cursos, busque se aprofundar, busque o professor para tirar as dúvidas e fazer melhor Shiatsu numa pessoa querida (ou sendo ex-aluno um profissional a utilizar as ferramentas aprendidas no curso, de buscar supervisão do professor para casos mais complexos).

A desvantagem é que há muita informação a assimilar, e quem não pratica logo em seguida vai esquecendo o que aprendeu. A solução para isso foi encontrada em nosso curso de Shiatsu Emocional com a criação do Grupo de Estudos Online do Shiatsu Emocional, que reune alunos de todo o Brasil e exterior, e mantém o processo de aprendizagem e fixação através de estudos dirigidos, revisões, etc. Esse grupo foi o primeiro e ainda é até onde sabemos um oferecimento exclusivo de nossa escola. O aluno pode ainda repetir quantas vezes quiser o curso, gratuitamente. Além disso, periodicamente realizamos encontros e estudos ao vivo, sempre gratuitos, em nossa sede e nossos núcleos. Desse modo, quem opta por nossos cursos intensivos não perde em nenhum quesito a quem faz os cursos das turmas regulares. Nem mesmo no preço, que é o mesmo.

Quem faz um curso intensivo deve ter em mente que ou ele é um curso introdutório, ou é parte de uma formação maior, que adota o sistema modular ou de níveis (mais comum). Algumas vezes o formato do curso de nível básico é bastante bem planejado, de modo que ele é ao mesmo tempo um curso completo para quem apenas quer fazer o básico para autoconhecimento e benefício pessoal (e talvez praticar em casa e despretenciosamente), e ao mesmo tempo o início de uma formação maior, quando a escola oferece então outros cursos, em níveis cada vez mais profundos. Há sempre a surpresa daquele que fez o curso básico apenas para conhecer um pouco mais e acabou se animando, fazendo os demais níveis de uma escola, ou entrando em uma formação completa em uma outra, e mesmo que tornou-se profissional; e por outro lado, há o profissional de saúde ou estudante novato nas terapias naturais que faz o curso pequeno e mede o seu próprio “termômetro”, chegando a conclusão de que a prática do Shiatsu tem tudo a ver com ela ou não – sem precisar para isso correr o risco de se matricular num curso longo e sair poucos meses depois tendo gasto dinheiro, e sem conclusão alguma.

Separei abaixo alguns dos cursos intensivos encontrados na Internet. Parece-me que os objetivos formativos de cada professor são bem distintos. De qualquer forma, espero que a listagem seja útil ao nosso leitor. Acrescento a eles nosso próprio curso, que será esse ano (2011) oferecido apenas uma vez no Brasil e com muito carinho durante o Carnaval (interessados em Portugal e Espanha consulte-nos por favor).

1. Imersão com Alice Hayashibara (SP e interior de SP)

A Prof. Alice é muito experiente e querida, e oferece um curso com programa muito bem armado. Ela já deu esse curso em vários locais. Sugiro contato pelos sites:

http://www.educacaofisica.com.br/eventos_mostra.asp?id=970

http://www.facebook.com/group.php?gid=101352293319&v=wall&viewas=0#!/event.php?eid=146380824918&index=1

http://www.paragonbrasil.com.br/news.php?id=9420

2. Shiatsu Okido intensivo (SP e MT)

Autores do livro Karenbui e introdutores do Shiatsu Okido, do Método Karenbui e representantes no país do Instituto Oki do Japão,

Fernando Montoto e Paulo Guimarães possuem ótimas referências (terapeutas amigose competentes que já fizeram cursos ou seminários com eles adoraram), e também oferecem a versão intensiva de seu curso básico, no Instituto Okido, em São Paulo (SP):

http://www.okido.com.br/curso_shiatsu.php

3. Instituto Cíntia de Cássia (SP)

O curso é dado em São Paulo pela terapeuta e professora Maria Aparecida de Almeida, que ensina um shiatsu super básico em apenas um dia: http://www.institutocintiadecassia.com/

4. Cursos intensivos em Portugal

Já em Portugal, é possível acessar a formação básica rápida da japonesa Keiko Maeda e Manuel Fernando Pinto, em dois dias intensos de aprendizados:

http://www.fisiozone.com/showthread.php?115144-Curso-Intensivo-de-Shiatsu-%284%AA-edi%E7%E3o%29-%28N%EDvel-1%29

