Artigos e afins

Como o Shiatsu pode te ajudar a PASSAR EM CONCURSOS

Por Arnaldo V. Carvalho*

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Vestibular. Defensoria. Magistrado. Concurso público. Provas. Entrevistas. Memória, atenção, tensão, stress, ansiedade, medo.

Se você é capaz de associar o concurso que pretende fazer com palavras como essa, deve ter noção do que passa alguém que pretende, após uma prova bem feita, passar a uma nova etapa de vida, onde todo o sacrifício e dificuldade vivida anteriormente  será compensada com uma posição satisfatória seja ao entrar em um novo nível acadêmico, seja pela tranquilidade e estabilidade econômica que um concurso ou emprego pode proporcionar.

Infelizmente, para muitos esse tempo é tragado pela dificuldade de concentração. É difícil viver no presente sonhando tanto com o futuro, necessitando tanto deixar um presente apertado para trás, tirar da cabeça o mundo de cobranças externas e internas.

Dizer “acalme-se” talvez seja a resposta exata para deixar uma pessoa com grande stress ainda pior. Aumentar o tempo de estudo só aumenta o stress, reduz os mecanismos de desestress, e a concentração torna-se ainda pior. Apelar para medicamentos ansiolíticos é fazer o organismo pagar um preço que pode ser alto, incluindo os efeitos colaterais.

Sintomas Secundários

A dificuldade de se concentrar, aprender e memorizar é o sintoma principal do estudante; contudo, não podemos eser que quase sempre tais sintomas são acompanhados de outros problemas, que embora bastante sérios em geral são colocados de lado e mesmo considerdos “menos urgentes”. Assim, ficam em segundo plano atapalhando ainda mais a paz e ando as energias de quem estuda.  Alguns desses sintomas incluem: insônia, dor de cabeça, irritabilidade, problemas de pele, problemas intestinais, indisposição, dor no estômago (com ou sem gastrite), cansaço crônico, aumento de peso, cistites, candidíase, herpes, aumento de crises em pessoa alérgicas, inchaço, dores musculares (sobretudo nos ombros, nuca e lombar), entre outros.

O que fazer?

No meio disso tudo, quase ninguém imagina o quanto o Shiatsu faz diferença numa hora como essas. Sim, a solução pode estar nessa terapia, que embora popular, é pouco conhecida em algumas de suas virtudes. Sim, o Shiatsu é a técnica que fará você dispensar mandingas, crendices e afins na hora de se dedicar a passar na prova – seja ela a do seu curso, seja para um vestibular, concurso público, seja um teste que envolve performance física (caso você seja um atleta ou artista) ou mental. O Shiatsu promove relaxamento corporal. Ele permite que o ruído, a fala interna – mental compulsiva abrande e permita que os pensamentos entrem em ordem. Ele favorece o surgimento de um novo espaço interno e um novo tempo interno dentro da pessoa, de modo que ela consegue se focar durante o estudo, recupera a auto-estima e deixa a pessoa com a cabeça fresca para atuar com toda a sua potencialidade quando do “dia D”. Mas afinal, o que é essa técnica maravilhosa?

O que é o Shiatsu

Shiatsu é uma terapia corporal que teve origem no Japão e desenvolveu-se diferentemente e paralelamente em várias partes do mundo. Algumas escolas baseiam-se no sistema energético da Medicina Tradicional Chinesa; outras, nas práticas de saúde popular do Japão; outras ainda, no conhecimento anatomo-fisiológicas do Ocidente, e finalmente, há escolas de sistema misto. Independente do método escolhido, o Shiatsu reúne algumas características que o tornam realmente especial em momentos como esse, e acabam proporcionando os resultados mencionados mais acima neste artigo. Dentre essas características, podemos destacar:

Toque: O toque inicia-se na fisicalidade mas sempre o transcende. Ao sermos tocados por alguém uma mão que é percebida como amorosa, passamos pouco a pouco a confiar. O elo que o vínculo de pele nos traz cria entre os praticantes de Shiatsu uma atmosfera de equilíbrio e harmonia, onde tanto quem faz como quem recebe beneficiam-se. O toque faz emergir a confiança, a tranquilidade e permite que os músculos saiam do alerta, descontraiam-se, permitindo assim a renovação da forma de lidar com o mundo e suas necessidades. O toque do Shiatsu tem exatamente esse objetivo.

