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O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa

O Shiatsu e a cultura espiritual japonesa – Parte 1

Por Arnaldo V. Carvalho*

A cultura se faz presente em tudo o que uma pessoa faz, e como ela age, pensa e sente; Torna-se indispensável ao estudioso de Shiatsu tomar consciência da raiz cultural que molda o espírito dessa terapia oriental.
Vamos iniciar uma reflexão sobre aspectos fundamentais da cultura espiritual japonesa, ao longo dos dias desta semana, e de como ele se encaixa na prática do Shiatsu em regime de excelência, e essência. Boa Leitura!

Arnaldo V. Carvalho

Introdução

A vida e a morte, a saúde e a doença, os relacionamentos e seus moldes – e como lidar com esses aspectos da existência – são tratados pelas pessoas de acordo com suas culturas. Raízes culturais profundas por vezes confundem-se com a noção do que é ser, e funcionam como uma matriz esquemática aos próprios pensamentos do indivíduo. E isso não é diferente quando nos referimos à cultura japonesa, berço do Shiatsu.

Tudo o que se pode produzir leva em conta a história pessoal, a forma como a pessoa se criou. Escrevo em português, por exemplo, porque foi através dessa língua que aprendi a pensar verbalmente; e pensarei como brasileiro mas possivelmente com um toque lusitano, porque meu pai e a minha família do lado paterno é portuguesa.

Estruturamos um jeito de pensar segundo a mescla de facetas que vamos sistematicamente aceitando ou rejeitando no íntimo, durante a formação de nossas personalidades. O uso do verbo, falado ou escrito, possui portanto esse arcabouço cultural, e é usado sem que seja preciso lembrar disso. Isso é cultura, e vale para qualquer grupo ou indivíduo, de qualquer tempo ou lugar. Não é necessário afirmar-se ente cultural de um grupo social. Apenas se é.

No tocante à “cultura” de um povo, ela pode ser identificada como um fenômeno fluído, mutante, que de tempos em tempos particulariza suas dinâmicas, incluindo seus costumes e representações (1).

O que se pode observar nos costumes e representações dos japoneses é que sua música, dança, normas de etiqueta, religião, e práticas de saúde, seguem regidas por uma unidade implícita – resguardadas suas modificações ao longo do período – desde o surgimento do Shiatsu, no início do século XX, e mesmo antes dele. Desse modo, observar como tais aspectos culturais dialogam entre si, nos conscientiza de que, para quem é criado imerso neste panteão de saberes e fazeres, não é possível ter uma coisa sem a outra, sob o risco da descaracterização do próprio Shiatsu imerso nessa lógica que o origina e o inclui.

Em outras palavras, Shiatsu não pode ser compreendido apartado de tais raízes. Ele atrela-se com força as tradições japonesas, em especial as espirituais, e carrega-o em suas práticas. Afinal, os costumes e tradições espirituais abrigaram, por séculos, as artes da cura.

É preciso, pois deter-se sobre tais costumes, quando na busca de uma praxis terapêutica mais próxima da essencialidade que a originou.

Estamos afirmando que há um peso oculto dessa cultura, discretamente implícito, porém essencial, no modo de atuar de um praticante de Shiatsu.

Purificar corpo, mente e espírito; Contemplar; Fazer a energia fluir; Estar em harmonia com o Todo; Meditar; Conectar-se com a ancestralidade; Deixar-se conduzir pela sabedoria da Natureza; Reverenciar a vida e respeitar solenemente a morte, são características que fazem parte desse peso oculto, e participam de forma invisível do Shiatsu. Tais práticas conectam o Shiatsu com o “ser/estar” no mundo que frutificou como uma tradição mais ampla da cultura oriental: O espírito abrilhanta-se a cada ação humana. Sem tal perspectiva, o Shiatsu torna-se uma técnica apenas razoável, e provida no máximo de valor mecânico. Dentro dela, no entanto, o Shiatsu torna-se modo de viver, de desenvolver-se, de compreender a vida e encontrar o equilíbrio.

Na continuação desta série, iremos focalizar em cada um dos aspectos citados, observando os vínculos destes com o Shiatsu em sua condição de excelência.