Outra professora a ensinar em Portugal é Isabel Chen:

http://yhiolascalata.blogspot.com/2009/06/curso-intensivo-de-shiatsu-por-isabel.html

5. Imersão em Shiatsu com Arnaldo V. Carvalho em Aiuruoca, MG – 7-10 de Setembro de 2011

No alto de Aiuruoca, última parada do famoso circuito das águas minerais que inclui as cidades de São Lourenço e Caxambu, há o Vale do Matutu. É nesse paraíso, onde se tropeça em cachoeiras e mata atlântica nativa o tempo todo que será realizado o Curso de Shiatsu em regime de imersão com Arnaldo V. Carvalho no Brasil. Esse é o curso de nível básico, perfeito para leigos que desejam fazer um curso para autoconhecimento e prática doméstica; iniciantes em formação, profissionais que queiram uma nova abordagem terapeutica, profissionais de Shiatsu que queiram forte embasamento na relação dos meridianos com as emoções, além de aprenderem técnicas ainda desconhecidas da maioria; São quatro dias intensos, com muita prática mas excelente embasamento teórico. Haverá ainda vários momentos abertos a familiares que queiram estar conosco nessa viagem. Metodologia exclusiva, e suporte pós curso garantido. Veja o programa do curso em www.shiatsuemocional.com.br e saiba que é mais do que isso. As condições, como chegar, formas de pagamento e demais detalhes podem ser obtidos diretamente com as organizadoras Karina Araújo e Andrea Del Olmo em  kuraterapia@gmail.com e adoll31@yahoo.es, respectivamente.

5. Intensivo de Carnaval em Niterói, RJ (5 a 8 de Março de 2011, 9 às 18H).
Curso de Shiatsu com Arnaldo V. Carvalho. Esse é nosso curso de nível básico, perfeito para leigos que desejam fazer um curso para autoconhecimento e prática doméstica; iniciantes em formação, profissionais que queiram uma nova abordagem terapeutica, profissionais de Shiatsu que queiram forte embasamento na relação dos meridianos com as emoções, além de práticas ainda desconhecidas da maioria; São 32 horas com muita prática mas excelente embasamento teórico. Metodologia exclusiva, e suporte pós curso garantido. Para quem é de fora, há opção de hospedagem semi-gratuita (faça contato). Veja o programa do curso em www.shiatsuemocional.com.br e as condições, local, e formas de pagamento em www.centrobrasileiro.com.br. Quem desejar maiores informações pode ainda me contatar diretamente em arnaldovc@portalverde.com.br. 

Independente do curso que escolher, observe a proposta de cada um antes, pois a frustração sempre é filha da expectativa. Lembre-se um curso introdutório, por melhor que seja, é apenas introdutório. Se você quer mais, busque desde o princípio um curso que tenha passos seguintes, para que você possa seguir avançando. No mais, fica aqui meu desejo de que você goste e venha fazer parte do universo do Shiatsu.

*   *   *

*  Arnaldo V. Carvalho é Terapeuta Corporal, Naturopata, e Praticante de Shiatsu há 17 anos.
Membro Conselheiro do Sindacta – Sindicato de Acupuntura e terapias afins do Rio de Janeiro, autor do livro Shiatsu Emocional, único brasileiro a ministrar conferência no Congreso Internacional de Shiatsu em Madri (considerado o maior evento do gênero). Já dinamizou atividades ligadas ao Shiatsu em diversos estados do Brasil e países como Estados Unidos, Panamá, Argentina, Japão, Espanha e Portugal. Dirige a Aeshi – Escola de Shiatsu, onde ensina o Shiatsu Emocional através de uma didática inovadora. Coordena o curso de Shiatsu do Centro Brasileiro de Acupuntura Clínica e Medicina Chinesa. Administrador dos sites http://www.shiatsuemocional.com.br, shiatsuemocional.wordpress.com, portalverde.com.br e portalverde.wordpress.com. É ainda  fundador e administrador do Fórum Shiatsu BR (yahoogrupos) e do Shiatsu Brasil (Facebook). Mais sobre Arnaldo V. Carvalho em http://www.arnaldovcarvalho.com

Veja ainda nosso artigo: “Por que existem cursos de Shiatsu com duração tão variada?“.