Ritmo: O ritmo do Shiatsu de qualidade induz a um movimento cerebral mais lento – compatível com estados meditativos-, levando os praticantes (tanto aquele que aplica as técnicas como o que recebe) a aumentarem o poder de concentração, o foco e a tranquilidade mental.

Respiração: Técnicas respiratórias são são amplamente utilizadas, com diferentes objetivos. Elas permitem a oxigenação do cérebro; O gerenciamento e a resolução de desequilíbrios encontrados ao longo do corpo, durante uma sessão; Um contato maior da psique com o mundo externo e do consciente com o inconsciente.

Fala: Poucas escolas utilizam a fala como recurso terapeutico. Porém, se bem conduzido, o verbo pode ser um poderoso aliado no Shiatsu. Ao tocar certas zonas do corpo é possível fazer emergia medos e ansiedades, e por vezes isso vem a tona na mente e expressa-se inicialmente na verbalização – especialmente numa primeira parte do tratamento (esse é apenas um exemplo). A fala possui o momento certo, o tema certo e a quantidade certa.

Os mecanismos – como funciona

“O corpo não foi feito por partes”, dizia Dr. Barcellos, longevo médico com uma visão global do corpo. Sim, o corpo está todo ligado. Certas áreas da pele possuem áreas correlatas no cérebro, influenciando na química neuronal, hormnal, nas emoções, na energia vital da pessoa. Pressionar as áreas certas do jeito certo e com o ritmo certo é a primeira estratégia do tratamento de qualquer estilo de Shiatsu. Lembra uma massagem, mas não há deslizamentos, apenas pressões, em geral constantes e ritmadas – quase sempre com o uso das mãos ou dedos. Durante uma sessão de Shiatsu, os praticantes interagem dinamicamente, observando e procurando soluções terapêuticas para desequilíbrios das diferentes áreas do corpo, sempre relacionadas por mecanismo reflexológico com emoções e funções orgânicas.

Associação com terapias coadjuvantes e orientação de tarefas extra-sessão

Há profissionais de Shiatsu que estão preparados para oferecer uma terapia verdadeiramente holística (que observa os fenômenos individuais e coletivos de maneira integrada). Esses lançarão mão de recursos vários, poderão oferecer dicas de alongamentos, uso de óleos essenciais, alimentação apropriada para o momento, etc.

Dá pra fazer em casa?

Shiatsu pode ser aprendido em diferentes níveis, e mesmo praticado individualmente. Sua forma básica é simples, eficaz e segura, e portanto pode ser realizada sem problemas dentro da família. Se um praticante caseiro sentir  sua dificuldade no estudo, ou gerenciamento do stress, de modo a não permitir que os resultados sejam satisfatórios, então é hora de buscar auxílio profissional.

Tipos de Shiatsu

Assim como outras atividades corporais do antigo oriente, como o kung fu ou o tai-chi-chuan , por exemplo, o Shiatsu possui diferentes escolas, e diferentes estilos. Para saber mais sobre os diferentes tipos de Shiatsu, leia a matéria de nosso Blog clicando aqui.

Onde encontrar para aprender e fazer em casa:

Há várias escolas e pequenos cursos particulares de bons professores, dedicadas aos diversos níveis de Shiatsu. Nossa escola Aeshi oferece cursos modulares, onde os graus básicos são excelentes para os leigos, sendo cursos mais dinâmicos e descontraídos – embora sejam sérios e ensinem de verdade. Conheça nosso curso de Shiatsu Emocional módulo básico clicando aqui. Oferecemos o curso regularmente no Rio, Niterói, Cuiabá e São Paulo, e em outros locais a convite.