(continua – Próxima parte: Limpeza Energética)

***

(1) Ver: THOMPSON, Edward P. Costumes em Comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

* Arnaldo V. Carvalho pratica Shiatsu desde 1993 e o ensina desde 1999. Dedica-se há mais de uma décadas a compreender as origens desta prática para além dos livros. É membro fundador da Associação Brasileira de Shiatsu – ABRASHI, autor do livro Shiatsu Emocional e de dezenas de artigos sobre o tema.

Leia o ensaio completo (disponível a medida em que é publicado):

Leia também:

https://japaocaminhosessenciais.wordpress.com/2014/11/06/a-espiritualidade-japonesa-e-seus-tesouros/

Agenda: Cursos Eventos etc., Notícias

Curso de Aromaterapia para MTC em nova edição

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Terapia oriental e Aromaterapia: Como utilizar óleos essenciais na Acupuntura, Shiatsu e Moxabustão

Curso promovido no primeiro final de semana de março disseca fórmulas famosas como Tiger Balm, ensina os fundamentos e pratica o preparo e as teorias

Os dias 4 e 5 de março estão reservados para o estudo dos óleos essenciais nas terapias orientais. Primeiro dos cursos da Escola de Shiatsu Shiem este ano, ele é destinado a quem já detém conhecimentos mínimos de Medicina Tradicional Chinesa (MTC).

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Entre os destaques da programação, estão as informações históricas e as preparações em curso de fórmulas famosas como Tiger Balm, Po Sum On, Kwan Loong, Óleo Vermelho e Wood Lock, e sinergias criadas pelo próprio aluno a partir do que aprendeu.

A prática será utilizada para os alunos “dissecarem” e compreenderem as diferentes funções de cada elemento da composição, à luz da MTC e também da farmacognosia ocidental. Imagem relacionada

Acupunturistas, praticantes de Shiatsu aprenderão como utilizar a aromaterapia como técnica potencializadora, associando à agulhas, moxa, ventosas e massagens, e ainda demonstrando potencial como ferramenta de diagnóstico da constituição e condição energética.

O curso é ministrado pelo Professor Arnaldo V. Carvalho, naturopata. Um dos mais conhecidos professores no Brasil, tanto no Shiatsu pela aromaterapia há muitos anos. Sua marca, deixada em dezenas de formações que propôs, passa pela associação equilibrada de teoria e prática, e o aprofundamento na compreensão da natureza dos estudos propostos.

Saiba mais sobre o curso aqui

e inscreva-se pelo e-mail: escoladeshiatsu@outlook.com.br

Serviço:

Curso de Aromaterapia na MTC

  • 4 e 5 de março – de 9 as 18H

  • Local: Salão central da Clínica PSY. Rua Guilhermina Guinle, 114. Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.

  • Prof. Arnaldo V. Carvalho

  • Contato direto: (21) 992465999 (Whatsapp) ou escoladeshiatsu@outlook.com.br

Agenda: Cursos Eventos etc., Notícias

Nova agenda 2017, com cursos no Rio, São Paulo, Niterói e Santa Maria

É tempo de aprender Shiatsu

Escola de Shiatsu lança seu calendário com diversos cursos de aprofundamento e formação completa reestruturada

A Escola de Shiatsu Shiem divulga sua agenda de cursos para o ano de 2017. Presentes em quatro cidades do Brasil – Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), São Paulo (SP) e Santa Maria (RS), com diferentes professores, a formação de Shiatsu e Shiatsu Emocional traz novidades em sua estrutura curricular e seus cursos modulares.

Além disso, a Agenda 2017 da Escola Shiem traz diversas novidades: a volta do curso de Shiatsu para Casais, o curso de entrada ao mundo do Shiatsu, “Shiatsu Essencial“, além da novíssima edição do curso de Aromaterapia no Shiatsu e MTC.

Abra já a nossa agenda e sincronize com a sua!

Sejam bem vindos à família SHIEM!