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** Se você conhece ou ministra um curso de Shiatsu em formato intensivo, escreva para nós e poderemos inseri-lo em nosso artigo para melhor informar nossos leitores! **

Notícias

Grupo Cecth comemora 10 anos em casa nova – Entidade dedicada à diversas terapias, entre elas o Shiatsu e a Acupuntura abre nova sede em Copacabana

Fazendo 10 anos, o Cecth, grupo que se destaca pela competência com que cuida de seus clientes e a seriedade com que trata seus alunos, está de casa nova. Agora na R. Barata Ribeiro, um dos pontos mais tradicionais de Copacabana, a instituição, dirigida pelo Prof. Rodolfo Correa Lima.

Para comemorar este grande passo, o cecth oferecerá  40% de desconto em seus atendimentos. São diversas modalidades terapeuticas, e o desconto vale até dia 30 de abril deste ano.
As terapias com desconto são :

Acupuntura * Quiropraxia * Massoterapia * Estética * Drenagem Linfática * Pedras Quentes

Uma oportunidade para quem deseja se tratar com qualidade.
INFORMAÇÕES – GRUPO CECTH
TELEFONES: (21) 2570-1180 / 2570-1205 / 9628-6385
http://www.cecth.com.br

Novo endereço: Rua Barata Ribeiro, nº 774 sala 502 – Copacabana – RJ (ao lado do Metrô Cantagalo – Saída pela Rua Xavier da Silveira).

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Redes e grupos agora recebem atualizações do Shiatsu Emocional (via Arnaldo V. Carvalho)

A partir deste mês o Shiatsu Emocional – Blog e Site estará oferecendo aos membros das principais redes que tratam de Shiatsu e MTC no país seu informativo de novidades, com links para todas as atualizações da semana. Para receber basta se filiar a uma das redes: Shiatsu Brasil (shiatsu-br) Acupuntura Brasil (Restrito a profissionais e estudantes de MTC) Shiatsu Emocional (restrito aos praticantes do estilo) Shiatsu Brasil no Facebook Confira aba … Read More

via Arnaldo V. Carvalho

Artigos e afins

Shiatsu Tradicional… Existe?

Shiatsu Tradicional… Existe?

O conceito de “tradicional” para o Shiatsu é duvidoso e em geral mal empregado

Por Arnaldo V. Carvalho*

O termo “Shiatsu Tradicional” é visto frequentemente como designação de um Shiatsu “mais puro”, “mais oriental”, ou quem sabe até mais sério e/ou profundo. Alguns interessados ou curiosos com a técnica possivelmente imaginam que é exatamente isso, a ponto até de haver procura por cursos ou tratamentos “Shiatsu tradicional”. Mas o que de fato será o Shiatsu tradicional? Uma modalidade específica? Tradição remete a algo antigo, que se reproduz continuamente, da mesma forma, e por longo tempo… quem sabe até algo tão antigo quanto a cultura milenar que sobrevive no Oriente! Haverá assim um Shiatsu Tradicional, imutável e sendo transmitido por gerações?

A resposta imediata é “não”. Shiatsu é fruto de um movimento que não se encerra nunca, pois trata da relação do ser humano com seu próprio corpo. A medida que o grupo social de onde se origina o Shiatsu evolui, também o Shiatsu evolui. A medida que o Shiatsu passa a ser praticado por diferentes culturas, também modifica-se o Shiatsu. Ao passo da percepção individual, o Shiatsu não pode permanecer o mesmo: cada um possui uma relação com o próprio corpo (símbolo do “Eu”) e com o corpo vizinho (símbolo do “outro”). Essa relação é estabelecida de pessoa para pessoa, e influenciada pela formação da personalidade e seus traços, pela educação, cultura…

É claro, pode-se dizer que, se o Shiatsu não é reproduzido fielmente por muito tempo, ao menos ele pega emprestado e mistura a cultura tradicional japonesa a suas recém-importadas tecnologias. Assim como a antiga massagem An-ma1 é elementar na criação do Shiatsu, costumes japoneses tradicionais, que incluem a filosofia, a maneira de vestir, a distância e formalidade entre os praticantes, também. Finalmente, coube ao Shiatsu utilizar de forma inédita os saberes anatômicos, fisiológicos da arte de curar ocidental, além de incorporar pensamentos e ações inerentes a quiroprática e osteopatia.