Histórias de sucesso (reais)

Vestibular

– F. Barros era um atleta adolescente e conheceu o shiatsu para resolver um problema em seu ombro. A recuperação não tardou e ele passou a recorrer a técnica para outras situações. Quando do vestibular, onde sua opção era passar para a universidade pública em engenharia, veio nos procurar. Passou todo o ano de cursinho a fazer Shiatsu e yoga. Pouco antes das provas, relatou: “sinto-me calmo, tranquilo, embora meu pai me pressione eu estou bem comigo mesmo e não me deixo levar pela ansiedade dele”. Foi muito bem colocado e já está se formando esse ano.

– A rinite de C., um adolescente brigão, o incomodava profundamente. Depois de algumas sessões e orientação naturopática ele disse: “é a primeira vez desde criança que minhas duas narinas funcionam ao mesmo tempo”, disse. Este outro jovem com o tempo entendeu que seu problema tinha relação com várias situações emocionais e seu equilíbrio geral interno. C. tratou-se com o Shiatsu, reatou boas relações com seu entorno familiar, quando do período do vestibular, considerou-se pronto para enfrentar a prova, fazendo-a com toda a tranquilidade.

Concurso público

– Ainda guardo o convite para a formatura de M., que me procurou para passar em certas provas. Depois, alcançou a defensoria pública utilizando as mesmas técnicas. Quando ela começou, tinha uma grande insegurança, porque vinha de uma família de advogados reconhecidos, e considerava-os praticamente inatingíveis. Com o Shiatsu adquiriu confiança em si, e resolveu buscar seu próprio caminho dentro da área (seu pai, avô e irmão eram promotores).

– “Olho para o livro e fico na mesma página por um tempo enorme – simplesmente o que está escrito ali não entra na minha cabeça”. Faltando dois meses para a prova de defensoria pública, K. é outro que estava sendo tomado pela ansiedade quando nos procurou. Fez Shiatsu semanalmente até o momento da  prova e foi muito bem aprovado.

Desafios que envolvem o corpo e a concentração

– Anos atrás, venci um concurso promocional envolvendo dardos sem qualquer prática. Promovido pelo stand de uma empresa, era preciso acertar duas vezes seguidas no alvo para ganhar o prêmio. Não havia segunda chance. Errou, estava fora. Mas no dia seguinte era possível tentar de novo. meu primeiro dia foi desastroso. Mal consegui que o primeiro dardo parasse no alvo em si. No segundo dia, a estratégia foi Shiatsu. Logo no início da feira, com as filas ainda pequenas, fiz Shiatsu com uma boa equipe que lá prestava serviço. Sai “tinindo”, fui direto ao stand do dardo.. E o prêmio estava no papo!

– Durante o tempo em que atuei diretamente com jovens atletas, foram varios aqueles que me procuraram para aumentar a performance. Uma mente bem focada e uma musculatura com a energia fluindo permite que a pessoa utilize todo o seu potencial.

Finalizando

De fato, há provas que mudam uma vida. Nosso sistema é implacável, e tais provas podem ser uma grande chance para se mudar de vida de uma hora para outra. Há quem largue tudo ou dedique todo o tempo de vida possível ao estudo para uma prova dessas. Se esse for o seu caso, faça Shiatsu. Os benefícios você já começa a sentir desde a primeira sessão.

*   *   *

* Arnaldo V. Carvalho é terapeuta e professor de Shiatsu básico e avançado. Desenvolve todo um estudo relacionando mente, emoções e corpo, e dirige a escola do Shiatsu Emocional – com núcleos em São Paulo, Cuiabá e Rio de Janeiro (Niterói). Saiba mais em: www.arnaldovcarvalho.com e arnaldovcarvalho.wordpress.com/about.