Contato direto: escoladeshiatsu@outlook.com.br

Nossos cursos

O uso dos óleos essenciais na Terapia Oriental – Curso teórico-prático

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O faro Oriental sobre os óleos essenciais

Da formulação do Tiger Balm à Acupuntura Aromática, curso avança no entendimento e utilização dos óleos essenciais nas Terapias Orientais

O professor Arnaldo V. Carvalho, dirigente da Escola de Shiatsu SHIEM, discorrerá sobre a utilização da chamada Aromaterapia nas técnicas tradicionais mais utilizadas no Brasil: a acupuntura, o shiatsu e a moxabustão, além da utilização dos mesmos óleos associada a ventosaterapia.

Os alunos terão a oportunidade de formular algumas das mais famosas pomadas e óleos medicados da China, como a Tiger Balm, Po su on e Wood Lock. Saberão sobre o desenvolvimento da utilização das plantas medicinais aromáticas no oriente, bem como desvendarão a natureza energética das mesmas.

Público-alvo:

Profissionais e estudantes de Terapias Orientais que já compreendam yin-yang, Cinco Elementos e Meridianos.

Programa do curso:

– Conceituação e Terminologia do estudo dos óleos essenciais;
– História da utilização dos óleos essenciais no Oriente;
– Natureza bioquímica (ocidental) e energética (oriental) dos óleos essenciais, segundo o Tao (yin-yang), os Cinco Movimentos e os Meridianos;
– Plantas medicinais aromáticas (produtoras de óleos essenciais) do oriente e suas características;
– Análise e feitura prática de formulações consagradas:

  • Tiger Balm (verde, vermelha, branca)
  • Po su on
  • Wood Lock
  • White Flower
  • Óleo vermelho

– Teoria das sinergias e esquema de montagem de fórmulas;
– Técnicas de utilização no Shiatsu, Acupuntura, Ventosas e Moxa.

Carga horária: 20H (16H + 4H seminário de abertura)

Professor: Arnaldo V. Carvalho, naturopata. Professor de Shiatsu desde 1998, membro do SINDACTA-RJ (Sindicato de Acupuntura e Terapias Afins do Rio de Janeiro), membro fundador da ABRASHI (Associação Brasileira de Shiatsu). Criador e Administrador dos sites Portal Verde e Aromatologia. Autor do livro Shiatsu Emocional.

Recursos e materiais: O curso faz utilização prática de óleos essenciais e graxos, além de lançar mão de recursos audiovisuais para as explicações teóricas. O aluno recebe ainda apostila, certificado, e as formulações produzidas em aula, que ficam com o aluno após o preparo. OBS NÃO HÁ CUSTOS ADICIONAIS.

Novas datas e locais: Consulte nossa Agenda

Notícias

Começam testes com o novo design do site da Escola de Shiatsu

Começam testes com o novo design do site da Escola de Shiatsu

A Escola de Shiatsu amanheceu no último dia 7 com novo visual em seu site. Mais clean e adequada a visualização pelo celular, ficou ainda mais fácil de navegar e visualizar posts e páginas.

Aguardamos os comentários!

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A velha e a nova página, lado a lado: a opção 2017 é de limpeza e organização
Pensamentos e frases

E assim também é no Shiatsu

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Quando estão tristes ou contentes, vocês não conseguem enxergar nada. Fecham os olhos e não vêem mais nada. Mas não é possível dançar de olhos fechados. Os olhos devem estar bem abertos e dança-se sem olhar.

Kazuo Ohno, mestre do Butô (1906-2010)

Agenda: Cursos Eventos etc., Notícias

Curso de Shiatsu e Shiatsu Emocional em Niterói, RJ (outubro 2016)

Poderoso curso, completo por si mesmo, mas quefaz parte de uma estrutura formativa muito maior. Aprenda ou aprofunde-se com a única Escola de Shiatsu do Brasil dedicada exclusivamente à essa terapia!
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Shiatsu Cadeira
artigos e afins

“Shiatsu Expresso” x “Quick Massage”

Diferenças teóricas e técnicas do Shiatsu aplicado na cadeira e a “Massagem Rápida”

Shiatsu rápido não é “Quick Massagem”. Shiatsu na cadeira NÃO É “Quick Massagem”.