Para ilustrar a questão de modo mais preciso, vamos lembrar alguns dos fatos que participam da trajetória do Shiatsu, sua origem e desenvolvimento.

O Shiatsu começa a tomar a forma que conhecemos hoje entre no intervalo de tempo do chamado Grandioso Império Japonês, da Restauração Meiji (1868) até a derrota japonesa na II Guerra Mundial (1945). Foi quando a cultura japonesa passou por uma transição brusca, deixando para trás a secular estrutura do xogunato, uma ditadura militar e feudal, isolada do restante do mundo, para a chamada Era Meiji, onde o país experimentou um rápido processo de modernização e crescimento econômico. Em poucos anos, o Japão passou de uma cultura familiar para uma cultura industrial, de tradição espontânea e ensino discipular para ensino sistemático, ocidentalizado. Esse momento mudaria rápida e radicalmente a forma do Japão ver e ser visto por si mesmo e por todo o globo, e culminaria de forma tão contundente que ainda hoje há muito a ser assimilado, percebido, aceito por aquela nação em relação ao ocorrido naquele período.

Para se ter uma ideia da efervescência do momento, temos, além do Shiatsu, o nascimento de diversas técnicas e práticas corporais, terapêuticas, espirituais e sociais (pilares fundamentais do Shiatsu) que permaneceriam fortemente estruturados até os dias de hoje. Nessa época personagens místicos que se tornariam referencias japonesas nas artes de cura e espiritualidade atuais. Em 1865 Mikao Usui (Reiki) nasce; Tokuharu Miki (Perfect Liberty) em 1871. Meishu-sama (Igreja Messiânica) nasce em 1882. Masaharu Taniguchi (Seisho-no-ie) em 1893; Nas artes marciais, também se viu surgir aí o judô, o aikido e o karatê moderno. Tadashi Izawa, outro importante mestre da história do Shiatsu, é de 1895; Tokujiro Namikoshi, responsável pela institucionalização do Shiatsu e seu reconhecimento governamental nasce logo depois, em 1905, ainda na Era Meiji.

Sem dúvidas, o processo de industrialização e a ascensão do capitalismo no Japão a partir da Era Meiji e suas várias mudanças (abertura ao comércio internacional; a forma de se ensinar; o público-alvo dos cursos; o próprio surgimento de um Shiatsu ainda embrionário, em princípio sem nome, etc.) assinalam que na época de seu surgimento, o Shiatsu também participa da demarcação do território cultural japonês, agora desafiado pelas culturas ocidentais e sofrendo de uma manobra de estado que estimulava um sentimento anti-chinês – que culminaria ou que fôra incentivada – pelas guerras sino-japonesas que abrangeram todo o período do Império Japonês. Isso foi um passo importante na construção de uma técnica que fosse mais independente das teorias médicas do oriente continental, e ao mesmo tempo, na maior utilização das teorias médicas ocidentais.

Dentro desse contexto, sobram poucas dúvidas de que os os novos métodos de comunicação de massa, a decadência do sistema oral e discipular e sem dúvida, a reestruturação da educação – especialmente voltada a gerar sentido de unidade nacional – e sua consequente alfabetização contribuíram para que toda essa classe de novas entidades se enraizasse na sociedade japonesa em ritmo acelerado. As práticas de massagem também passaram pela roupagem do novo modelo de ensino, e o governo de então instituiu o ensino do An-ma para cegos, um momento antes do Shiatsu aparecer na história. O que há de tradicional nisso? O que há de “tradicional” em algo que em princípio foi criado e nunca ensinado “de pai para filho” ou de “mestre para discípulo” a moda original?