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O sonho de Chuang Tzu (via Arnaldo V. Carvalho)

O sonho de Chuang Tzu "Uma vez sonhei que era uma borboleta, uma borboleta flutuando feliz pelo ares! Mas assim que despertei, percebi que meu corpo era humano, o mesmo de sempre, forte, compacto, de carne e osso. Porém, ainda totalmente tomado pelo prazer do vôo e pela sensação da liberdade das asas, pensei assim: Será que isso foi Chuang tse sonhando que era um borboleta ou a borboleta sonhando que era Chuang tse?" Chuang Tzu, 389-286 a. C. * "Uma vez Chuang Tzu son … Read More

via Arnaldo V. Carvalho

Artigos e afins, Perguntas e Respostas

Por que existem cursos de Shiatsu de duração tão variada?

“Eu sei que precisamos de três anos de estudo … como eu já encontrei em muitos cursos que duram uma semana? como você aprende em uma semana? que são muito básicos …. Eu quero me tornar um professional de Shiatsu, como posso fazer? Onde há um bom curso em Belo Horizonte?”

Simon, Belo Horizonte e Itália

Você pergunta como existem formações que ocorrem em finais de semana e ao mesmo tempo outras que duram 3 anos.

Primeiro preciso lhe alertar: A formação do Shiatsu Emocional é bem longa.

Agora, esclareço: Não há tempo de formação que encerre, na pessoa, a possibilidade de desenvolver-se.

Na linguagem do Judô, é somente quando se alcança a faixa preta que o verdadeiro aprendizado começa. De maneira semelhante, as artes da cura não tem fim, quando se trata de aprendizado.

Me reporto com frequencia a um mestre Chinês com quem tive a honra de aprender algumas coisas, e que certamente me contou ter estudado com seu mestre por 43 anos. “como seu mestre soube que você estava pronto?”, indaguei. “Ele morreu”. Disse-me. Não satisfeito, perguntei-lhe se ele havia procurado outro mestre, e ele disse que sim, vários, mas acabou chegando a conclusão que já não havia alguém vivo que soubesse mais que ele, então já com certa idade.

Assim, o pensamento de que um curso de 30, 60, 600 ou 3000 horas é suficiente com certeza inflinge em equívocado.

O modelo escolástico-acadêmico não muda desde a idade média, e vem produzindo profissionais pobres de espírito, incompetentes e/ou irresponsáveis em todo o mundo.

As pessoas pagam, frequentam o curso, respondem a perguntas que atestam que o aluno tem MEMÓRIA ou algum poder de análise e ganham um certificado. Achas mesmo que isso é suficiente?

Em nossa escola estamos preocupados pelo desenvolvimento psicoafetivo do aluno durante o processo de aprendizado. Um aluno que chega como um ser humano com extrema dificuldade ao afeto é um aluno despreparado para oferecer o amparo, o lado que Namikoshi diz ser “o toque do coração de mãe” do Shiatsu.

Mas, antes de ir fundo em relação aos conteúdos, é preciso que a gente responda a uma pergunta importante por parte dos interessados:

– Até onde a pessoa quer ir nesse caminho? Ou ainda: Quem é o aluno de Shiatsu?

Os cursos de Shiatsu não tem objetivo de simplesmente formar profissionais.

Antes de mais nada, cursos de Shiatsu formam PRATICANTES. Praticantes amadores, que queiram fazer shiatsu em seus filhos, conjuges, pais, e entes queridos não precisam passar por todo um processo formativo complexo.

Podemos dizer,  que há três tipos de pessoa que se interessam por cursos de Shiatsu:

1) os interessados em aprender uma prática básica, sem contraindicações e repleta de benefícios, que estimule o contato afetivo e participe da via como item importante na qualidade de vida daquela pessoa.

2) profissionais de saúde que já dominam certas bases sejam biológicas, sejam paradigmáticas, que querem adquirir novas ferramentas de trabalho para sua atividade-mãe.