Por Arnaldo V. Carvalho*

Shiatsu Cadeira

É completamente aceitável que pessoas leigas passem por um pequeno quiosque onde se oferece “Shiatsu Expresso”, ou outro que ofereça “Quick Massagem” e não perceba diferença. Mas quando profissionais que trabalham com terapias manuais passam a pensar e agir como se tais técnicas se equiparassem, então temos uma grave confusão ou mesmo distorção teórica, que merece ser esclarecida rapidamente.

 

A cadeira para a prática terapêutica, foi criada há cerca de trinta anos e é utilizada amplamente para um sem-número de terapias corporais. Na realidade, ela apenas acrescente sofisticação, praticidade e qualidade a uma possibilidade de intervenção, realizada com o(a) atendido(a) sentado (a). Dessa forma, o modus operandi que está por trás de cada modalidade de trabalho – incluindo o Shiatsu Expresso e o Quick Massagem  faz muita diferença.

 

Este artigo pretende demonstrar as razões pelos quais é imprescindível discriminar adequadamente ambas as técnicas, como se deu esse processo de falsa equivalência, e quais são suas reais convergências e divergências. Esperamos que ampliem-se os horizontes dos leitores, que poderão aprofundar-se em uma matéria rica e cheia de possibilidades muito acima do que se tem comumente oferecido no Brasil. Vale notar que ao longo do texto chamaremos de “Quick Massage”, “Massagem rápida”, ou “Massagem na cadeira” a adaptação das dinâmicas massoterapeuticas (terapia ocidental) para um trabalho curto (entre sete e 30 minutos) e executado na cadeira dedicada a tal terapia, e “Shiatsu expresso”, “Shiatsu rápido”, ou ainda “Shiatsu na cadeira” a técnica de Shiatsu, de base oriental, aplicada utilizando-se os mesmos critérios de tempo e local de acomodação do atendido. Vale salientar que muitos dos nomes empregados tanto para o Shiatsu como para a massagem surgiram simplesmente como tentativas particulares de se patentear protocolos e vender métodos exclusivos.

 

A origem da confusão: aspectos convergentes

 

Quase sempre, cursos e workshops com foco no atendimento na cadeira são destinados a profissionais tanto da área de massoterapia, como de Shiatsu. Superficiais, têm sido ensinados na maior parte dos locais ao modo “passo-a-passo”: “Primeiro vamos trabalhar com movimentos circulares no tronco superior, ombros, agora passe a percussões e amassamentos na região deltoide”, e assim por diante. O profissional aprende um “protocolo básico” que será aplicado sempre mais ou mesmo da mesma forma. Frequentemente, os cursos são rápidos, e não buscam detalhes relacionados à postura, atenção plena e percepção tátil do que é necessário. Professores e alunos partem do pressuposto que quem está para aprender “já sabe” (já é massoterapeuta ou shiatsuterapeuta), e assim, basta aprender a mexer na cadeira, uma sequencia minimamente interessante, acertar no tempo reduzido e aprender como funciona a higienização do equipamento. Mais raro é quando o professor (no caso do Shiatsu expresso) ainda revisa teorias como a dos meridianos, etc.

 

A teoria, infelizmente negligenciada, impede que o profissional de “Quick” ou de Shiatsu tire o melhor proveito possível da cadeira e da posição em que seu atendido se encontra, ou que atue de forma ergonômica para sua própria saúde. Tais vantagens estão amplamente explicadas na apostila “Shiatsu Expresso”, de minha autoria. Também impede um trabalho mais profundo e impactante norteie o trabalho.

 

Finalmente, vale pontuar que os excelentes alongamentos possíveis para a cadeiras têm sido positivamente incorporados para ambos os métodos.

 

As especificidades

 

Quanto às especificidades técnicas, o Shiatsu rápido segue a estrutura do Shiatsu original, bem como o “”Quick, da Massoterapia”:

 

 

Shiatsu rápido na cadeira

 

 

Quick Massagem

 

 

Métodos diagnósticos baseados no             aspecto energético.