Shiatsu, transmissão e Brasil

Como muitos povos, os japoneses adotaram a massagem como forma de tratamento em seus diversos extratos sociais. Até por isso, ninguém é capaz de provar que o termo Shiatsu não era utilizado antes de Sensei Tamai Tempaku2 tê-lo escrito. Nem de dizer que ele não surge como parte da cultura corporal sempre em evolução do povo. Da cultura e da expressão popular. A prática da massagem é parte da demanda relacionada a labuta nos campos de arroz, reproduzida por gerações; Tal atividade dividirá lugar, a partir da revolução industrial iniciada no Império Japonês, com o trabalho operário. Esta nova forma de trabalho, executada de forma mecânica, sedentária e marcada por velocidade e grande volume produtivo começa a criar um novo tipo de indivíduo – e com ele, também novas dores e doenças. Cenário perfeito para o surgimento do Shiatsu em resposta a “nova medicina ocidental”, que infesta a velha cultura e cada vez mais requer uma praticidade, rapidez e eficiência que o a técnica buscaria oferecer preservando os paradigmas insulares.

Os relatos orais e os costumes tradicionais transmitidos entre os descendentes de japoneses no Brasil apontam para uma existência de cuidados corporais e familiares incorporado na cultura do povo por gerações, e portanto, tradicional. Enquanto fruto disso, o Shiatsu poderia ter uma “versão camponesa”, sendo apenas o “nome último” de uma velha prática corporal milenar.

Indícios de que isso pode realmente ter ocorrido encontram-se na concepção de movimento do próprio Shiatsu, e em especial, nas regras enrijecidas dos praticantes mais antigos: o uso exclusivo das mãos, as pressões e o encorajamento para que a pessoa “enxergue” as pessoas pelos dedos (ou seja, mais ao modo dos cegos – exatamente como os primeiros profissionais treinados em An-ma).

Esse jeito de trabalhar pode ser verificado nas manobras utilizadas pelos praticantes informais das colônias japonesas no Brasil, que aprenderam o Shiatsu dentro de casa com seus familiares, como parte de um sistema doméstico de saúde. Hoje a maior parte dessas pessoas já possui certa idade. Os jovens já tem menos chance de aprender com seus pais, e quando dão sorte e interessam-se, ainda encontram um avô para aprender e praticar. A postura do corpo do terapeuta comparada à imagem de uma pessoa agachada o dia inteiro a colher arroz num terreno encharcado já nos dá a noção do quanto o Shiatsu seria mais que uma técnica, mas um ponto dentro da infinita linha de desenvolvimento de toda uma cultura corporal.

É arriscado dizer, mas dado o nível de industrialização do Japão atual e sua mecanização no setor agrário, talvez tenhamos mais dessas práticas tradicionais nos campos do interior do Paraná, São Paulo e outros estados com grandes colônias japonesas do que no próprio Japão. A cultura transformada no país de origem acaba sendo até certo ponto preservada por aqui. (exemplo análogo é visto no Pomerano, dialeto alemão que só se fala no Brasil, tendo desaparecido na própria Alemanha).

Finalmente, em se tratando de algo que faz parte da cultura corporal de um povo, dizer que Shiatsu começou a partir de um texto escrito é correr o risco de uma afirmação equivocada. Até muito pouco tempo antes da Era Meiji, a sociedade era dividida entre a massa camponesa e uma outra minoritária, onde tal como no ocidente, ocupam-se de coordenar a ordem social, além do desenvolvimento e acúmulo de conhecimentos e tecnologias. Tal grupo minoritário era composto de nobres, monges, e samurais… ocupações célebres na sociedade japonesa, distantes do agrário, pobre e popular; e com acesso ao restrito mundo da escrita. À serviço dos ideais e da nobreza, foram os representantes do poder do Universo sobre o homem (monges) e da espada sobre a sociedade (samurais) – de grande influência na sistematização do conhecimento que dá origem as artes de cura (e da guerra) conhecidas até hoje (não é a toa que muitos mestres do Shiatsu utilizam roupas semelhantes às do Judô). Se houve, portanto, um “Shiatsu” escrito, se foi criada uma técnica dentro de uma escola de An-ma, essa destinou-se a um número limitado de uma camada específica da população. Aqui indagamos se teria havido “dois Shiatsus” coexistindo – um popular, camponês, tradicional; e outro, sistemático, industrial, moderno e… escrito. Se isso ocorre, é possível que a história que conhecemos propagada nos livros de Shiatsu possivelmente seja apenas a história de uma elite dentro do imenso universo desta terapia.