3) pessoas interessadas em tornarem-se profissionais de Shiatsu.

Baseado nesta constatação, então pergunto a você:

1) Por que alguém que só quer praticar o Shiatsu como uma prática de bem estar na família precisaria estudar teorias problemas complexos e se debruçar em práticas extensas por três anos seguidos?

2) Por que um médico, psicólogo, fisioterapeuta, enfermeiro, enfim, porque um profissional de saúde, que já domina o conhecimento biomédico, haveria de se submeter a estudar de novo (e em geral de modo mais rudimentar, como se faz em cursos de massagem e shiatsu) disciplinas como anatomia e fisiologia num curso de Shiatsu?

É por existirem níveis diferentes de interesse que há tipos diferentes de curso.

Nossa resposta para isso é o ensino modular. Cada nível prenche a satisfação de um público. Pessoas que só farão o curso como meio de autoconhecimento e prática de saúde preventiva e caseira ficarão satisfeitos com o curso básico (embora haja muitos casos de pessoas que embora estejam de fato satisfeitas com o básico decidem avançar); Profissionais de saúde, terapeutas que já dominam uma técnica principal e queiram apenas complementar com mais uma ferramenta de trabalho talvez fiquem satisfeitos em seguir até o nível intermediário; E finalmente, há aqueles que pretndem tornar-se profissionais de Shiatsu. Eles podem ingressar desde o início pensando nisso, ou descobrir fazendo os primeiros níveis que pretende se envolver de forma profunda com a técnica do Shiatsu e o estilo Shiatsu Emocional.

O ensino modular tem algumas limitações: O tempo para a repetição (e fixação) da prática não é grande: Desse modo, caso a pessoa não pratique, corre o risco de perder ou esquecer. Nossa escola compensa isso através de certas medidas práticas: temos um grupo de estudo online, fixo e gratuito a todos os alunos desde o nível básico, onde há estudos dirigidos mensais. Nos principais núcleos há grupos de estudo presenciais também; e finalmente, o aluno tem direito a reciclagem gratuita. Assim, ele pode repetir e assim fixar e recaptular os conceitos, fundamentos e técnicas do Shiatsu quantas vezes quiser.

Finalmente, temos o diferencial inédito até onde tenho notícia no Brasil (e mesmo no exterior não conheci escola que agisse desse modo): Entre os módulos, além dos grupos de estudo, há o tempo de experiência (não se pode terminar um e entrar direto no outro), entrevistas e outros sistemas comprovatórios de que o conhecimento anterior foi compreendido em ampla significância. E após o intermediário, o ensino muda de figura, saindo da condição de encontros com datas específicas a passando a se basear num ciclo de estudos personalizado e individual, elaborado no início da formação avançada e onde professor e aluno seguirão juntos de forma particular. É completamente diferente do sistema normal, onde todos aprendem as mesmas coisas e estudam o que já sabem e o que não sabem. Esse último ciclo dura no mínimo um ano, e não há avaliações quantitativas no processo, apenas qualitativas.

Assim, um curso que parece ser “de final de semana” pode ser bem mais completo do que você imagina.

Não é possível hoje se falar em seriedade baseado em tempo de curso. Escolas ruins as vezes tem formações longas. As formações longas lhe dão uma noção de serem sérias, mas muitas matérias e disciplinas, ao menos se bem ensinadas, não precisariam ter um número de horas aula tão grande. Assim, há momentos de “encheção de linguiça”, como se diz aqui o Brasil, momentos em que se esticam as aulas com momentos e informação irrelevante. Formações curtas obviamente requerem uma energia muito grande por parte do professor, que precisa não ser apenas um bom shiatsuterapeuta: ideal que saiba dar aula, que tenha técnica de ensino, um bom planejamento de aula. Frequentemente, ainda, cursos longos iniciam com turmas enormes, por vezes com 35 ou mais alunos, enquanto que os cursos modulares melhores possuem turmas com poucos alunos, e desse modo, movimentos, teorias, posturas e etc podem ser corrigidas e aprimoradas com acompanhamento muito próximo e por parte do professor. Com um ambiente assim, o aluno aprende quatro, cinco vezes mais rápido e melhor.