 

 

Avaliação tátil da tensão             muscular ao longo do processo.

 
 

 

 

Ação imediata sobre pontos de             energia ou neuromusculares (depende do estilo), utilizando sempre             as pressões específicas do Shiatsu (normalmente com o polegar             mas podendo haver variações).

 

 

Opera com a típica diversidade de             manobras da massoterapia: percussões, amassamentos,             deslizamentos, fricções.

 

 

Utilização de técnicas             respiratórias

 

 

Utilização variada de acessórios             para maior variedade tátil e/ou conforto do terapeuta.

 

 

Pode utilizar uma superfície             interfacial (um pano limpo ou descartável) para realizar certas             manobras.

 

 
 

 

 

Foco no equilíbrio energético

 

 

Foco no relaxamento muscular.

 

 

Não pretendemos aqui dissertar sobre cada tópico técnico apresentado na tabela, acreditando que a mesma já é clara o suficiente. Contudo, para além das diferenciações operativas mais óbvias, será no sutil que encontraremos as diferenças fundamentais.

 

Uma delas diz respeito à capacidade do Shiatsu, caso a formação seja suficientemente profunda, de realizar uma analise somato-psíquica-energética, de maneira rápida e bastante precisa. Isso significa que entre Massagem e Shiatsu, apenas essa última terapia pode fornecer chaves de entendimento sobre a possível real origem de desequilíbrios que apareçam durante a sessão (por mais rápida que seja). A aplicação prática desse saber vai desde o direcionamento das pressões empregadas, até a orientação geral que o terapeuta pode fornecer.

 

No panorama das “terapias rápidas” no Brasil esse tipo de abordagem é raríssima. Porque em ambas as formações, têm sido pobre o programa formativo, como criticaremos mais adiante. Tem faltado teoria, porém independente disso, falta filosofia para a massoterapia ocidental, por sua própria origem e natureza. E esse é um dos principais diferenciais do Shiatsu, a ser conservado no trabalho rápido e/ou “da cadeira”. A filosofia por trás do Shiatsu funciona como um guia de foco de atenção quando o assunto é atuar especialmente em locais públicos ou abertos, situação típica para a cadeira. A utilização da respiração, da parte de terapeuta e atendido, a intencionalidade do fechar de olhos para uma atuação profunda são uma constante no Shiatsu (de alto nível). Tais possibilidades são ainda uma lição a ser assimilada pela massoterapia ocidental, que ainda espelha muito da mentalidade geral de nossa cultura.

 

Infelizmente, porém, é preciso denunciar que o Shiatsu, cada vez menos vem sendo praticado com tais preocupações filosóficas. E essa é mais uma razão para a aparente homogeneização da práxis do Shiatsu com a massoterapia. Verificamos, por sinal, que a crítica à própria massoterapia poderia ser debelada, por uma profunda reforma das mentalidades ligada às profissões que a praticam.

 

Conclusão

 

Em tese, ambos os trabalhos são interessantes e têm seu lugar. As variadas formas de abordar o corpo, com identificação das questões anatomo-fisiológicas e suas possíveis respostas terapêuticas pelo lado ocidental, ou os diferentes estilos de Shiatsu a trabalharem a circulação energética e/ou igualmente as questões físicas. O que não é possível é achar que é tudo a mesma coisa, ou que os resultados serão o mesmos.

 

***

 

* Arnaldo V. Carvalho dá aula de terapias manuais desde 1998, e foi um dos pioneiros no trabalho com a cadeira no Rio de Janeiro .

Pensamentos e frases

Verdadeiro valor da formação em Shiatsu

“Se sua formação em Shiatsu não te ofereceu a virtude da ponderação, há algo errado com ela.

Se sua formação em Shiatsu não te ofereceu a inclinação à candura e a comunicação amorosa, há algo errado com ela.

Se sua formação em Shiatsu não lhe trouxe generosidade e sintonia com a Abundância, há algo errado com ela.

Se sua formação em Shiatsu não foi capaz de te fazer um ser humano melhor,

Isso é algo sobre o qual você precisa refletir, pois sua formação não está completa”.

Arnaldo V. Carvalho