Shiatsu moderno e a prova final da falácia da tradição como cultura engessada

Se no século XIX o Japão transitou de país fechado para aberto com a característica de ir buscar fora o que precisasse para fazer o país despontar sob uma perspectiva materialista, agora, arrasado na segunda metade do XX ele passaria a receber as influências externas de maneira menos seletiva e opcional: após a rendição na II Guerra Mundial, o controle governamental passa em grande parte às mãos americanas, e entre outras políticas unilaterais, há por alguns anos a proibição das práticas de saúde tipicamente japonesas, inclusive do Shiatsu. Embora não se comente, sabemos que o Shiatsu que seria readmitido estava relacionado a um conjunto de fatores, entre eles o uso da racionalidade médica do ocidente.

A partir dos anos 60 do século XX, temos uma grande retomada do Japão conduzido por japoneses, não sem que a ocidentalização não tivesse criado fortes raízes; Essa época irá conduzir a uma nova revolução do próprio Shiatsu, com a ascenção de escolas por todo o globo, propagadas por japoneses que seguiam descompromissados com o “Shiatsu governamental” e emitindo conhecimentos derivados das antigas sabedorias. Talvez as mais bem sucedidas empreitadas de exportação desse tipo de Shiatsu tenha sido o de Shizuto Masunaga e Wataru Ohashi, nos EUA, e de Shizuko Yamamoto, na Europa. Porém, os conhecimentos aparentemente tradicionais são em parte reconstruções, e misturam-se a saberes modernos como os de George Osawa e sua macrobiótica.

O Shiatsu nunca foi um só, embora os vários caminhos tenham sido sempre igualmente válidos. É disso que surgem, inclusive, modalidades de Shiatsu familiares que poderiam ser chamadas por assim dizer de “tradicionais”. Assim, há no mínimo um Shiatsu fruto do saber popular, há um Shiatsu fruto da sistematização e apreensão da MTC por parte dos monjes Zen e do povo japonês; há um Shiatsu “tradicional” que se afasta de tudo isso, e bebe de uma fonte reconstruída a partir das necessidades e prioridades desse povo na virada do século XIX para o XX e novamente a partir do fim da II Guerra Mundial.

Interpreto aqui, dessa forma, que um “Shiatsu tradicional”, caso exista, deve ser visto como o mais desconectado possível com as modernizações introduzidas a partir especialmente da segunda metade do século XX; e nesse período, especialmente entre o final dos anos 70 e primórdios dos anos 80 por parte de mestres, pesquisadores e praticantes contemporâneos.

Quem estaria hoje com esse grau de desconexão para com o Shiatsu moderno? É muito remota a possibilidade! Parece que a única maneira seria aprender Shiatsu com um japonês que aprendeu com o avô, que teria aprendido com seu pai… Algo mais próximo da tradição. Das antigas escolas, muito da essência tradicional permanece, em contraste com as modernizações.

Sob essa perspectiva, dificilmente poderemos chamar qualquer prática atual de “Shiatsu tradicional”, pois seria falar algo que de fato já não existe; No máximo, haveria uma “alma tradicional” acontecendo dentro do moderno: Bebem as escolas do saber antigo, sem porém estagnarem-se em seu constante processo evolutivo.

* * *

* Arnaldo V. Carvalho é naturopata e praticante de Shiatsu há 17 anos. É autor dos livros “Shiatsu Emocional” e “O Tao do Corpo”, e coordena o Shiatsu do Centro Brasileiro de Acupuntura de Medicina Chinesa.