No Brasil, tanto o Zen Shiatsu, como o Ohashiatsu e o Shiatsu Emocional atuam principalmente sob a forma de escolas modulares. As escolas técnicas, que possuem maior carga horária e longa duração, em geral dão ênfase a um Shiatsu adaptado à visão acupunturista, com forte ênfase nos conhecimentos chineses da MTC, quase nunca se reportando a práticas japonesas ou outras (tal como o conhecimento de Hara, Kyo-Jitsu, fundamentos macrobióticos etc). Lembrando que o Brasil vêm criando estilos próprios entre eles o Shiatsu Integrativo e o Shiatsu Psicossomático (de outros autores cujo trabalho, na prática, desconheço).

Você me pede indicação de uma escola séria. Te digo que a grande maioria dos professores é sério. Uns conhecem mais do que outros. Mas tudo depende da pergunta: “até onde você quer ir”?

No seu caso, você diz quer pretende se tornar um profissional. Em Belo Horizonte não conheço um professor em particular que ofereça curso, mas o IMAM/INCISA tem cursos de alta reputação na área da MTC e oferece cursos de Shiatsu. É provável que o SENAC aí também ofereça Shiatsu, mas não posso falar muito, não conheço. Cursos técnicos como os citados acima estão sujeitos a certas regras do MEC, variando menos em conteúdo e método. Os cursos modulares possuem regras próprias conforme suas escolas. Não conheço pessoas ou escolas em Belo Horizonte que atualmente ofereçam o curso modular, infelizmente. De qualquer forma, uma boa dica talvez seja fazer shiatsu como cliente em lugares diferentes. Quando você achar um profissional que lhe pareça muito bom, pergunte de que escola veio. É uma oportunidade de conhecer pessoas do circuito, diferentes métodos e estilos, e ainda se receber dos benefícios comuns do Shiatsu – todos o tem.

Espero ter sido útil em sua caminhada!

Arnaldo

Perguntas e Respostas

Qual a diferença do Shiatsu Emocional para o Zen Shiatsu?

O estudante de Shiatsu Simon, ficou muito curioso e quis saber a diferença de Zen Shiatsu e Shiatsu.

Shiatsu não é uma terapia, mas uma FAMÍLIA de terapias que começou no Japão e seguiu crescendo pelo mundo. Zen Shiatsu e Shiatsu Emocional são variedades do Shiatsu. O Shiatsu nasceu de terapias corporais mais antigas combinadas a intuição de certos professores + as necessidades do momento em que ele foi criado. O Zen Shiatsu foi criado por Masunaga e se apoia em algumas teorias da Medicina Chinesa e outras das práticas de saúde do Japão. conta ainda com uma “pitada” de psicologia. O Shiatsu Emocional tem forte base na psicologia e utiliza teorias parecidas com a do Zen Shiatsu, mas em proporções diferentes. Como em química, uma terapia que use os mesmos ingredientes mas com proporções muito distintas gera resultados também muito variados.

Suas dúvidas são muito boas e pertinentes, e portanto merecem respostas adequadas, não sendo possível ser breve. Portanto, espero que tenha paciência e leia o e-mail até o fim.

O Zen Shiatsu é o estilo criado pelo mestre Masunaga, e desde sua morte praticamente não mudou. Um amigo dele, Ohashi, responsável pelo primeiro livro de Masunaga e único publicado pelo mesmo ainda em vida (seu segundo livro foi organizado por sua esposa após seu falecimento), seguiu desenvolvendo seu shiatsu a partir de sua formação no Zen Shiatsu. Quando seu estilo já se diferia muito e incorporava outros saberes e frutos de suas próprias reflexões e maturidade, ele criou sua própria escola, que passou a ensinar o estilo conhecido como Ohashiatsu. Uma de suas professoras, Pauline Sasaki, após anos de trabalho, reflexão, estudos paralelos e amadurecimento criou o Quantum Shiatsu (que utiliza elementos da física quântica). Então, entre os praticantes de Shiatsu, existem aqueles que seguem apenas um modelo fechado, e há aqueles que entendem o Shiatsu como um MOVIMENTO, tal como a vida, sempre em constante mutação, evolução, desenvolvimento. Sob essa perspectiva, podemos pensar em uma nova pergunta:

Para onde o shiatsu evolui?

Ele evolui para onde há necessidade humana, e de acordo com os grupos sociais e seus indivíduos.

Hoje, no Brasil e no mundo, há uma supremacia do paradigma da doença sobre a da saúde, do físico sobre o emocional, do fenomenológico sobre o funcional. Se você perguntar às pessoas na rua que já ouviram falar de shiatsu: “que é shiatsu para você?”, escutará coisas como “Shiatsu é para dor nas costas”, ou simplesmente “para dor”, ou ainda: “aquele negócio para a coluna que o japonês faz”. Podem ainda te contar que “tem um japonês perto de casa que resolve”, e finalmente, a mais infeliz das afirmações típicas: “shiatsu é dor”. Sim, MUITA gente rejeita o Shiatsu, pois vincula a técnica com dor – e isso é fruto de uma prática executada de maneira inadequada, mas que muitos profissionais seguem. Tendo em vista que o Shiatsu trabalha com muita eficácia uma série de circunstâncias emocionais, a primeira coisa que podemos dizer é que o nome “Shiatsu Emocional” oferece imediatamente a pessoa a idéia de que ela não está indo a uma sessão simplesmente para tratar a dor nas costas.

Pessoalmente, iniciei meu caminho envolvido com controle mental e sempre dei muita ênfase à psicologia e a pedagogia. No caminho de ser um ser humano melhor e um profissional melhor (não faço distinção), entrei em contato com várias escolas, dentre elas o Zen Shiatsu. Mas eu recebo influência de diversos outros métodos, escolas de Shiatsu e outras terapias tradicionais. O Shiatsu Emocional começou a surgir quando os elementos da psicologia, que estudava em paralelo, em especial da psicologia reichiana, foram progressivamente sendo incorporados a minha prática. Quando o entendimento de que o foco sob as emoções e a necessidade do profissional conhecer o que está por trás de seus atos e do vínculo de relacionamento que ele cria com seu cliente eram fundamentais; e pela ênfase clara que se dá durante o período formativo sob os aspectos emocionais dos meridianos, e não tanto sob os aspectos físicos – o contrário, portanto da maioria das escolas de Shiatsu.

É verdade que Masunaga estudou psicologia, e o Zen Shiatsu foi o primeiro método a abordar com mais complexidade ar relações das emoções com os caminhos de energia na formação profissional, embora haja pouca ou nenhuma conversa sobre isso durante as sessões. Porém, há algumas outras escolas que de um modo ou de outro preocupam com esse aspecto. O Shiatsu Emocional seja talvez a única que não simplesmente inclui tal aspecto em seu programa – ele utiliza o mesmo para fazer de sua prática uma experiência tranformadora e libertadora em termos psíquicos.

Como diferenças na TEORIA do Zen Shiatsu x as teorias do Shiatsu Emocional, posso citar:

Kyo/Jitsu: O Zen Shiatsu trabalha com ênfase na idéia de reforçar meridianos enfraquecidos, enquanto o Shiatsu Emocional prefere o foco no DESBLOQUEIO que leva ao estado de homeostase dinâmica dos pares de meridianos – o que resolve naturalmente os problemas de insuficiência e excesso.

Relação terapeuta/cliente: O zen Shiatsu não aborda nem na formação nem na prática as questões transferenciais, entre outras.