  1. Tamai Tempaku talvez esteja transliterado errado – essa especulação é de Carola Beresford-Crooke, presidente da Sociedade Britânica de Shiatsu, autora de diversos livros sobre a técnica. Na Internet encontra-se uma ou outra variação de seu nome para Tamai Tempeki. Ainda estou em busca do livro original em japonês, e Carola ficou ainda de verificar para mim a resposta, que ela acredita que Paul Lundgren, também famoso autor de Shiatsu deva ter.
  2. An-ma é a antiga técnica de massagem que inclui uma série de movimentos. Possui dezenas de variáveis e teria sido levada ao Japão pelo continentais – falam de chineses, mas não havia na época a noção de país como a que temos hoje – pelo menos uma milênio antes. Segundo as leis japonesas atuais, a formação de Shiatsu precisa incluir o An-ma, ou seja, você não pode se formar somente em Shiatsu, mas sempre em An-ma e shiatsu.
Notícias

UNIBAN lança curso de formação em Acupuntura

Curso Sequencial de Formação Específica em Acupuntura
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O curso Sequencial em Acupuntura da UNIBAN fornecerá conhecimento milenar de uma forma multidisciplinar e dará oportunidade do estudante conhecer um pouco da cultura oriental, em busca da formação profissional. O aluno terá uma visão de totalidade do ser humano, que o capacitará para uma atuação competente de forma compatível com as exigências do mercado de trabalho.

 

 

 

O formado neste curso poderá atuar em hospitais, unidades básicas de saúde, empresas, clínicas, clubes desportivos, escolas, asilos, domicílios, faculdades e centros de pesquisa, entre outros. Nos dias de hoje, a acupuntura ganhou espaço também na área esportiva, tornando-se mais uma alternativa para realçar o desempenho, acelerar a recuperação física pós-treinamento, prevenir lesões, aliviar dores musculares durante e pós-competição e tratar possíveis lesões, sendo utilizada nos principais clubes e centros esportivos no Brasil e no mundo.

 

 

 

• O Diploma deste curso dará direito ao processo de ingresso no curso de Fisioterapia, mediante aproveitamento dos estudos já realizados, permitindo a conclusão do bacharelado em mais 01 (um) ano.

 

• Através da prática supervisionada nos Centros Clínicos da UNIBAN, o curso fornecerá conhecimento milenar da Acupuntura de uma forma multidisciplinar e com uma visão de totalidade ao ser humano, habilitando o futuro profissional a atuar de forma compatível com as exigências do mercado de trabalho.

Agenda: Cursos Eventos etc.

Curso de Hinaishi, acupuntura intradérmica (Madrid, Espanha)

 

Data

Sunday, March 6 · 9:00am – 3:00pm

Local

MADRID, SHIATSU YASURAGI

Informações

CURSO DE HINAISHIN, ACUPUNTURA INTRADÉRMICA
Hinaishin curso baseado nolivro: “Acupuntura fácil, Hinaishin.

 

Conteúdo: historia, características, noção dos pontos de inserção, inserir e retirar as agulhas, direção da inserção, estimular e sedar, doenças que se podem e não se podem tratar, inserção nas costas e seus efeitos, inserção no abdome e seus efeitos, inserção em pontos de acupuntura, tratatamentos

 

Preço: 141€ com o livro.

Reservas antes 20 de fevereiro

Depois: 165€

 

www. shiatsuescuela. es yasuragi@rdifusion.es

Data

Sunday, March 6 · 9:00am – 3:00pm

Local

MADRID, SHIATSU YASURAGI

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CURSO DE HINAISHIN, ACUPUNTURA INTRADÉRMICA
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Preço: 141€ com o livro.

Reservas antes 20 de fevereiro

Depois: 165€

 

www. shiatsuescuela. es yasuragi@rdifusion.es

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Calendário de Cursos do Centro Brasileiro de Acupuntura e Medicina Chinesa (via Portal Verde)

Agenda de Cursos do Centro Brasileiro de Acupuntura 1- 26/02/2011 – Curso de Acupuntura em Estética Facial e Corporal (Niterói) 2-    16/03/2011 – Curso de Shiatsu (4as feiras durante 3 meses) 3- 19 e 26/03/2011 – Pós Graduação “ Lato Sensu”  em Acupuntura (inicio) 4-    02 e 03/4/2011 – Curso de Terapia do Bem – (Cristais Radiônicos) 5- 23/04/2011 – Curso de Acupuntura em Estética Facial e Corporal (Cabo Frio) 6-    30/4 e 1/5/2011Curso de Riodo … Read More

via Portal Verde