Estudo de psicologia aplicada ao Shiatsu: O Zen shiatsu não estuda. O Shiatsu Emocional estuda certas bases, especialmente focadas nos temas inerentes ao pensamento reichiano, e ainda tece várias comparações entre as teorias da MTC e as modernas. Estabelece, finalmente, correlações entre segmentos psiquicos (que dão origem às couraças musculares do caráter) e meridianos, dentre outras correlações.

Catarses e situações emocionais extremas: Os alunos não aprendem a lidar com situações emocionais graves que podem surgir em um atendimento de Shiatsu, o que pode reforçar padrões neuróticos, gerar resistências aos movimentos de transformação, entre outras situações que constituem grave erro nas formações mais básicas.

Abertura do Sistema: O Zen Shiatsu é um sistema fechado em si. As gerações passam e todos continuam reproduzindo com a máxima fidelidade aquilo que aprenderam.  No Shiatsu Emocional o aluno é incentivado desde o início a buscar o seu próprio Shiatsu.

Caminhos de conhecimento: O Zen Shiatsu tem ensino e estudo linear, como quase todas as demais escolas. No Shiatsu Emocional a linearidade só acontece na base, tornando-se mais e mais individual a medida que o estudo avança.

DIFERENÇAS NA PRÁTICA

Pressões: no Zen Shiatsu há predominância de pressões com as palmas. No Shiatsu Emocional trabalhamos com alternância de segmentos.

Movimentos e manobras: Os movimentos são limitados e sempre se repetem, caso o aluno siga apenas a mesma escola – o que oferece o risco de torna-los despersonalizados, não fosse pela competência de muitos bons profissionais.

Rotinas: As rotinas de trabalho do Shiatsu Emocional são muito mais variadas que as do Zen Shiatsu, e isso acontece por uma questão técnica e uma questão relacional importante, que é estudada em profundidade na escola.

Postura: Os movimentos nascem do Hara em ambas as escolas. Contudo, O Shiatsu Emocional se aproxima em movimento do Ohashiatsu, porém sendo mais permissivo quanto as posturas, e ao mesmo tempo estimulando após o domínio das posturas básicas a inclusão de posturas em alongamento e outras, para que o trabalho vá beneficiando simultaneamente os dois interagentes na sessão.

Dinâmicas que envolvem fala e visualização. O estilo Zen Shiatsu tende a ser silencioso o tempo todo, e qualquer conversa somente ocorre por tolerância do terapeuta. No Shiatsu Emocional a fala pode em certos momentos ser fundamental, havendo espaços especiais para a mesma dependendo das circunstâncias do momento. A fala direcionada e visualizações simultâneas ao processo do Shiatsu fazem parte do Shiatsu Emocional e não do Zen Shiatsu.

Preocupação com a acessibilidade: O Shiatsu Emocional se preparou para receber alunos com necessidades físicas especiais, e que poderão descobrir seu próprio Shiatsu na escola, tornando-se um praticante de igual valor. Essa acessibilidade, é bom observar, restringiu-se por muitos anos aos deficientes visuais nas escolas de An-mo e Shiatsu do Japão.

Há outro texto que compara o Shiatsu Emocional com outros estilos e explica o papel do Shiatsu Emocional e seu lugar no universo das terapias e na árvore de estilos do Shiatsu. Vá em http://www.shiatsuemocional.com.br e clique em “carta dos profissionais da MTC”, na coluna da esquerda. Leia, no mesmo site, na sessão “Curso”, as PERGUNTAS FREQUENTES.

Simone, existem muitas outras diferenças, tanto na prática como na teoria, mas para você perceber por completo, só entrando. A base do Shiatsu continua a mesma, e o que faz com que haja várias escolas de Shiatsu no mundo, hoje, é justamente a existência de uma base comum.

Um grande abraço ao Simon, e que você consiga uma boa formação! Seja bem vindo ao mundo do Shiatsu!

Arnaldo